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Os eleitos de Fernando Santos para as Confederações

Emanuel Melo · 3 min

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Cabeçalho Seleção Nacional

Já são conhecidos os eleitos de Fernando Santos para disputar a Taça das Confederações, na Rússia, que vai ser também palco do próximo Mundial. Os principais nomes em destaque foram os de Renato Sanches, pela não convocatória, Éder, por igual motivo, e também Anthony Lopes, o suposto suplente de Rui Patrício que acabou por pedir dispensa da seleção. Mas ainda há mais para falar. Já lá vamos.

Onde tudo começa, na baliza, Rui Patrício terá lugar cativo no onze. Apesar de não ter feito uma temporada excecional, o guardião leonino continua a ser um dos melhores do Mundo na sua posição. Dúvidas ficam nos suplentes de Rui Patrício. Beto e José Sá foram os eleitos para completar este lote. Curiosamente, dois suplentes, homens que pouco jogaram nesta temporada. Fazia mais sentido premiar outros guarda-redes. Já que Bruno Varela vai para os sub-21, faria sentido convocar Ricardo, homem que fez uma brilhante temporada no Chaves, Moreira, ou até mesmo Cláudio Ramos, do Tondela, homens que somaram mais minutos que os dois suplentes de Sporting e Porto.

Fonte: Getty Images
Fonte: Getty Images

Na defesa, há pouco a apontar. Portugal, que há uns anos tinha fracas opções para as laterais, agora tem-nas em abundância. Deixar Ricardo Pereira e Cancelo, principalmente, de fora custa mas as alternativas são melhores. Nélson Semedo e Cédric deverão entrar numa agradável disputa pelo lugar de lateral direito. No centro, Pepe e José Fonte deverão jogar juntos, com Bruno Alves e Neto a ficarem relegados para o banco. Na esquerda, Guerreiro deverá continuar a assegurar o lugar. Eliseu será o seu suplente, homem que dá totais garantias. Fábio Coentrão, há uns anos dono e senhor da posição, também podia estar na calha, não fosse a sua fraca condição física.

No meio-campo, a principal “surpresa” foi a não inclusão de Renato Sanches. A verdade é que a não convocatória do jovem faz algum sentido. Renato Sanches será mais útil no Europeu de sub-21, onde Portugal tem legítimas aspirações de vencer, do que na Taça das Confederações, não desprestigiando a competição. A verdade é que para o lugar de Renato veio Pizzi. O português foi provavelmente o melhor jogador do campeonato e já merecia a convocatória.

O meio-campo da seleção deverá assim ser composto por William, que deve ganhar a corrida a Danilo, na posição mais recuada do meio-campo, e Moutinho, que deverá acompanhar William na posição do miolo do meio-campo –  o médio português foi um dos esteios do Mónaco nesta temporada e deverá ganhar o lugar a Adrien e a André Gomes, patinho feio dos adeptos em Barcelona, e também a Pizzi, homem ainda sem grande cotação nesta seleção pelos poucos jogos.

Nas alas, Fernando Santos deverá continuar a apostar em João Mário, que esteve uns furos abaixo da temporada anterior no Inter, e no outro lado Bernardo Silva, que atingiu o ponto de rebuçado no Mónaco. Aqui, Pizzi também poderá ser opção, tal como foi no Benfica.  Gélson, Quaresma e Nani também poderão ser opções, apesar de Fernando Santos preferir médios mais interiores nestas posições.

Fonte: UEFA
Fonte: UEFA

No ataque, as duas posições deverão estar reservadas a Ronaldo e André Silva, com Nani e Quaresma a poderem jogar nas costas de Ronaldo, caso seja necessário. Aqui, o destaque foi para a não inclusão de Éder. O herói nacional em França acabou por não fazer uma temporada muito interessante e ficou de fora. Aqui pesou mais o rendimento, com o estatuto a ficar de parte.

Podemos dizer que a convocatória foi bastante equilibrada. Não há muito de que discordar no que toca às escolhas do selecionador nacional. Portugal tem claras aspirações de poder vencer a Taça das Confederações – o que seria inédito na lista de troféus que já conquistou. Ao contrário do que fez a Alemanha, Fernando Santos optou por chamar a equipa mais forte possível. Assim sendo, as expetativas são altas. Veremos se Portugal voltará a festejar, desta vez em 2017.

Fonte: FPF

Emanuel Melo

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