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Quatro anos depois, Colômbia e Japão voltavam a encontrar-se na fase de grupos de um Mundial, desta vez em Saransk. Na altura, ‘Los Cafeteros’ golearam por 4-1, mas hoje foi bem diferente.
Logo aos 2’, Osako beneficia de uma desatenção de Davidson Sánchez e, após um contra-ataque veloz, o ponta-de-lança dos nipónicos ganha as costas ao central para ficar na cara de Ospina, o guarda-redes defende o primeiro remate rasteiro, mas, na recarga, Carlos Sánchez usa o braço dentro da área para evitar o golo de Kagawa. O médio colombiano é expulso e Kagawa não desperdiça dos 11 metros (6’).
Em desvantagem, os sul-americanos comandados por José Pekerman procuraram reagir, mas sempre desligados e com um posicionamento no relvado que, por força da inferioridade numérica, propiciava o desequilíbrio nas transições defensivas, algo que os ‘samurais azuis’ agradeciam. Inui e Haraguchi nos flancos iam tendo espaço.
Aos 12’, Falcao desvia um livre lateral, mas a bola é presa fácil para Kawashima. Nos contra-ataques os nipónicos iam ameaçando e Kagawa e Inui (15’ e 32’) apontaram a mira à baliza colombiana. Aos 31’, Pekerman faz entrar Barrios para o lugar de Cuadrado e a equipa sul-americana ganha mais equilíbrio entre os setores.

Fonte: FIFA
Aos 39’, Quintero, surpresa no 11 inicial, bate um livre descaído para a direita de forma rasteira: a bola passa por baixo da barreira e bate um desinspirado Kawashima. Estava restabelecido o empate.
Na segunda parte, o cansaço foi tomando conta de ‘Los Cafeteros’ e os asiáticos foram tendo mais bola e ganhando conforto no jogo. Aos 53’ e aos 47’, Ospina nega os golos a Osako e a Inui. Sakai (72’) esteve muito perto do anunciado golo que chegaria no minuto seguinte: na sequência de um canto, Osako bate Arias nas alturas e dá a vitória aos ‘Samurais azuis’. Repetir o Brasil parece ser quimérico para a Colômbia…
Equipa iniciais
Colômbia: Ospina; Arias, D. Sánchez, O. Murillo, J. Mojica; C. Sánchez (expulso aos 3’), J. Lerma; Cuadrado (31’), J. Quintero (59’), Izquierdo (70’); Falcao
Japão: Kawashima; H. Sakai, Yoshida, Shoji, Nagatomo; Hasebe, Shibasaki (80’); Haraguchi, Kagawa (70’), Inui; Osako (85’)
A FIGURA

Akira Nishino – Assumiu o cargo de selecionador japonês apenas em abril e, ao cabo de dois meses, mostra ao mundo a sua equipa personalizada e com futebol envolvente, misturado com inteligência estratégica. É verdade que os nipónicos tiveram um pouco a sorte do jogo, mas nem sempre se sabe jogar com mais um. O Japão soube…e trocou a bola tão bem!
FORA-DE-JOGO

Carlos Sanchez – O médio de 32 anos acabou de entrar na história dos Mundiais pelos piores motivos. Expulso aos 3 minutos, Carlos Sánchez protagoniza a segunda expulsão mais rápida de sempre num campeonato do Mundo. Só o uruguaio José Batista, em 1986, bate o recorde, quando levou o vermelho aos 56 segundos por falta sobre o escocês Gordon Strachan. Este é daqueles dias em que mais vale não sair de casa….
Foto de Capa: FIFA











