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Alemanha 2-2 Argentina: A solução estava no banco

Frederico Seruya · 4 min

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Alemães e argentinos empataram esta noite em Dortmund, num duelo com história entre dois gigantes do futebol mundial. A Alemanha adiantou-se cedo no marcador e chegou ao intervalo a vencer por 2-0 mas a Argentina apareceu de cara lavada para os segundos 45 minutos e recuperou da desvantagem graças a golos de jogadores que saíram do banco durante a segunda parte.

A Alemanha apresentou-se em Dortmund com algumas mudanças em relação ao seu último jogo, sendo a mais relevante a entrada de ter Stegen para o lugar de Manuel Neuer. Esta alteração já vinha sendo amplamente discutida há algum tempo e resta saber se será circunstancial ou se estaremos perante um novo ciclo na baliza da Mannschaft. Do lado da Argentina o 4-2-3-1 foi a formação de base, com o 4-4-2 a ser utilizado em muitos momentos do jogo, juntando-se Dybala a Lautaro Martínez na frente de ataque.

A seleção germânica foi controlando as operações, saindo a jogar num esquema de três centrais e conseguindo chegar com muita eficácia ao último terço do terreno. Na frente, Gnabry foi o principal dinamizador do ataque da Alemanha, que viu Brandt dar o primeiro aviso aos 14’ antes de Gnabry inaugurar ele mesmo o marcador no minuto seguinte com um desvio subtil na pequena área. Quarto jogo consecutivo a marcar para o médio alemão (clube e seleção), que chegou assim ao décimo golo em onze jogos pela seleção.

Gnabry inaugurou o marcador em Dortmund
Fonte: Die Mannschaft

A Argentina revelou pouca agressividade sem bola, algo pouco habitual na albiceleste e que esteve em evidência não só no primeiro como no segundo golo do jogo: aos 22’, perda de bola de Rojo na saída em construção, Gnabry aproveitou a autoestrada concedida pela Argentina e centrou para Havertz finalizar no coração da área. Muitas facilidades para a Alemanha e a Argentina a rubricar uma exibição bastante descaracterizada. À passagem da meia hora Halstenberg fez tremer a baliza de Marchesín na execução de um livre direto, algo que acordou a seleção da Argentina. No minuto seguinte foi a vez de De Paul fazer abanar a baliza à guarda de ter Stegen num grande remate de meia distância mas até ao intervalo manteve-se o 2-0 a favor da equipa da casa.

Scaloni mexeu na equipa ao intervalo e fez entrar Acuña e Ocampos, assim como Alario à passagem da hora de jogo, três jogadores que foram fundamentais na recuperação da Argentina frente à Alemanha. A albiceleste apareceu melhor para a segunda parte, continuando com mais posse de bola mas conseguindo que esta circulasse mais perto da área do adversário e com mais critério. A Alemanha posicionava-se num 5-3-2 e focada em fechar o meio de forma a contrariar o fluxo ofensivo da Argentina que na primeira parte apareceu quase sempre pelo corredor central.

Lautaro Martínez controla perante a pressão de Koch
Fonte: Die Mannschaft

Sensivelmente a meio da segunda parte a Argentina reduziu para 2-1 num lance que começou num centro teleguiado de Acuña e ao qual Alario respondeu com um cabeceamento formidável, sem hipóteses para ter Stegen. Os argentinos ficaram motivados pelo golo e cinco minutos depois só não festejaram mais um porque ter Stegen negou o golo a Paredes com uma grande estirada. Minutos mais tarde foi Alario a tentar o segundo golo no jogo mas o guarda-redes alemão voltou a vencer o duelo.

Com os minutos a passar a Alemanha mostrava-se nervosa e a perder muitas vezes a bola na fase de construção, enquanto a Argentina parecia mais confiante e motivada para o assalto final ao muro germânico. A cinco minutos dos 90’, em mais uma perda de bola dos alemães em zona proibida, Paredes soltou em Alario e o avançado assistiu Ocampos, entrado ao intervalo, que rematou certeiro e fechou o resultado final em 2-2.

Grande jogo de futebol em Dortmund com a equipa da casa a controlar a primeira parte e a rubricar uma grande exibição. A Argentina esteve desaparecida no primeiro tempo mas soube recuperar na segunda parte muito graças à ação dos jogadores que foram chamados a jogo por Scaloni.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Alemanha: ter Stegen, Klostermann, Sule, Koch, Halstenberg, Kimmich, Emre Can, Gnabry (Serdar, 71’), Havertz (Rudy, 83’), Brandt (Amiri, 66’) e Waldschmidt.

Argentina: Marchesín, Foyth, Otamendi, Rojo (Acuña, 46’), Tagliafico, Correa (Ocampos, 46’), Paredes, Pereyra (Saravia, 76’), De Paul (Rodríguez, 90+2’), Dybala (Alario, 62’) e Lautaro Martínez.

A FIGURA

Fonte: Mundo Albiceleste

Lionel Scaloni – A sua equipa fez uma exibição paupérrima na primeira parte e o treinador da Argentina tem mérito por ter percebido que tinha que mudar algo logo ao intervalo. Os três jogadores que o técnico fez entrar para a segunda parte tiveram intervenção direta nos dois golos da Argentina, assim como no elevar do nível exibicional da equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Die Mannschaft

Alemanha – Uma segunda parte para esquecer dos germânicos impediu a seleção de conseguir uma vitória que se afigurava como folgada ao intervalo tal foi o banho de bola que aplicaram aos argentinos. Os alemães não tiveram a frieza que os caracteriza e não souberam aguentar a vantagem obtida na primeira parte.

Foto de Capa: Die Mannschaft

Frederico Seruya

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