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As Figuras do Ano de 2021 nas Modalidades

Redação BnR · 21 min

As Figuras do Ano de 2021 nas Modalidades
Foto: Formula 1

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2021 terminou, e como sempre o fazemos, decidimos destacar as figuras do ano nas nossas Modalidades.

Assim, a equipa da Secção de Modalidades do Bola na Rede deseja a todos um ano de 2022 excelente. Sejam felizes!

Foto de Capa: Formula 1

ANDEBOL

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

FC Porto – Foi um ano severamente complicado para todas as equipas, mas, de forma mais incisiva, na equipa do FC Porto. Mesmo com o sucedido, reergueram-se e lutaram pelos objetivos até final, batendo-se com as grandes equipas europeias e cumprindo em Portugal.

Andreia Araújo

BASQUETEBOL NACIONAL

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Sporting CP – Numa final completamente frenética, e numa série de playoffs que em nada ficou atrás, o Sporting Clube de Portugal voltou, 39 anos depois, a conquistar o título máximo do basquetebol nacional.

Numa final marcada pelos lances-livres finais de Micah Downs, fica também na memória da restante temporada os registos e as grandes exibições de Travante Williams, que foi decisivo em muitos momentos da época.

Depois de ver a época 2019/20 ser interrompida fruto da pandemia, o coletivo leonino entrou na época de 2020/21 com um só objetivo, e conquistou aquilo que para muitos tinha sido adiado na época anterior.

Andreia Araújo, Diogo Silva e Gonçalo Tomás

CICLISMO

Fonte: UAE Tour

Tadej Pogacar – A nomeação para o melhor atleta do ano no Ciclismo vai para Tadej Pogacar. O esloveno teve um ano sensacional, com diversas conquistas, mas o destaque vai para o seu bis no Tour. Começou o ano a vencer a principal corrida para os seus patrocinadores, no UAE Tour, e ainda levou a etapa de Jebel Hafeet. Seguiu-se a vitória no Tirreno Adriático e etapa quatro em Prati di Tivo, vitória na etapa três da Volta ao País Basco, conquistou o seu primeiro monumento da carreira com o triunfo na Liège-Bastogne-Liège e ainda venceu o Tour da Eslovénia, onde conquistou a etapa dois.

Chegou ao Tour, depois de nos campeonatos nacionais ter ficado um pouco aquém, destacando-se desde o início, acabou por conquistar a amarela na etapa oito, para nunca mais a largar. Venceu por três ocasiões e levou a geral com distinção. Andou bem nos Jogos Olímpicos, nos Campeonatos da Europa e nas clássicas italianas, com vários top dez. A “verdadeira cereja no topo do bolo” aconteceu no seu último dia de competição, com a vitória no Il Lombardia, o seu segundo monumento do ano. A vitória no Tour e em dois monumentos no mesmo ano é um feito para poucos, colocando o esloveno no patamar de Eddy Merckx e de Fausto Coppi.

André Antunes e Ricardo Rebelo

DESPORTOS DE INVERNO

Lara Gut-Behrami – A experiente esquiadora helvética, que desde muito jovem começou a traçar um destino glorioso na Taça do Mundo de Esqui Alpino arrecadando igualmente metais em competições de monta como campeonatos do Mundo  ou Olimpíadas de Inverno recebe esta distinção fruto do seu domínio a tempo inteiro na “Champions” do esqui alpino. Demonstrando uma autoridade, uma regularidade e uma supremacia face às rivais como há muito não se via, ainda para mais levando em linha de conta que a “joia do Ticino” somou grande parte dos sucessos na velocidade, onde habitualmente se compete menos.

Lara foi ainda uma das, senão a ,figura dos pretéritos mundiais da especialidade que tiveram lugar  na mítica localidade italiana de Cortina Del Peso, sagrando-se vencedora no Downhill, repetindo a dose no Super G, disciplina na qual conta maior número de conquistas. Apesar de outros atletas renomados terem rubricado épocas de excelência, Gut destaca-se pois foi a mais regular, consistente  e dominadora quer em âmbito de Taça do Mundo quer quando exposta à pressão sentida nos Mundiais.

Diogo Rodrigues

DESPORTOS MOTORIZADOS

Maria Germano Neto – E porque o nacional também é bom, decidimos destacar, nesta categoria que envolve tudo do Desporto Motorizado, a prestação fenomenal de Maria Germano Neto, que tem levado o bom nome do nosso país por esse mundo fora.

