Portugal 2-2 França: Empate entre campeões

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A CRÓNICA: EQUILÍBRIO JUSTIFICA RESULTADO

No derradeiro encontro do Grupo F, que opôs a seleção campeã do mundo frente ao atual detentor do título de campeão europeu, Portugal terminou a fase de grupos com um empate a duas bolas, garantindo a passagem à próxima fase da competição. Devido ao empate entre Alemanha e Hungria, a “Seleção das Quinas” apura-se como um dos melhores terceiros classificados, ficando atrás da seleção germânica devido ao confronto direto.

A França procurou controlar o jogo desde o primeiro minuto, mas demonstrou dificuldades em criar lances de perigo para a baliza defendida por Rui Patrício. Portugal conseguiu equilibrar a partida no decorrer dos primeiros 45 minutos. O primeiro tempo foi caracterizado pelo encaixe tático entre as duas equipas.

À meia hora de jogo, o inevitável Cristiano Ronaldo inaugurou o marcador através de grande penalidade, enganando o guardião Hugo Lloris. Numa bola parada, Danilo Pereira foi atingido violentamente pelo guarda-redes francês, e de imediato o árbitro da partida Mateu Lahoz apontou para a marca dos onze metros. Mesmo antes da ida para os balneários, numa altura em que a “Seleção das Quinas” estava melhor no encontro, Mbappé foi derrubado por Semedo no interior da área lusa. O avançado Benzema não desperdiçou o penálti, e restabeleceu a igualdade no marcador.

No começo da segunda parte, a seleção gaulesa entrou mais forte, e consumou a reviravolta no marcador. Ao minuto 47’, Karim Benzema fugiu de marcação à linha defensiva portuguesa, e após um grande passe de Pogba, o ponta de lança bisou na partida. A “Seleção das Quinas” subiu as suas linhas em busca de um resultado mais positivo, e à passagem da hora de jogo, Cristiano Ronaldo reestabeleceu a igualdade no encontro, novamente através de uma grande penalidade, após a bola embater no braço de Koundé.

A defesa da noite pertenceu a Rui Patrício, que ao minuto 68’ impediu Pogba, e posteriormente Griezmann, de voltarem a colocar a seleção francesa na frente da partida, com uma dupla intervenção fantástica. O encontro foi perdendo intensidade, com ambas as equipas a correrem menos riscos, acabando por resistir o empate a duas bolas até ao final dos 90 minutos.

 

A FIGURA
Renato Sanches
Fonte: Diogo Pinto / FPF

Renato Sanches – Pela primeira vez titular na atual edição do Campeonato de Europa, Renato Sanches realizou uma exibição notável, conferindo estabilidade ao miolo do terreno, algo que faltou na derrota frente à Alemanha.

A forma como dinamizou o processo ofensivo de Portugal, desorganizando a equipa adversária, mas cumprindo também as suas tarefas defensivas, confirmaram a aposta de Fernando Santos para esta partida, que terminou com um resultado positivo para a continuidade da armada lusa em prova.

O FORA DE JOGO

Diogo Jota – O avançado português desempenhou uma prestação negativa, estando ausente da partida na maior parte do tempo que esteve dentro das quatro linhas. Esteve pouco interventivo no ataque da “Seleção das Quinas”, e poderia ter feito melhor nas ocasiões que foi chamado a jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Após a derrota pesada frente à Alemanha, Fernando Santos realizou algumas mexidas no meio-campo, e apresentou Portugal num esquema tático de 4-3-3. A defesa, não sofreu alterações relativamente ao último jogo, mantendo-se Nélson Semedo na lateral direita, Raphaël Guerreiro no corredor esquerdo, e no centro da defesa posicionaram-se Pepe e Rúben Dias.

O meio-campo a três elementos foi composto por Danilo Pereira, posteriormente substituído por João Palhinha, atuando como médio mias recuado, sendo acompanhado por João Moutinho, mais posicional, e Renato Sanches, com mais liberdade de movimentos. Na frente de ataque, Cristiano Ronaldo posicionou-se a partir do corredor central, acompanhado nas alas por Bernardo Silva, na direita, e Diogo Jota, na esquerda, embora este trocasse posicionalmente com Ronaldo regularmente.

Apesar da tentativa de domínio de jogo por parte da seleção gaulesa, Portugal conseguiu gerir a posse de bola, procurando criar espaços na defesa adversária através da troca de bola constante.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (7)

Nélson Semedo (6)

Pepe (6)

Rúben Dias (6)

Raphaël Guerreiro (6)

Danilo Pereira (6)

João Moutinho (6)

Renato Sanches (8)

Bernardo Silva (6)

Cristiano Ronaldo (7)

Diogo Jota (4)

SUBS UTILIZADOS

João Palhinha (7)

Rúben Neves (6)

Bruno Fernandes (5)

Diogo Dalot (-)

Sérgio Oliveira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

A seleção campeã do mundo entrou em campo com um desenho tático de 4-2-3-1, com a novidade da introdução de Tolisso no “onze” inicial. O médio atuou a partir da ala direita, mas sempre com muita mobilidade e liberdade tática, deslocando-se para o corredor central por várias ocasiões.

A linha defensiva foi formada por Varane e Kimpembe no corredor central, e nas laterais, Lucas Hernández na esquerda, enquanto Koundé posicionava-se na ala direita, dispunham de maior liberdade nas incursões ofensivas. O miolo do terreno foi composto por Kanté, atuando como médio mais recuado, Pogba como elemento organizador de jogo, e Griezmann posicionou-se atrás do ponta de lança. A posição de extremo esquerdo foi desempenhada por Mbappé, com a flexibilidade de realizar movimentos interiores com regularidade, de forma a apoiar o avançado de referência, o experiente Karim Benzema.

A seleção gaulesa procurou gerir a posse de bola, e criar jogadas de ataque organizado. No momento defensivo, a pressão era efetuada sobre o portador da bola, tentando impedir as rápidas transições ofensivas por parte de Portugal.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (5)

Jules Koundé (5)

Raphaël Varane (6)

Presnel Kimpembe (6)

Lucas Hernández (6)

N’Golo Kanté (6)

Paul Pogba (8)

Corentin Tolisso (5)

Antoine Griezmann (6)

Kylian Mbappé (6)

Karim Benzema (7)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Digne (-)

Adrien Rabiot (5)

Kingsley Coman (6)

Moussa Sissoko (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Mimoso Ferreira
Diogo Mimoso Ferreirahttp://www.bolanarede.pt
Adepto desde muito jovem de bom futebol disputado dentro das 4 linhas, desde o Tiki-taka ao catenaccio. Saiu do litoral e estuda na Beira interior, tentando cumprir o seu sonho desde criança: Comentar e analisar futebol.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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