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Portugal 30-31 Japão: Termina o sonho dos Heróis do Mar

Afonso Viana Santos · 3 min

Portugal Andebol Olímpicos
Foto: Federação Portuguesa de Andebol

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A CRÓNICA: TERMINOU A PARTICIPAÇÃO HISTÓRICA DE PORTUGAL EM ANDEBOL NOS JOGOS OLÍMPICOS

Dependendo só de si para passar aos quartos-de-final dos Jogos Olímpicos 2020, Portugal não tinha tarefa fácil frente à seleção da casa.

Conhecidos pela sua velocidade de trocas de bola e de remates, o Japão foi sempre uma equipa muito difícil de defender; já Portugal tentava impor o seu estilo de jogo mais calmo e ponderado.

Após um início prometedor, os japoneses saltaram para a frente do marcador e Portugal passou grande parte do jogo atrás da igualdade no marcador.

Apesar da superioridade nipónica, o guarda-redes português Humberto Gomes realizou uma grande exibição e permitiu que Portugal estivesse sempre perto do empate.

Do lado português, Rui Silva ia-se destacando com os seus remates e assistências; já do lado japonês, o guarda-redes Yuta Iwashita (e mais tarde, o seu substituto Motoki Sakai) impediu muitos golos portugueses com excelentes intervenções.

Ao longo da 1ª parte, o Japão foi-se superiorizando e chegou ao fim dos primeiros 30 minutos a vencer por 14-16.

O intervalo foi benéfico para Portugal que, após um parcial de 6-1, saltou para a frente do marcador. No entanto, os japoneses não se deixaram ir abaixo e rapidamente repuseram a igualdade na partida.

Nos últimos minutos, os japoneses, sempre fiéis ao seu plano de jogo, mantiveram a cabeça fria e em dois minutos marcaram três golos sem resposta, o que foi decisivo para a vitória final.

Portugal termina assim a sua aventura nos Jogos Olímpicos: toda a equipa deu muita luta, raramente foi inferior aos seus adversários, mas acaba por sair dos Jogos com apenas uma vitória em cinco jogos.

A FIGURA

Fonte: Federação Portuguesa de Andebol

Humberto Gomes – O nível da qualidade do andebol de Humberto Gomes é altíssimo, tendo em conta que o jogador do Póvoa AC já tem 43 anos. Fez 12 defesas ao longo do jogo e foi o jogador mais consistente da Seleção Portuguesa.

 

O FORA DE JOGO

António Areia – Apesar dos quatro golos marcados, o jogador do FC Porto acabou por falhar cinco remates, dois dos quais foram livres de 7 metros. E num jogo em que Portugal perdeu apenas por um golo, esses falhanços acabaram por ser decisivos.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

O treinador Paulo Pereira implementou uma grande variedade de ataques e formações ofensivas. Começou com o habitual 3×3 com os dois pontas; jogou depois com dois pivots e sem um ponta; e tirou também Humberto Coelho para atacar em 7×6.

Mas qualquer que fosse o sistema, Portugal dependeu muito da força dos seus laterais e de passes para o pivot que estivesse em campo. O jogo português também foi sempre mais calculado do que o japonês.

 

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (8)

Rui Silva (7)

Diogo Branquinho (6)

Alexis Borges (6)

André Gomes (6)

João Ferraz (6)

António Areia (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Miguel Martins (6)

Victor Iturriza (6)

Luís Frade (7)

Daymaro Salina (6)

Gilberto Duarte (6)

Fábio Magalhães (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – JAPÃO

Orientados pelo experiente treinador islandês Dagur Sigurdsson, o andebol da equipa japonesa foi jogado a uma velocidade furiosa do início ao fim da partida.

Os nipónicos estiveram sempre bem organizados, raramente se desviaram da habitual formação 3×3, tendo sempre um jogador em cada posição.

As rápidas trocas de bola criaram várias situações de 2×1 e foram o calcanhar de Aquiles para a defesa de Portugal.

 

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yuta Iwashita (7)

Yuto Agarie (7)

Hiroki Motoki (8)

Shuichi Yoshida (6)

Adam Yuki (6)

Rennosuke Tokuda (8)

Jin Watanabe (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Motoki Sakai (7)

Rémi Anri Doi (8)

Kenya Kasahara (6)

Kouchei Narita (6)

Tatsuki Yoshino (6)

Afonso Viana Santos

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