Consideramos que a piloto portuguesa de apenas 11 anos, sim, 11 anos, se destacou em 2021, pois venceu o «Girls on Track – Rising Stars» da Academia de Pilotos da Ferrari, onde, por aqui, vai receber apoios da Scuderia italiana para desenvolver a habilidade da pilotagem no Desporto Autómovel.

Para além disso, Maria Germano Neto tem-se destacado, nos últimos tempos, como uma piloto promissora, que, apesar da tenra idade, parece querer dar frutos no mundo do Desporto Motorizado. E nós, portugueses, ficamos muito orgulhosos, e esperamos um futuro brilhante para a jovem portuguesa.

Angelina Barreiro, Bernardo Figueiredo, Carlos Eduardo Lopes, Duarte Amaro e Luís Manuel Barros

eSPORTS

Anders Vejrgang – Foi ainda em 2020 que o prodígio do FIFA Anders Vejrgang se tornou um nome conhecido por todos os jogadores de FIFA, o seu registo invencível na FUT Champions se tornou viral nas redes sociais. O jogo saiu em Outubro e Anders não conheceu o sabor da derrota durante o resto do ano. A sua invencibilidade seguiu durante o novo ano, até que a meio de Fevereiro perdeu o seu primeiro jogo na competição… 535 vitórias seguidas. Registo do outro mundo de um rapaz de 15 anos que ainda não pode competir a nível internacional devido a sua idade, algo que vai mudar no novo ano. 18 semanas consecutivas sem conhecer o sabor da derrota, um recorde impressionante que dificilmente vai ser batido, mesmo pelo próprio que continuou em grande nível o resto do ano, mas não foi capaz de se aproximar do ridículo que foi o seu registo inicial de 535 jogos sem perder.

No novo FIFA voltou a colocar o manto da invencibilidade na competição, mas os números são menos impressionantes, sobretudo porque a competição reduziu o número de jogos de 30 para 20, ou seja, em Novembro, ao Anders perdeu o seu primeiro jogo de FUT   Champions no FIFA 22 tinha 120 vitórias consecutivas, ou seja, 6 semanas de FUT Champions sem perder. Comparando com as 18 semanas parece pouco, mas é um feito do outro mundo de um jogador do outro mundo. Agora em 2022 Anders vai poder entrar em competições internacionais, vamos ver como é que o jovem se porta numa situação de maior pressão.

Henrique Silva e Pedro Gonçalves de Andrade

FÓRMULA 1

Max Verstappen – Vários pilotos podiam entrar nesta categoria, mas acabámos mesmo por escolher Max Verstappen, não só pelo título que ganhou na última prova, mas por vários outros motivos.

Finalizado o ano de 2020, em que a Mercedes mais uma vez não tinha dado a hipótese de concorrência, a maioria das pessoas pensou que o ano de 2021 seria mais do mesmo. Estávamos muito errados.

Travar uma luta com Lewis Hamilton durante um campeonato inteiro requer talento, requer carro e requer cabeça fria nos momentos essenciais. Sabíamos que Verstappen tinha o talento, faltava saber até que ponto tinha o carro (mérito para a garagem da Red Bull nesse aspeto) e a cabeça fria (e Max comportou-se à altura nos momentos de maior pressão).

Podíamos falar sobre a sorte que Verstappen teve na última prova do ano, mas isso já foi feito abundantemente. O que fica para a história é que Max Verstappen foi campeão numa das melhores épocas de Fórmula 1 de que há memória.

Deixar apenas uma menção honrosa a Carlos Sainz, que faz uma primeira época bastante positiva numa equipa com a dimensão da Ferrari, terminando todas as corridas, conseguindo quatro pódios e fechando o campeonato de pilotos em quinto lugar, apenas atrás dos pilotos da Red Bull e da Mercedes.

Angelina Barreiro, Bernardo Figueiredo, Carlos Eduardo Lopes, Duarte Amaro e Luís Manuel Barros

FÓRMULA E

Nyck De Vries – A temporada de 2021 da categoria mais electrizante do desporto automóvel não desapontou. Na primeira época enquanto modalidade oficialmente ratificada pela FIA, um total de 13 (!) pilotos chegaram à última ronda em Berlim com possibilidade matemática de se sagrarem campeões do mundo. Situação possivelmente inédita no mundo da velocidade, mas que para a Fórmula E ficou muito próxima de uma mera circunstância habitual.

