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Treinador do Omonia reconhece qualidade do Benfica: «Vamos jogar com uma equipa que é mais da Liga dos Campeões»

Dinis Jacob · 1 min

Henning Berg, Omonia
Foto: Omonia

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O treinador do Omonia, Henning Berg, fez a antevisão do encontro com o Benfica na terceira jornada da Europa League.

Num duelo entre duas equipas com registos totalmente vitoriosos, o Omonia recebe o Benfica na terceira jornada da Europa League. O treinador do Omonia, Henning Berg, marcou presença na conferência de antevisão da partida, começando por destacar a profundidade do plantel encarnado:

«Agora vamos jogar com uma equipa que é mais da Liga dos Campeões, que historicamente tem sido uma das três principais equipas portuguesas e que na última temporada venceram o Real Madrid na Liga dos Campeões. Por isso, são uma equipa de topo, têm muitos bons jogadores, mudaram oito jogadores contra o AC Milan e ganharam na mesma».

O técnico reconheceu a dificuldade de travar o ataque do Benfica:

«Vai ser um grande desafio e uma grande experiência de aprendizagem jogar com uma equipa deste nível. (…) Vamos ter de ser bons defensivamente contra o Benfica, eles são rápidos no ataque, fazem bons contra-ataques, mas também conseguem ser bons quando estão a dominar e quando estão a empurrar os adversários para a sua área. Têm boa qualidade individual, mas também um bom jogo coletivo».

Henning Berg referiu que o Benfica estará mais fresco por não ter jogado durante o fim-de-semana:

«Será sempre muito difícil. Penso que na maior parte dos jogos do campeonato somos a equipa que domina e temos mais posse de bola. Na Europa é mais equilibrado ou temos menos bola, mas sabemos fazer transições, mas também gostamos de desenvolver o nosso jogo com bola».

Questionado sobre o plano de jogo do Omonia, o técnico afirmou:

«O Benfica é uma equipa de topo. Isso é o expectável (defender em bloco baixo), mas vamos ver se conseguimos ser bons nas transições, manter a bola e jogar mais à frente algumas vezes. Isso seria bom, mas também vai depender do que o Benfica nos permitir fazer e como entram para este encontro»

Omonia Jogadores
Fonte: Omonia FC
Dinis Jacob

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    «A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

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