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Grau de dificuldade oscilante para a dupla-jornada portuguesa

Carlos Ribeiro · 4 min

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Pararam os campeonatos… estavam tão bons, não era? Futebol fantástico por toda a Europa, com o regresso das competições europeias. No entanto, nada temam: entram em cena as seleções nacionais, com jogos a “doer” em perspetiva. Portugal não é excepção, recebendo no dia 11 de outubro o Luxemburgo e viajando depois até à Ucrânia, para defrontar a sua equipa, no dia 14 de outubro.

Numa curta análise, olhamos para esta lista e percebemos que há aqui regressos importantes: Ricardo Pereira, João Mário, André Silva e já durante o estágio, André Gomes, que entra para o lugar do lesionado William Carvalho. Já Rafa Silva, jogador do SL Benfica, foi convocado, mas logo de seguida dispensado, sem que fosse anunciado um substituto.

Concordo com a chamada de Ricardo Pereira, está em grande forma no Leicester City FC e concordo também com Brendan Rodgers, que diz que ele é um jogador fabuloso. Neste momento, o melhor lateral direito português. Quanto a André Silva, já não estou tão de acordo.

Apesar de estar a voltar à sua melhor forma, creio que Gonçalo Paciência merecia mais este lugar. É uma opinião pessoal, porque acho que o filho de Domingos tem feito mais nos jogos pelo seu clube, sacrificando-se muito e mostrando muita qualidade e inteligência com a bola nos pés. No entanto, joga um pouco mais afastado da baliza, daí brilhar menos que o seu colega em termos de golos.

Portugal vs Luxemburgo

O primeiro dos jogos da seleção é aquele que teoricamente – e na prática, acrescento eu – é o mais fácil. Portugal é favorito e, se não ganha em casa ao Luxemburgo, algo está muito mal no nosso cantinho à beira mar plantado. Acredito também num resultado volumoso, pela vontade que Ronaldo vai ter de marcar sem parar e de se tornar, o mais depressa possível, no melhor marcador de sempre em Seleções.

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À semelhança do que fiz na última antevisão vou arriscar nos onzes nacionais. Aqui vai o primeiro:

Onze inicial provável: Rui Patrício, Nelson Semedo, Pepe, Ruben Dias, Raphael Guerreiro, Ruben Neves, João Moutinho, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, João Félix e Ronaldo.

Seleção Nacional em preparação, com o capitão empenhado em aumentar a sua contagem de golos, sempre em crescendo
Fonte: FPF

Sem facilitar, a minha maior dúvida é mesmo quem vai ser titular, Nelson Semedo ou Ricardo Pereira, porque estão os dois numa excelente forma. Escolho o ex-Benfica por ter sido a escolha mais recente de Fernando Santos. O meio-campo do “Wolves”, menos conservador, é a oportunidade para João Félix abrir a sua contagem na Seleção Nacional, perante um adversário acessível nesta dupla-jornada de qualificação para o Euro 2020. Um 4-4-2 que passará mais tempo a atacar do que a defender.

Ucrânia vs Portugal

A diferença total. No segundo jogo, Portugal desloca-se a Kiev para defrontar a Ucrânia, que é a líder do Grupo B. A Seleção orientada por Shevchenko está a atravessar uma das suas melhores fases nos últimos anos, com uma nova fornada de jogadores jovens a assumirem-se no presente e a prepararem o terreno para o futuro.

Com base nos dois maiores clubes ucranianos, o Shakhtar Donetsk e o Dinamo de Kiev, os talentos de Viktor Kovalenko (23 anos) e Viktor Tsyhankov (21 anos) são dois dos mais entusiasmantes, respaldados pela experiência de Yarmolenko – jogador do West Ham –, que talvez seja quem mais em forma esteja nesta Ucrânia, mas também de Marlos, Konoplyanka e Pyatov (capitão de equipa). Por último, mencionar ainda aquela que é a maior “estrela” desta equipa: Zinchenko, craque do City que joga na lateral esquerda e que na seleção do seu país avança para o meio-campo.

O homem que está a fazer um grande trabalho à frente dos destinos ucranianos: Andriy Shevchenko Fonte: Federação de Futebol da Ucrânia

 

O modelo de jogo que espero dos ucranianos para esta partida pode variar entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3, embora acredite que seja mais na linha do último, com Stepanenko, Zinchenko e Malinovskyi a darem criatividade e músculo ao meio-campo. Shevchenko, o selecionador, para além de ter sido um craque no seu tempo, já demonstrou que é agora também um treinador de qualidade, por isso não acredito que vá dar muito espaço para Portugal jogar à vontade.

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Acredito que a seleção portuguesa vai ter aqui um desafio muito complicado. Na última antevisão disse que se Portugal jogar ao seu melhor nível, consegue somar todos os pontos até ao final desta fase de qualificação, salvaguardando que a visita à Ucrânia iria ser a mais difícil. Continuo a acreditar nisto, mas também acho que Fernando Santos não vai atacar à toa, porque isso nem sequer faz parte do seu ADN. O onze que considero mais provável subir ao relvado:

Onze inicial provável: Rui Patrício, Nelson Semedo, Pepe, Ruben Dias, Raphael Guerreiro, Danilo Pereira, Ruben Neves, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e Ronaldo.

Praticamente o mesmo onze que defrontou a Sérvia no mês passado, com a alteração de José Fonte por Pepe e do lesionado William Carvalho pelo mais natural dos substitutos nos convocados: Ruben Neves. Mesma ideia de jogo, ou seja, mais vezes 4-4-2, que 4-3-3. Nas tarefas defensivas, Bruno Fernandes reforça o meio-campo e Bernardo Silva assume-se como “Joker”: a atacar tem total liberdade para fazer magia e a defender junta-se aos centro-campistas, mais descaído para a direita. Guedes e Ronaldo estarão sempre prontos a sair rápido no contra-ataque e a apanhar os ucranianos desequilibrados.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

 

 

Carlos Ribeiro

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