Absoluta prova disso mesmo foi o facto de 11 pilotos terem conseguido subir ao mais alto degrau do pódio, numa temporada composta por 15 corridas. Um deles, António Félix da Costa, o português que defendia o título ao serviço da DS Techeetah. Feitas as contas, apenas quatro pilotos repetiram vitórias: o veterano Lucas di Grassi, os britânicos Sam Bird e Jake Dennis, e o eventual campeão Nyck de Vries.

Dos quatro, o que mais se destacou, e para quem vai o voto do Bola na Rede para Melhor Piloto de 2021, foi mesmo Nyck de Vries. O neerlandês da Mercedes, apenas no seu segundo ano na categoria (tal como a própria equipa), manteve-se sempre na luta pelo título apesar de quatro desistências, e conseguiu-o muito por culpa das duas vitórias que amealhou cedo no campeonato em Diriyah, na primeira ronda, e no primeiro E-Prix de Valência, em Abril.

Duas vitórias convincentes, que mostraram a classe e o potencial do antigo campeão de Fórmula 2. Em Diriyah, na primeira corrida nocturna da FE, de Vries não deu hipóteses à concorrência acabando todas as sessões (incluíndo treinos livres) no topo da classificação. Já em Valência, outro desafio incrivelmente tenso para o neerlandês, a gerir a bateria do seu Mercedes-EQ de forma exímia para fintar as tribulações que atingiram a grande maioria do pelotão na fase final e somar mais 25 pontos decisivos rumo ao troféu mais cobiçado.

Às duas vitórias juntou ainda dois segundos lugares nas rondas disputadas em Londres, já perto do final do campeonato, para saltar para a frente da classificação e não mais largar a liderança de uma época de atrito. Terminou sete pontos à frente do mais directo perseguidor (também segundo na nossa lista de candidatos a piloto do ano), o suíço Edoardo Mortara (ROKiT Venturi), que conseguiu a sua segunda vitória na FE e se destacou aos comandos de um carro inferior ao Mercedes.

Perseverança, maturidade e talento. São estas as características-chave que Nyck de Vries colocou em evidência este ano e que nos levam a colocá-lo no topo da lista de pilotos da Fórmula E na temporada de 2020/21. Desde a coroação, de Vries já brilhou em testes da Fórmula 1 (em Abu Dhabi, onde foi o mais rápido) e da IndyCar, onde, tal como o colega de equipa Stoffel Vandoorne, esteve mais uma vez em evidência desta feita pela rápida adaptação.

Continuando na Mercedes-EQ em 2022, a vencedora do campeonato de construtores, de Vries tem tudo para repetir a façanha e colocar, talvez, ainda mais pressão na Mercedes F1 no que toca ao lugar de segundo piloto. Se assim o desejar, entenda-se, porque a agenda e a sala de troféus, essas, estão cada vez mais cheias…

Angelina Barreiro, Carlos Eduardo Lopes e Luís Manuel Barros

FUTSAL

Sporting CP
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Sporting CP – A afirmação de Portugal como grande potência do futsal não se deu somente através da nossa seleção nacional. Não é a primeira vez que o clube leonino se sagra campeão europeu(já o tinha sido em 2019) mas deve ser salientado o belo percurso até à final, com vitórias sobre o KPRF Moscovo (3-2), Inter Movistar (5-2) e uma final épica com o FC Barcelona (4-3), entre outras. Foi uma excelente conquista que os verde e brancos irão tentar igualar em 2022

Pany Varela
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Pany Varela – Ano em cheio do jogador português, oeça-chave nos sucessos tanto ao nível do seu clube como da seleçao na Lituânia, onde foi, na minha opinião, o melhor jogador do torneio. Esta época lesionu.se e está em recuperação, mas rapidamente irá voltar a espalhar magia nas quadras e a mostrar todo o seu valor.

Eduardo Nunes, Henrique Conceição, Tiago Miguel e Tiago Alexandre

HÓQUEI EM PATINS

Sporting CP – Tal como nas restantes modalidades desportivas, 2021 acabou por ser de retoma para o Hóquei em Patins. No entanto, a Taça de Portugal de seniores masculino acabou por não ser concluída mais uma vez. Os leões conseguiram dar a volta à fase regular do campeonato, em que acabaram em segundo lugar, e foram a equipa mais forte no playoff. A juntar ao sucesso nacional, o conjunto treinado por Paulo Freitas venceu a Liga Europeia, batendo precisamente o mesmo rival que enfrentaram na Primeira Divisão, o FC Porto.

