Publicidade

República da Irlanda 1-1 Suécia: Clark, o agente infiltrado

Pedro Machado · 4 min

República da Irlanda 1-1 Suécia: Clark, o agente infiltrado

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Internacional

A FIGURA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Wes Hoolahan – Deu muito à equipa do ponto de vista defensivo, condicionando a fase de construção sueca desde a raiz, mesmo jogando no apoio aos dois avançados da equipa. Na primeira parte a sua acção foi mesmo fundamental nesse aspecto, vulgarizando o poderio ofensivo dos nórdicos através da pressão feita a Lewicki e Kallstrom que, por estarem tapados, limitavam as opções dos centrais (e Lindelof fá-lo bem) para construir jogo.

Na segunda parte, entrou cheio de vontade e assinou o primeiro golo do encontro, num bom pontapé, beneficiando da acção dos avançados, que arrastaram marcações. Depois disto, jogou ao lado de Long, mas não foi tão impermeável, acusando o esforço. Terá saído esgotado

O FORA-DE-JOGO

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

Ciaran Clark – Foi o artilheiro da… Suécia. Por duas vezes ia fazendo golo na própria baliza, mas por duas vezes foi salvo, o problema é que há terceira é sempre de vez, e na tentativa de aliviar um cruzamento de Ibrahimovic, cabeceou a bola para dentro das próprias redes, fazendo o golo do empate sueco.

Para além disto, não foi o melhor parceiro para O’Shea, deixando muito espaço livre para ser explorado por Zlatan, Berg e Guidetti, jogadores que invadiram a sua zona de acção, dando alento ao ascendente sueco após o golo norte-irlandês.

Pareceu um autêntico agente infiltrado.

REPÚBLICA DA IRLANDA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

O estilo brigão está lá, como se o campo fosse um bar irlandês e alguém desafiasse o orgulho ou a sexualidade de qualquer dos intervenientes. Não há “comentário” (bola) que passe impune e que não seja refutado (disputada) até não ser mais possível. É a garra irlandesa em todo o seu esplendor.

A aposta na bola longa, como é característico em equipas foi uma evidência ao longo de toda a primeira parte, mas nem por isso foi suficiente para desmontar a defesa contrária.

Não dava de uma maneira, apostava-se noutra, e foi através de tiros de meia-distância que a Irlanda causou perigo, como que comprovando o seu ascendente- Hendrick atirou ao lado aos 10, um remate de Clark teve o mesmo destino aos 17, o de Brady passou a rasar a barra aos 29 e, três minutos depois, Hendrick, novamente, afinou demais a pontaria, com a bola a embater na barra da baliza sueca.

A mesma vontade foi transplantada da primeira para a segunda parte, e a Irlanda entrou com tudo para cima dos suecos, desta vez materializando em golos a sua atitude – Hoolahan, no coração da área responde da melhor maneira ao cruzamento de Sheamus Coleman.

A partir daqui, a Irlanda teve de ser voluntariosa e procurou condicionar a circulação de bola à Suécia, porém, à medida que ia mostrando “medo”, ia dando esperança aos nórdicos e isso revelou-se fatal, com o golo a surgir mesmo, embora fosse Clark a introduzir a bola na própria baliza.

Depois disto, O’Neil foi corajoso e tirou o autor do golo para fazer entrar Roy Keane e ainda tirou McCarthy para fazer entrar McGeady, primeiro dotando o ataque de mais uma referência, e depois, dando-lhe frescura e largura, desguarnecendo um pouco a zona defensiva. Algo que não teve o resultado desejado, embora também não tenha apanhado nenhum dissabor.

A atitude de O’Neill ilustrou bem a forma de estar desta República de Irlanda – deu tudo pelos três pontos, mas jogou mais com o coração do que com a cabeça. O empate justifica-se, pois.

Notas aos jogadores:

Randolph – 5

Coleman – 6

O’Shea – 6

Clark – 3

Brady – 5

McCarthy – 5

Whelan – 5

Hendrick – 6

Hoolahan – 6

Long – 6

Walters – 6

McClean – 4

Robbie Keane – 5

McGeady – 4

SUÉCIA

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

A Suécia não entrou propriamente encolhida no jogo, mas, pelo menos, estava desconfiada de si mesmo, errando muito no capítulo do passe e deixando que a Irlanda do Norte se superiorizasse nos duelos físicos, o que acabou por lhe causar calafrios, sobretudo na primeira parte, com quatro boas ocasiões dos Irlandeses, porém, nem tudo é mau, e se o adversário só assustou de longe, é sinal de que estava a ser dada boa cobertura junto à área, aí destacando Granqvist e Lindelof na salvaguarda dos últimos metros do meio-campo sueco.

No início do segundo tempo, isso já não se verificou tanto (curiosamente coincidiu com o desvio de Lindelof para a direita por lesão de Lustig), e tornou-se penalizador, com os suecos a sofrerem o golo. Algo que, no fundo, precisavam, para que acordassem e impusessem maior caudal ofensivo no jogo. A partir daí (47 minutos), foi a Suécia que mais dominou, conquistando logo uma série de quatro cantos consecutivos, nos quais esteve perto de marcar, embora o principal criador de perigo fosse… um jogador adversário. Clark, por duas vezes, quase inseria a bola na própria baliza (primeiro, saiu por cima, depois foi defendida por Randolph). Aliás, ele tanto ameaçou que acabou mesmo por concretizar – numa jogada desenhada por Ibrahimovic, o ainda ponta de lança do PSG combinou com Frosberg, foi À linha de fundo, cruzou, e estava lá Clark a “finalizar”. 1-1 para a Suécia e o jogo voltava a ter uma toada morna, e foi aí que se viu quão boa de estado mental estava a selecção nórdica, impondo-se territorialmente ao seu adversário, nunca se descompensando atrás. É certo que não fez nenhum remate à baliza de Randolph (Clark encarregou-se), mas o caudal ofensivo deu-lhe o controlo do jogo.

Foi preciso sofrer um golo para acordar, mas mesmo chegada atrasada ao jogo, a Suécia mereceu o empate. Mais, não.

Notas aos jogadores:

Isaksson – 5

Lustig – 5

Lindelof – 6

Granqvist – 6

Olsson – 6

Larsson – 6

Lewicki – 5

Kallstrom – 5

Forsberg – 5

Ibrahimovic – 6

Berg – 5

Guidetti – 6

Ekdal – 4

Foto de Capa: UEFA

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.