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FC Porto 27-24 HC Vardar: O marcador comanda o sonho europeu

Pedro Pinto Diniz · 4 min

FC Porto 27-24 HC Vardar: O marcador comanda o sonho europeu
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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A CRÓNICA: MATÉRIA FRESCA AO INTERVALO CULMINA EM VITÓRIA FINAL

O FC Porto tinha um teste difícil no seu primeiro jogo depois da paragem para o Mundial. O adversário, HC Vardar, era nem mais nem menos que o campeão europeu em duas das últimas cinco épocas. Apesar de a equipa macedónia estar algo longe do que já fora outrora, os jogadores com nome no andebol mundial não faltavam.

Outro pormenor relevante é a regularidade competitiva. Os macedónios haviam jogado no passado dia um de Fevereiro, enquanto os pupilos de Magnus Andersson já não competiam desde Dezembro do ano transato. Talvez tenha sido essa a explicação de um início de jogo abaixo do normal do FC Porto.

Os dragões começaram o jogo a sofrer dois golos sem resposta, a que se seguiu um parcial de 4-0, que levou o treinador sueco dos dragões a levar o cartão verde de timeout à mesa aos 6’40. A necessidade de respirar e assimilar as ideias mais frescas do treinador era enorme, pelo que a resposta foi imediata. Mal entraram em campo, os portistas inverteram o parcial de quatro golos e empataram o marcador.

O jogo previa-se equilibrado e o FC Porto só chegou à primeira vantagem na partida aos 24′ da primeira parte. Aproveitando o 7×6 caraterístico dos azuis e brancos, o resultado foi de 7-9 para 12-10 em pouco mais de cinco minutos, para regozijo do banco portista. Ainda assim, era necessário relembrar que do outro lado estava o poderoso Vardar, que conseguiu equilibrar o jogo e o marcador, chegando ao intervalo com um empate a 13.

Os dragões voltaram do intervalo rejuvenescidos e podemos mesmo dizer que o jogo foi ganho fora das quatro linhas, porque o início do segundo tempo da equipa portuguesa foi arrebatador. 6-1 foi o parcial inicial da segunda parte e não mais o FC Porto deixou a vantagem fugir na partida.

Aos sete minutos, o treinador do Vardar pediu timeout e os macedónios conseguiram aproximar-se dos portistas. De um 21-17, o marcador passou para 21-20 e o jogo discutiu-se até ao fim. Os pormenores, principalmente defensivos, fizeram a diferença, e garantem a vitória por 27-24 diante do Vardar.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Dicas de Magnus Andersson ao intervalo – Os portistas voltaram completamente revigorados no segundo tempo após os ajustes do treinador sueco ao intervalo e a vantagem adquirida no início da segunda parte estendeu-se até ao final.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Início de jogo portista – O FC Porto entrou muito mal na primeira parte, sofrendo um parcial de 1-5, que lhe podia ter custado o resultado, não fosse a experiência e capacidade de luta que os homens de Magnus Andersson demonstraram.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Apesar de não ter começado o jogo em 7×6, foi com o sistema ofensivo predileto dos portistas que a formação azul e branca conseguiu vencer a partida. Sempre com Fábio Magalhães no centro da decisão e com a primeira linha a dar continuidades muito rápido, foi possível penetrar aos seis metros ou assistir os pivots para finalizarem. Na defesa se ganha o jogo e o aspeto defensivo foi ainda mais preponderante que o ofensivo nesta partida. Com um 6×0 coeso, mas móvel, o FC Porto conseguiu levar o Vardar a vários passivos e perdas de bola, que resultaram em consequentes contra-ataques, aspeto em que os pontas portistas estiveram francamente bem.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

10 Miguel Martins (7)
15 Daymaro Salina (7)
16 Nikola Mitrevski (7)
23 Diogo Branquinho (7)
24 Diogo Silva (5)
25 António Areia (6)
27 André Gomes (6)

SUBS UTILIZADOS

1 Alfredo Quintana (-)
4 Victor Iturriza (7)
9 Manuel Späth (6)
11 Djibril M’Bengue (-)
14 Rui Silva (6)
19 Ivan Sliskovic (-)
21 Leonel Fernandes (-)
29 Miguel Alves (-)
79 Martim Costa (-)
88 Fábio Magalhães (6)

ANÁLISE TÁTICA – HC VARDAR

O conjunto macedónio, em termos ofensivos, tentou ameaçar a baliza portista com processos simples e repetitivos. A jogada predileta do Vardar consistia numa entrada a segundo pivot de Cupic, com permuta para o central Jotic, que depois decidia se ia para a baliza ou dava continuidade. Nota para a utilização de dois pivots nos macedónios durante as duas exclusões do FC Porto no primeiro tempo.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES 

1 Borko Ristovski (6)
5 Stojanche Stoilov (5)
18 Lovro Jotic (6)
27 Ivan Cupic (6)
28 Filip Taleski (6)
31 Timur Dibirov (7)
41 Marko Vujin (6)

SUBS UTILIZADOS

2 Vasko Sevaljevic (6)
3 Patryk Walczak (6)
4 Tomislav Jagurinovski (-)
8 Dimitar Dimitrioski (-)
9 Goce Georgievski (-)
21 Gleb Kalarash (-)
24 Ante Gadža (6)
44 Josip Vekic (-)
97 Marko Mishevski (-)
98 Marko Kizic (-)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pedro Pinto Diniz

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