Pedro Silva

MOTOGP

Fonte: MotoGP

Fabio Quartararo – Numa temporada da categoria rainha da motovelocidade com oito vencedores de Grandes Prémios distintos, Fabio Quartararo teve o seu esforço e regularidade conquistada ao colocar o seu nome junto da torre dos campeões. Fruto da sua dedicação e mudança de atitude perante a adversidade, conseguiu marcar presença em dez pódios, sendo que por cinco vezes subiu ao degrau mais alto, lugar reservado ao vencedor da prova.

Como é de conhecimento geral e valorizando ainda mais o seu feito, o piloto francês da Yamaha Factory Racing não era o piloto com melhor moto, tendo esta sofrido muito nas batalhas com a Ducati e com o seu rival Francesco Bagnaia, obrigando o primeiro campeão francês de Moto GP a levar a sua condição física e condução ao limite para vencer.

Duarte Amaro e Henrique Conceição

NBA

Pela segunda vez na história e 50 anos depois, o campeonato voltou para Milwaukee.

Impulsionados pelo terceiro lugar na conferência Este, os comandados de Mike Budenholzer foram exímios no momento dos playoffs. Apesar do embate apenas decidido em jogo 7 com os Nets, a equipa demonstrou desde logo para o que vinha, e a partir daí mais ninguém conseguiu intrometer-se no caminho até à vitória final.

Com uma média de época de 28.1 pontos, 5.9 assistências e 11.0 ressaltos, Giannis Antetokounmpo guiou o coletivo dos Bucks à glória, sempre bem acompanhado por Jrue Holiday e Khris Middleton.

Andreia Araújo, Diogo Silva, Diogo Vieira, Filipe Torres, Gonçalo Tomás e Henrique Silva

NFL

Tampa Bay Buccaneers – Inevitavelmente, os Tampa Bay Buccaneers são a equipa do ano. Depois de em 2020 terem terminado a época com um saldo de 7–9, os Bucs tiveram a coragem e a audácia para mudarem o seu rumo. Não renovaram o contrato de Jameis Winston e apostaram todas as suas fichas na contratação de Tom Brady. Tiveram também a humildade para mudar a sua cultura e cumprir todos os pedidos de Brady, nomeadamente as contratações de Rob Gronkowski, Antonio Brown e Leonard Fournette.

Estes juntaram-se aos talentos já existentes, como Mike Evans, Chris Godwin, Vita Vea e Devin White, indo ao Draft buscar peças fulcrais como Tristan Wirfs e Antoine Winfield Jr. Com todo este talento, os Bucs, depois de um início tremido, fruto de todas as mudanças, com um saldo de 7–5, regressaram da semana de folga determinados a conquistar tudo, vencendo todos os jogos a partir daí, incluindo três vitórias fora de casa nos playoffs que culminaram na vitória final no Super Bowl, tornando-se a primeira equipa a vencê-lo jogando em casa.

Já este ano os Bucs mantiveram todas as peças fulcrais, estando com um saldo de 10–4, sendo um dos principais candidatos à vitória no Super Bowl, e com Brady, aos 44 anos, a jogar a um nível que o coloca no top 3 de favoritos a vencer o prémio de MVP.

Jorge Baptista Rocha

NHL

Os 5 escolhidos do ano na NHL – Com 2021 agora no retrovisor vamos olhar para o ano que passou e identificar a equipa de sonho da NHL do passado ano. Apesar de uma equipa de NHL ser composta por 20 jogadores, 12 avançados, 6 defesas e 2 guarda-redes, aqui o termo de equipa do ano é mais os 5 melhores jogadores para se ter no gelo ao mesmo tempo numa situação de cinco para cinco.

Começando pela defesa, mais concretamente, na baliza tenho a escolha mais fácil de todas, o guardião russo Andrei Vasilevskiy foi por larga margem o melhor guarda-redes do ano, não só fez parte da equipa que venceu a Stanley Cup como foi o jogador que venceu o Conn Smythe como jogador mais valioso durante os playoffs. Decisão mais fácil de todas as que tomei. Para a defesa as coisas complicam um pouco, a meu ver um bom par defensivo da NHL tem de ter características de anular qualquer ataque, mas também boa decisão e capacidade de organizar o ataque, e na minha opinião, nesse papel de ,e usando um termo futebolístico, “construtor de jogo recuado” ninguém foi melhor que Adam Fox, o vencedor do prémio Norris foi algo do outro mundo no último ano e ocupa merecidamente o lado direito da defesa do ano. Para terminar a defesa, no lado esquerdo a escolha também não é complicada, pois Victor Hedman dos Tampa Bay Lightning é considerado pela maioria como o melhor defesa da NHL neste momento e voltou a demonstrar isso com uma impressionante regularidade e a segunda Stanley Cup no mesmo número de anos.

