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Japão 1-3 Qatar: Uma final com o olhar no Campeonato do Mundo

Diogo Grácio · 4 min

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O campeão asiático de 2019 decidiu-se esta tarde no Sheikh Zayed City Sports Stadium, nos Emirados Árabes Unidos. Japão e Qatar defrontaram-se para decidir quem é o a melhor nação do continente asiático.

A seleção do Japão procurou vencer novamente o troféu e dilatar mais a sua hegemonia na competição, tendo ultrapassado as seleções da Arábia Saudita, do Vietname e do Irão, de Carlos Queiroz, antes de chegar ao grande jogo.

Já a seleção do Qatar eliminou o Iraque, a Coreia do Sul, treinada por Paulo Bento, e os Emirados Árabes Unidos, os anfitriões da prova. Depois de uma excelente prestação, o Catar foi em busca da primeira conquista na competição.

A primeira parte da grande final começou com ambas as seleções a tentarem impor o sue jogo e o seu próprio ritmo. A seleção do Qatar foi quem sempre tentou chegar com mais perigo à baliza adversária e ao minuto dez, o avançado Almoez fez o primeiro golo da partida. Uma verdadeira obra de arte, depois de um pontapé de bicicleta fantástico.

Depois de marcarem o golo e de se sentirem motivados, os jogadores do Qatar começaram a comandar o jogo, a ter mais bola e a ser mais perigosos no último terço do terreno. Dois minutos depois do golo, é novamente Almoez que tem a oportunidade para fazer o segundo golo, mas valeu o defesa central Yoshida que cortou o remate no momento certo.

A partir do minuto 15, o Japão procurou ter mais bola para equilibrar o jogo e chegar ao golo da igualdade. No entanto, nos primeiros 45 minutos, os Samurais não foram capazes de criar uma única oportunidade golo. Quem aproveitou, foi o Qatar que ao minuto 26, e contra a corrente do jogo, voltou a marcar um golaço.

Desta vez, Hatim encheu o pé esquerdo e de fora de área colocou a bola no canto superior esquerdo em arco, ou seja, no sítio onde a coruja dorme como se diz na gíria.

A primeira parte não teve muitas oportunidades e não foi muito rica em termos de qualidade técnica e criação de lances de perigo, mas foi o Qatar que esteve sempre mais próximo do golo. Por isso, este é um resultado justo e que se aceita bem, à entrada para os balneários.

Fonte: AFC Asian Cup

A segunda parte começou de forma diferente e com o Japão a mandar no jogo. Desde o início do segundo tempo que o Japão procurou ir para a frente e tentar chamada remontada.

Sem criar grandes oportunidades de perigo, os samurais começaram a assustar a seleção adversária e a criar desconforto na zona defensiva do Qatar.

No entanto, ao minuto 56 o Qatar vai desperdiçar uma grande oportunidade para fazer o terceiro golo e acabar com o jogo e as aspirações do Japão. Depois de um contra-ataque, o avançado do Qatar acertou mal na bola e esta saiu por cima da baliza defendida por Gonda.

Ao minuto 69, a pressão japonesa foi compensada com o golo, marcado por Minamino depois de uma jogada bastante confusa dentro da área. O avançado apareceu à frente do guarda-redes e fez um chapéu sublime para dentro da baliza.

Depois do golo, o Japão começou a pressionar cada vez mais, mas era o Qatar no contra-ataque que criava perigo.

Ao minuto 79, Aziz fez um excelente trabalho entre os defesas japoneses, mas atirou para fora com a bola a sofrer um desvio e a originar pontapé de canto. Na sequência do canto, Yoshida intercepta a bola com a mão e o árbitro da partida assinalou grande penalidade, depois de consultar as imagens do VAR. Akram Afif não desperdiçou e marcou o terceiro golo da partida.

O jogo ficou sentenciado e sem mais nenhuma alteração, o Qatar venceu pela primeira vez a Taça Asiática.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Japão: Gonda; Sakai; Tomiyasu; Yoshida, Nagatomo; Haraguchi (Muto 62’); Shibasaki; Shiotani (Ito 83’); Doan; Osako; Minamino (Inui 88’).

Qatar: Al Sheeb; Correia; Khoukhi (Al Hajri 60’); Salman; Hassan; Hatim; Madibo; Alrawi; Al Haydos (Boudiaf 74’); Afif; Almoez.

A FIGURA

Fonte: Akram Afif

Akram Afif – O jovem de 22 anos que representa a seleção do Catar foi sem dúvida o melhor em campo na final da Taça Asiática deste ano. Com duas assistências e um golo marcado de grande penalidade, o jovem extremo que joga no Al-Saad, do Catar, merece todo o destaque nesta partida. Para além de que foi o jogador que sempre tentou levar a sua seleção para a frente em busca do golo e da primeira conquista da Taça Asiática.

O FORA DE JOGO

Fonte: Maya Yoshida

Maya Yoshida – Foi muito infeliz neste jogo, uma vez que foi o central japonês que cometeu a grande penalidade que permitiu à seleção do Qatar sentenciar o jogo e o resultado. O defesa-central do Southampton FC abordou o lance que originou a marcação de grande penalidade de uma forma infantil. E com esta ação de Yoshida, as aspirações do Japão caíram por terra e os Samurais perderam assim a oportunidade de voltar a vencer a competição. É caso para dizer que por um pormenor infeliz, se cortam as pernas a um jogador e a toda a sua equipa.

Artigo revisto por: Jorge Neves

Diogo Grácio

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