Publicidade

Sorteio Mundial’2018: Não esqueçamos o bom e o menos bom

Rúben Tavares · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol Internacional

A espera terminou para o mundo do futebol. As 32 seleções que vão fazer parte da fase final do Mundial 2018 já conhecem os seus grupos e os seus adversários.

Começando pelo grupo B e o critério de escolha é óbvio…ou não fossem os desígnios das bolas sorteadas definirem este como o grupo português e, soube-se depois, igualmente ibérico. Do pote 2, veio a Espanha. Um duelo aqui bem ocidental, mas a ser disputado nos confins orientais da Europa. E, por falar de oriente, o Irão de Carlos Queiroz foi o terceiro a sair depois da seleção espanhola de Lopetegui, sobrando Marrocos a fechar o grupo, seleção africana orientada por Hervé Renard.

Por uma questão intencional de organização do artigo, voltarei, no seu final, ao “nosso grupo”, abrindo e fechando este apanhado geral com o que mais nos interessa, afinal de contas.

Olhando aos outros 7 grupos e, se formos a definir algum que se possa aproximar do conceito do “da morte”, apontaria o F, com Alemanha, México, Suécia e Coreia do Sul. Os germânicos serão os favoritos, disso não há dúvidas, mas, no que toca os outros oponentes, não consigo ditar com a maior acuidade qual será o que, num plano teórico, aparecerá numa segunda linha. A armada da América Central tem todo o talento que sobeja para surpreender, a Suécia é um martelo escandinavo que traz o respeitoso peso sobre os ombros de ter sido o carrasco da Itália. A Coreia do Sul, sendo um aparente ‘outsider’, pode beneficiar desse fator para inverter as previsões.

O D é um grupo que, com a Argentina não muito convincente de Sampaoli, a Islândia que emerge cada vez mais no futebol mundial, a Croácia que atropelou a Grécia no play-off e a Nigéria que encontra a seleção das pampas pela 5ª vez num Mundial pode ser, neste contexto, um grupo que pode encontrar algum ponto de equilíbrio-indecisão.

Já o A é o agrupamento que conta com a anfitriã Rússia, Egito, Arábia Saudita e Uruguai, isto é, sem nenhum gigante que se conste e, portanto, se o fator casa acabar por não ter grande peso, o que já aconteceu algumas vezes em grandes competições, creio que qualquer uma das quatro tem legítimas aspirações de lutar pelo apuramento.

O Grupo B, onde está a Seleção Nacional Fonte: FIFA
O Grupo B, onde está a Seleção Nacional
Fonte: FIFA

No que toca os restantes quatro grupos, França, no C, com Austrália, Peru e Dinamarca, tem bom terreno para passar uma fase de grupos tranquila; no E, o Brasil, com Suíça, Costa Rica e Sérvia, idem aspas. Por fim, no G, Bélgica e Inglaterra estão bem acima de Panamá e Tunísia e, no H, o mediano equilíbrio se atribui a um conjunto com Polónia, Senegal, Colômbia e Japão.

Uma Espanha a querer ultrapassar a dececionante imagem das duas últimas grandes competições enfrentará o campeão europeu na fase de grupos, depois de outros encontros de outras eras…mas agora somos nós com rótulo de campeões europeus. Tão saboroso para nós. O primeiro jogo será duelo ibérico. Contudo, é bom, aliás, é, mais que isso, vital, não esquecer Irão e Marrocos e não esquecer como foi a nossa fase de grupos no Euro 2016.

Para quem é português, até 15 de junho ainda leva uma eternidade e, ao mesmo tempo, é já amanhã! Vamos, Portugal!

Foto de Capa: FIFA

Rúben Tavares

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.