E agora para o ataque, e começando no jogador mais óbvio de todos, atualmente conhecido como o melhor jogador da atualidade Conor McDavid ocupa a posição de centro nesta equipa de sonho, é um jogador que faz acontecer, sempre que está em gelo algo de incrível acontece, a sua mera presença intimida adversários e é capaz de ganhar um jogo sozinho, escolha mais óbvia de todas. Agora, para as alas as coisas complicam um pouco, e na verdade vou começar por uma “batota”, Auston Matthews é centro, contudo a sua habilidade de fazer golos em 2021 não teve par. Perdeu o primeiro mês da presente temporada e já está colado aos melhores marcadores, não só isso como o ano passado venceu o prémio de melhor marcador da época regular, e por ter essa capacidade goleadora vou colocar Matthews na ala com McDavid a servir o goleador. E para acabar a equipa do ano tive mais dificuldade, podia optar por um jogador como Ovechkin que procura, e está em bom ritmo para isso, bater o recorde de Gretzky de golos marcados da história da NHL. Apesar da idade o russo dos Capitals não parece ter vontade de abrandar, contudo como está Matthews na equipa já temos golos garantidos logo fica de fora. Podia escolher Nathan Mackinnon que é um dos cinco melhores jogadores da liga e o fato de ser um right handed shot e especialista em face-offs ,algo que McDavid vacila, torna-lo-ia possivelmente a opção mais útil, contudo, parece-me pouco sensato não escolher Nikita Kucherov, apesar de não ter jogado nesta época por se encontrar lesionado, as suas contribuições na época passada foram fulcrais para os Tampa Bay terem vencido a Stanley Cup e não o colocar na equipa do ano seria um autêntico roubo a um dos melhores jogadores da atualidade.

Pedro Gonçalves de Andrade

RUGBY

Antoine Dupont – A consistência que tem demonstrado nestes últimos anos valeu-lhe o merecido reconhecimento da World Rugby, ao atribuir ao médio de formação gaulês o prémio de jogador do ano. No presente ano, Dupont arrecadou os títulos de campeão de França e de campeão europeu de clubes.

Marco Minelli

SKATE

Mark Suciu – Foram quatro video parts nesta reta final do ano. Incrível o trabalho que o norte americano tem feito na rua, com maior destaque para o vídeo Flora lll, no qual apresenta um incrível leque de manobras em corrimãos, muitas destas NBD’s (never been done), isto é, manobras nunca antes realizadas.

Desta forma, Mark Suciu acabou por ser vencer o prémio SOTY (Skater of the year), a distinção máxima no mundo do skate, atribuída pela revista Thrasher.

Marco Minelli

SNOOKER

Mark Selby – O horóscopo chinês insiste na ideia de que 2021 foi o ano do boi. Eu insisto que foi o ano do tubarão. Mark “The Shark” Selby subiu ao cume do Snooker mundial pela quarta vez a três de maio e por lá ficou, terminando o ano civil no primeiro lugar do ranking mundial da World Snooker Tour (WST). Foi o quarto título do “Jester from Leicester” nas últimas oito edições do Campeonato do Mundo.

O estilo de jogo não é o mais atrativo – é um jogador cauteloso e calculista, tendo sempre o olho em cima da melhor forma de defender e não de atacar. Como tal, há quem não goste. Acredito, todavia, que Mark Selby não derrame muitas lágrimas por isso – os tubarões não choram.

Acredito também que mesmo que sinta alguma mágoa esta desvaneça sempre que o jogador de 38 anos passa o espanador pela estante dos troféus para tirar o pó aos 20 títulos de ranking. É verdade que o Mundial foi a única conquista de Selby em 2021, mas não é menos verdade que é a conquista mais importante e permite a Mark igualar o número de títulos de campeão do mundo de John Higgins e assumir-se não só como um dos melhores da sua geração, mas um dos melhores da história da modalidade.

Ainda assim, convém realçar os nomes de Yan Bingtao, que venceu o Masters 2021 – primeiro torneio do ano -, mas não deu a melhor continuidade e de Luca Brecel, que fez um último trimestre do ano de grande nível, além dos três crónicos da Geração de ´92 –estão para durar, felizmente – e de Neil Robertson e Judd Trump, que parecem dispostos a ajudar Selby a carregar a próxima meia década do Snooker mundial como têm feito nos últimos anos.

