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Portugal 5-1 Ilhas Faroé: Quem tem Ronaldo tem tudo

Marco António Milho · 3 min

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Cabeçalho Seleção Nacional

Em dia de fecho do mercado de transferências, as atenções voltaram-se – ou dividiram-se, vá – durante 90 minutos para o Estádio do Bessa, onde a seleção portuguesa recebia a congénere das Ilhas Faroé. Sessenta dias depois do jogo contra o México, que valeu o terceiro posto na Taça das Confederações, os comandados de Fernando Santos voltavam a entrar em ação, num encontro a contar para o Grupo B da Fase de Apuramento para o Mundial de 2018.

Depois de uma vitória contundente por 6-0 no jogo disputado no Tórsvøllur, em Tórshavn, a seleção nacional era tida como larga favorita para um confronto que exigia, mesmo assim, uma boa dose de cautela, frente a uma equipa que até tinha dificultado a vida a Hungria e Suíça.

Com um onze que não oferecia grandes surpresas, Portugal entrou expectavelmente mais forte e assertivo e o golo chegou logo aos 3 minutos, quando Cristiano Ronaldo deu o melhor seguimento ao cruzamento de Bernardo Silva, com um belo pontapé acrobático. Portugal achava-se assim desde muito cedo na frente e não abusava do acelerador, embora o seu domínio fosse incontestável.

Mesmo sem forçar, a seleção campeã europeia acabou por chegar ao 2-0, mesmo antes da meia-hora, quando Ronaldo bisou, ao converter uma grande penalidade sofrida por João Mário. Dilatada a vantagem, tudo parecia bem encaminhado para um resultado tranquilo, mas a resposta feroesa chegaria pouco depois. Aos 38’ a seleção visitante conseguiu reduzir, praticamente na única oportunidade de que dispôs, através de um golo de Rógvi Baldvinsson, num remate fulminante em resposta a um lançamento longo que José Fonte não conseguiu afastar.

William Carvalho juntou o seu nome à lista de marcadores e ainda assistiu Ronaldo Fonte: FPF
William Carvalho juntou o seu nome à lista de marcadores e ainda assistiu Ronaldo
Fonte: FPF

Galvanizados, os nórdicos procuravam surpreender nos contra-ataques, mas sem consequências de registo, à exceção de uma jogada travada por Pepe, ainda antes do intervalo. O resultado, esse, não se alterou e as duas seleções dirigiram-se aos balneários, depois de uma primeira parte em que Portugal era claramente superior, pese embora algum nervosismo, traduzido nalgumas perdas de bola e numa certa dificuldade em fazer fluir o jogo.

No regresso ao relvado, Portugal tinha tudo para dilatar a vantagem e era isso mesmo que os pupilos de Fernando Santos procuravam, demonstrando algumas melhorias em relação a alguns momentos do primeiro tempo. Ronaldo era sempre o mais interventivo e perigoso do lado luso e aos 58’ foi dos seus pés que saiu o passe para o terceiro tento português, apontado de cabeça por William Carvalho.

Com a seleção nacional mais confortável, e um resultado mais ajustado, o jogo estava cada vez mais a favor dos homens da casa. Portugal correspondia às previsões de uma segunda parte mais atacante e aos 64 minutos, Ronaldo completou o hat-trick. Com William a retribuir, o avançado do Real Madrid CF só precisava de driblar o guarda-redes e esperar pela melhor altura para fazer balançar as redes feroesas pela quarta vez. Portugal não ficaria por aí, contudo, e o golpe final chegou só aos 84’, sob a forma de um 5-1, alcançado por Nélson Oliveira, que apenas teve de encostar para se estrear a marcar pela equipa das quinas, depois de um corte incompleto de Odmar Færø.

No término da partida, a vitória portuguesa era justa e indiscutível, conseguida depois de uma avalanche ofensiva orquestrada na segunda parte. Sem grandes surpresas ou percalços, os campeões europeus fizeram valer o estatuto de favoritos, frente à seleção das Ilhas Faroé, que apenas no lance do golo beliscaram o domínio luso. Portugal venceu pela sexta vez nos sete jogos já disputados na fase de qualificação para o Mundial da Rússia em 2018 e solidificou o segundo lugar com 18 pontos, a três da Suíça, líder do grupo.

Foto de Capa: FPF

A FIGURA

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Cristiano Ronaldo – Figura incontornável da partida, Ronaldo jogou e fez jogar. O madeirense chegou aos 78 golos e ultrapassou Pelé na lista dos melhores marcadores pelas seleções. Neste encontro, o avançado do Real Madrid foi uma seta apontada à baliza de Nielsen, mas nem por isso foi egoísta. Fica o registo, com uma assistência e três golos marcados, um deles de belo efeito, alcançado em grande estilo.

O FORA DE JOGO

Fonte: FPF
Fonte: FPF

Nervosismo português – Tarefa difícil, escolher um destaque negativo num jogo tão desnivelado. Apesar do fosso entre as seleções, nem do lado português nem do lado feroês se registaram exibições individuais dignas dessa distinção, mas a escassez de ideias que Portugal mostrou a meio dos primeiros 45 minutos levou Fernando Santos ao desespero. O rendimento luso cresceu imenso na segunda parte e o resultado mascarou um ligeiro tremor evidenciado nalguns momentos do primeiro tempo, sobretudo depois do inesperado golo nórdico. Tudo acabou bem.

Marco António Milho

Redação Bola na Rede · ver artigos