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Com a constante aposta de jogadores da formação, quer do Seixal, quer de Alcochete, quer do Olival ou de todas as outras academias em Portugal, a quantidade está aliada à qualidade quando falamos das perspetivas da nossa Seleção ser uma referência a nível Mundial no futuro.
Com as finais de sub-20 e sub-21 do último Mundial e Europeu respetivamente, ou ainda com as recentes conquistas do Europeu de sub-19 e do escalão principal, são muitos aqueles que podem vir a deixar o país dos Lusitanos em êxtase, quer com uma conquista de mais um Europeu, quer com a conquista de um Mundial (quem sabe o de 2018).
Assim sendo e, tendo em conta que muitos outros jovens de talento podem aparecer, são estes os jogadores que espero ver a representar a Seleção daqui a 10 anos.
XI Seleção – Joel Pereira (GR)

O paradigma dos guarda-redes em Portugal parece estar a mudar e, a competitividade nas camadas jovens também. Assim sendo, torna-se uma das posições mais difíceis de adivinhar para quem vai assumir as redes da seleção portuguesa na década seguinte.
Neste momento, talvez Bruno Varela e Miguel Silva possam estar numa linha da frente, a verdade é que, atendendo ao potencial, Joel Pereira pode vir a ter um sucesso maior. O jogador do Manchester United encontra-se por empréstimo no Belenenses e disputa a titularidade dos sub-21 com Bruno Varela. Muito ágil e com grandes reflexos, torna-se um jogador muito difícil de bater, especialmente dentro dos postes.
XI Seleção – João Cancelo (DD)

Neste momento, João Cancelo é o melhor lateral direito português, sem qualquer contestação. Quer as exibições na seleção, quer no Valência, são dignas de destaque da imprensa internacional que adianta, inclusive, o suposto interesse no jogador formado no Seixal. A sua qualidade com bola é inquestionável, quer pelo seu arranque, quer pela sua qualidade de drible e a verdade é que, no Valência joga muitas das vezes como extremo direito.
Com apenas 22 anos, um dos problemas de Cancelo continua a ser a sua qualidade defensiva, muito devido ao seu fraco controlo da profundidade o que, se juntarmos ao seu posicionamento que não é exemplar, torna-se uma presa fácil para jogadores de grande experiência. A verdade é que, existe grande concorrência quer com Semedo, quer futuramente com Dallot (um jogador com características semelhantes), contudo na altura, com 32 anos, espera-se que a experiência seja amiga de João Cancelo e possa assim tornar-se um dos melhores laterais direitos do Mundo.
XI Seleção – Rúben Semedo (DC)

Diz-se, e bem, que um central atinge o topo da sua carreira numa idade mais avançada, geralmente após realizar várias épocas na alta rodagem do futebol internacional. Isto porque, com um melhor conhecimento do jogo, conseguem adaptar melhor o seu estilo de jogo à equipa que já conhecem, tornando-se exímios, especialmente, na antecipação. Basta ver as épocas de Maldini, Cannavaro, Ricardo Carvalho, Pepe, entre muitos outros, com 32 anos (a idade que Rúben Semedo terá em 2026).
Com uma grande técnica, estatura, qualidade de desarme e antecipação, Semedo tem tudo para ser uma referência internacional na sua posição. Não surpreenderá, de todo, que seja o substituto (à altura, diga-se de passagem) de Pepe nas Seleção Portuguesa.
XI Seleção – Rúben Dias (DC)

Um dos jogadores de referência das camadas jovens do Seixal neste momento é Rúben Dias. Apontado como futuro patrão do clube da Luz, Rúben Dias pode acompanhar a recente aposta em jogadores da formação por Rui Vitória e, já é apontado ao plantel principal quando um dos centrais deixar de fazer parte do plantel.
Presença habitual em todas as camadas jovens, Rúben Dias já é o patrão da defesa da equipa B onde se revela um jogador bastante disciplinado, que gosta de sair com critério, bastante inteligente nas suas abordagens, antecipando muitas das vezes o que o adversário pretende fazer e ainda um jogador com mística, o que pode vir a ser um aliado perfeito, quer para singrar na Luz, quer para singrar na seleção. É visto como um dos prodigiosos centrais a atuar na Europa.
XI Seleção – Raphael Guerreiro (DE)

Enquanto Raphael for jogador de futebol, caso não renuncie a seleção, os outros laterais esquerdos terão que esperar. Com a sua resistência, faz sistematicamente o corredor, sendo essencial quer a defender, quer a atacar, o seu posicionamento exemplar, leva-o a que possa ser utilizado em várias posições e com grande eficácia em todas elas, como se pode ver enquanto jogador do Borussia Dortmund, por fim, a concentração e seriedade com que interpreta cada lance de qualquer jogo, leva-o a que dificilmente realize más exibições.
É uma das referências nacionais no momento e assim o será, em princípio, com 32 anos.
XI Seleção – Rúben Neves (MD)

