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O Dicionário de Fernando Santos: Pepe

Pedro Paupério · 2 min

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Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Pepe: Desarme.

É indiscutível: embora esteja já na fase descendente da carreira, Pepe é, por larga margem, o melhor central português da atualidade.

Fortíssimo no desarme, o defesa central reúne todas as qualidades dos seus parceiros de setor: A solidez de José Fonte, o domínio do espaço aéreo de Bruno Alves e, apesar da veterania, a velocidade e disponibilidade de Rúben Dias.

O jogador do Besiktas será absolutamente decisivo nas aspirações portuguesas na Rússia pela forma como vai conseguir, ou não, limpar com sucesso o seu raio de ação e, por vezes, compensar as falhas defensivas do coletivo.

Com um meio campo algo despovoado no miolo, um trinco mais lento na recuperação como William Carvalho e um parceiro habitualmente lento no eixo (José Fonte e Bruno Alves têm sido as opções), Pepe vê-se inúmeras vezes obrigado a defender em 1×1 em espaços alargados. Em vários lances, o central é mesmo forçado a reajustar rapidamente o seu posicionamento para dobrar um companheiro e roubar com sucesso o esférico.

Numa equipa onde a eficácia defensiva será sempre a prioridade, o papel do antigo jogador do Real Madrid ganha importância redobrada, mas nem isso parece assustá-lo: Em França, o defesa luso foi de forma indiscutível o melhor central da competição e foi um dos principais responsáveis pelo sucesso da Seleção Nacional.

Na Rússia, restará a Portugal esperar que Pepe repita o desempenho.

Pedro Paupério

Redação Bola na Rede · ver artigos

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