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Portugal 1-2 Inglaterra: Maldito cinismo

Pedro Machado · 3 min

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Cabeçalho Seleção Nacional

E há terceira foi de vez… para a Inglaterra! A seleção dos três leões sagrou-se, pela primeira vez, campeão da Europa em Sub19, depois de duas finais perdidas, impedindo a seleção nacional de conquistar o primeiro título nesta categoria e de fechar o melhor ciclo de sempre de seleções portuguesas em termos de títulos conquistados – seriam três (Europeu Sub17, de Séniores e Sub19) em menos de 14 meses.

Os primeiros momentos do encontro não tiveram grandes motivos de interesse. Ambas as equipas foram a jogo tendo a segurança como prioridade. Portugal esticava-se de forma curta e apoiada, mas não arriscava no remate. A Inglaterra previligiava a profundidade, indo em busca da velocidade da linha ofensiva, que foi, quase sempre prontamente anulada pelo setor defensivo luso.

Neste contexto, o jogo conheceu uma primeira parte aborrecida e apenas com esboços de oportunidades de perigo, ambas para a Inglaterra – Rickkets, na única vez que conseguiu fugir a Dalot, ofereceu o golo a Mount, mas o lateral direito do FC Porto impediu-o de marcar e, mais tarde, Sessegnon, em boa posição, atirou muito ao lado.

 

Quina em disputa acesa com Nmecha Fonte: Getty Images
Quina (dir) em disputa acesa com Nmecha (esq)
Fonte: Getty Images

A segunda parte começou com o mesmo registo, embora com ligeiro ascendente português. A Inglaterra, porém, apostava as fichas todas na transição ofensiva ou… numa eventual bola parada. Que surgiu, à passagem do minuto 50. Mason Mount, chamado à conversão de um livre em posição frontal, atirou ao poste e na recarga, Suliman, de cabeça, igualou a partida. Portugal reagiu. Primeiro ameaçou, com Dju a desperdiçar, na pequena àrea e com guarda-redes batido, um golo cantado, e depois marcou, ainda que por via de um auto-golo inglês (Sterling) na sequência de um cruzamento bem batido por Conté.

Portugal crescia, agora, no jogo e empurrava a Inglaterra para o seu reduto, num domínio culminado com uma dupla oportunidade desperdiçada por Rui Pedro e Conté. A Inglaterra mantinha-se expectante, sem arriscar sair com muita gente, ainda que fosse agressiva na saída de bola nacional. E foi assim que “forçou” o erro que há muito procurara: face à pressão dos britânicos, Diogo Queirós, quis sair a jogar de forma mais longa… e deu-se mal. A bola foi interceptada e sobrou para Mason, que se isolou e ofereceu o golo a Nmecha à passagem do minuto 69.

A Inglaterra estava, agora, como queria. Confortavelmente instalada no seu meio-campo e sem a necessidade de ir atrás do resultado. Cabia a Portugal esse esforço. A seleção nacional arregaçou as mangas e foi em busca da igualdade, forçou a barra depois de Edun ter sido expulso, mas não conseguiu desfeitar Ramsdale, apesar das boas iniciativas de Rui Pedro, Miguel Luís, Queta e até Diogo Costa.

Foto de Capa: UEFA

A FIGURA

Fonte: Thefa
Fonte: Thefa

No ataque, deu continuidade ao bom desempenho defensivo da sua equipa não só ao coordenar a pressão ofensiva dos seus pares, como a organizar o processo ofensivo com bola, salpicado com laivos de qualidade técnica.

Mason Mount (Inglaterra) não marcou, mas os dois golos ingleses são seus “filhos”: no primeiro bateu o livre cuja recarga foi aproveitada por Sulimani para marcar e no segundo, exerceu pressão que forçou o erro de Diogo Queirós e que mais tarde aproveitou para assistir, com classe, Nmecha.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FPF
Fonte: FPF

No restante do jogo, esteve bem, mas Diogo Queirós (Portugal) não pode arriscar tanto no passe como o fez no lance que deu origem ao segundo golo inglês e que se revelou fatal para as cores lusas.

Pedro Machado

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