Em abundância têm chegados talentos que jogam, sobretudo, nas zonas interiores do meio-campo, quer com João Mário, William Carvalho, Renato Sanches, André Gomes, entre outros. Um dos nomes que mais despontou no Olival nos últimos anos foi, sem dúvida, Rúben Neves onde, com apenas 17 anos, integrava a equipa principal do Futebol Clube do Porto.
Agora, com 19 anos, já foi capitão em alguns jogos apesar da sua fraca utilização. Embora este entrave na sua carreira coloque em dúvida se Rúben Neves conseguirá ser tudo aquilo que se esperava, a verdade é que tem todas as condições reunidas para ser um dos pilares da seleção e vir ainda a ser um dos portugueses a brilhar pelo Mundo fora, num dos melhores clubes do Mundo.
XI Seleção – Renato Sanches (MC)

Outro jogador de referência será Renato Sanches. Golden Boy, campeão nacional, campeão europeu e ainda protagonista de uma transferência milionária para o Bayern Munique, Renato Sanches será, desde que nada de estranho aconteça, uma das ou a figura da seleção nos anos que se avizinham, nomeadamente daqui a 10 anos.
Com apenas 19 anos, tem-se ainda adaptado aos relvados alemães onde terá sucesso, mais tarde ou mais cedo, dada a qualidade já demonstrada. Explosivo e com um físico fora de vulgar, a experiência tornará Renato um jogador fundamental para o futuro da seleção.
XI Seleção – Gelson Martins (ED)

A nova estrela de Alcochete, provém de Cabo Verde e já figura nas convocatórias da seleção nacional. Rápido e bastante ágil, engane-se quem pensa que o seu estilo de jogo passa pelo comum extremo tecnicista que apenas se destaca pelos dribles e que pouco de útil pode trazer à equipa. Gelson Martins é uma aposta de Jorge Jesus nestas duas últimas épocas e revela ser um jogador muito inteligente e que aparece com qualidade nos terrenos mais interiores do jogo, nomeadamente na construção.
Destemido e que gosta de jogar jogos grandes, Gelson começa a aumentar a ser “vítima” do interesse de tubarões europeus e, com a sua chegada à seleção, espera-se que por lá fique durante muitos anos.
XI Seleção – Diogo Jota (EE)

O único desta lista que não provém do Seixal, Alcochete ou Olival é Diogo Jota. Após uma primeira época como sénior, verdadeiramente impressionante, ao serviço do Paços de Ferreira, foi bastante aliciado pelos três grandes, acabando porém por transferir-se para o Atlético de Madrid. Sem espaço na equipa principal, é titular agora, com apenas 19 anos, no F.C.Porto onde deixa muitas vezes, jogadores como Corona ou Brahimi no banco de suplentes.
Rápido e bastante vertical, Diogo Jota aparece com categoria nas costas da defesa das equipas adversárias, aperfeiçoando a sua finalização, será certamente um caso sério e de sucesso, algo que os portugueses agradecem.
XI Seleção – Gonçalo Guedes (Falso 9)

À imagem de Rúben Neves, a forte concorrência tem sido inimiga de Gonçalo Guedes que se estreou pelo Benfica com apenas 17 anos. Apesar disso, tem aproveitado bem a ausência de Jonas no decorrer desta época e tem feito pontos, mostrando que ainda vai a tempo de ser aquilo tudo que muitos portugueses esperam dele.
O seu estilo de futebol é simples e eficaz, podendo adaptar-se a qualquer que seja a revolução no futebol. Dado o seu forte potencial é mesmo preferido a jogadores como José Gomes ou Rui Pedro, ainda sem as credenciais dadas. Pode vir a fazer uma grande dupla com André Silva.
XI Seleção – André Silva (PL)

André Silva é o nome do momento em Portugal. Em menos de um ano, passa do Porto B para titular indiscutível na equipa principal do Futebol Clube do Porto e ainda da Seleção Nacional. Esta época tem tido um arranque fascinante com 10 golos em 18 partidas pelo Futebol Clube do Porto e ainda 4 golos apontados em 5 jogos por Portugal.
Dito isto e dada a qualidade de jogo apresentada, André Silva é o avançado que Portugal por tantos anos reclamou, sendo ainda um precioso primeiro defesa e referência ofensiva, dado ao trabalho sem bola que pratica.












