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É um clássico gaúcho, che!

Daniel Melo · 2 min

É um clássico gaúcho, che!

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Estamos no Rio Grande do Sul. Mas esta é uma terra diferente das restantes do Brasil. É o Estado mais a sul de Terras de Vera Cruz. Aqui o clima é frio. As pessoas comem carne de churrasco até no pequeno-almoço. Tomam o famoso chimarrão (não, o chimarrão não é nenhuma carne, mas sim uma folha de chá) e ainda têm a mania de tratar os outros por che! Talvez uma mera coincidência de quem está tão perto das pampas. Hoje é dia do clássico entre Grêmio e Internacional. E a cidade de Porto Alegre vai parar.

– “Que é isso? Camisa azul? Não, não. Azul não pode ser! Veste antes esta vermelha.”

– “Corrigindo os testes com caneta vermelha? Ah, larga isso! Toma esta caneta azul.”

É isto que os adeptos de uma e outra equipa poderão ouvir dos mais fanáticos. E ninguém escapa a estes comentários quando se faz tão escandalosa ignomínia. O Grêmio é tricolor. Azul, preto e branco. O Inter joga com o tradicional vermelho e branco. Tricolor e Colorado. O clássico do sul. Este é o GreNal!

GreNal, um clássico de super-heróis Fonte: zerohora.clicrbs.com.br
GreNal, um clássico de super-heróis
Fonte: zerohora.clicrbs.com.br

Ambos os emblemas têm um grande historial. O Grêmio já foi duas vezes campeão brasileiro e tem quatro Copas do Brasil. O Inter é tricampeão mas só tem uma copa do Brasil. Em termos internacionais equivalem-se. Duas Libertadores para cada um e um mundial de clubes também. Em termos de Estaduais há vantagem para o Colorado: são 42, enquanto os rivais gremistas têm 36. Só que existe um título que os gremistas gostariam de não ter. E esse título ninguém quer: campeão da Segunda Divisão por uma vez, em 2005. O Internacional nunca desceu de divisão.

Ah, e a célebre frase do “clássico é clássico e vice-versa” foi proferida por Mário Jardel em vésperas de um GreNal. O passado conta pouco para cada jogo, de facto. Ambos os clubes têm história. Os dois contribuem para que o Rio Grande do Sul e o Brasil fiquem cada vez mais alegres.

Daniel Melo

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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