Márcio Francisco Paiva

SURF

Italo Ferreira – O primeiro campeão olímpico da história do surf é a figura do ano da modalidade. Ficará para sempre e será sempre recordado tanto pelo feito como por ter sido o primeiro. O brasileiro era dos favoritos à entrada da competição assim com o seu compatriota, Gabriel Medina.

Italo não conseguiu juntar ao feito o Mundial, onde acabou em terceiro lugar, atrás dos, também, brasileiros, Filipinho e Gabriel Medina – Campeão Mundial 2021. Nesta disputa entre Italo e Medina, a escolha recaiu para o ouro olímpico.

João Pedro Gonçalves

TÉNIS

Fonte: ATP Tour

Novak Djokovic – Mais um ano passado e o número um do ranking ATP não mudou. Novak Djokovic teve um ano (quase) impecável, um dos melhores da carreira e é, sem dúvida, a figura do ano.

O tenista sérvio conquistou três Grand Slams (Australian Open, Roland-Garros e Wimbledon), um ATP Masters 1000 (Paris) e um ATP 500 (Belgrado 2). Djokovic quase completou o calendário Grand Slam, ao ter perdido na final para Daniil Medvedev, ficando perto de ser o primeiro tenista a completá-lo na nova era da modalidade.

No Australian Open, Djokovic não teve muitas dificuldades para conquistar o seu nono título na competição. No Roland-Garros, o tenista sérvio surpreendeu tudo e todos ao ter derrotado, nas meias-finais, o eterno favorito Rafael Nadal na competição favorita do espanhol e de ter alcançado uma reviravolta épica, na final, frente a Stefanos Tstitsipas, depois de estar estado a perder por dois sets a zero. No Wimbledon, Djokovic mostrou que estava acima de todos na relva e levou o seu terceiro e último troféu da categoria, em 2021.

Nem tudo foi o mar de rosas para Djokovic: não ganhou todas as competições em que participou, não revalidou o ATP Cup, não ganhou o US Open e não conquistou qualquer medalha nos Jogos Olímpicos de Verão 2020 em Tóquio – nem no individual (4º lugar), nem no misto (4º lugar, com Nina Stojanovic).

O que realmente importa referir é que foi um ano incrível para Novak Djokovic, tanto a nível de prémios como em número de recordes: ultrapassou o recorde de Roger Federer como o número um do ranking em semanas consecutivas, juntou-se a Federer e Nadal no número de Grand Slams conquistados (20), foi o primeiro tenista a vencer cada um dos\ quatro Grand Slams em pelo menos duas ocasiões, entre outros.

Muito possivelmente, Djokovic vai quebrar mais recordes no próximo ano, mas não vai ter tarefa fácil, os tenistas mais novos com mais qualidade estão mais experientes e um deles já conhece a sensação de levantar um troféu de Grand Slam: o carrasco de Djokovic, Daniil Medvedev.

José Maria Reis e Filipe Torres

VOLEIBOL

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

SL Benfica – Os números não mentem e a equipa do SL Benfica voltou a ser superlativa em Portugal. Com a conquista de todos os títulos nacionais no último ano sob o comando de Marcel Matz, as águias cimentaram cada vez mais a sua posição e influência no voleibol nacional.

Andreia Araújo

WRESTLING

Roman Reigns – Que ano soberbo teve Roman Reigns. Foi sempre Campeão Universal da WWE, sendo que o seu reinado vai com mais de 470 dias, e manteve o seu lugar de domínio na Ilha da Relevância (como diz Paul Heyman).

O brilho do “Tribal Chief”, que nasceu em 2020, ganhou contornos significativos neste ano, nomeadamente com a criação da Bloodline – fação composta pelos Usos, Heyman e liderada por Roman – que garantiu a sua manutenção no topo da cadeia alimentar da WWE.

Para se ter uma ideia da importância insubstituível que o “Head of the Table” teve para a WWE, em 2021, a empresa realizou 11 PPVs, sendo que Roman Reigns esteve no main-event em oito desses eventos – venceu todos, incluindo o da Wrestlemania 37.

O futuro adivinha-se complicado para Roman, no entanto, já que no dia 1 de janeiro irá defender o seu título (novamente) contra Brock Lesnar, e um combate frente a The Rock parece estar cada vez mais próximo de ocorrer.

Ainda assim, em 2021, Roman Reigns foi o melhor lutador em termos de consistência, de estar envolvido em combates de qualidade e de protagonizar storylines cativantes, sendo por isso a maior figura de todo o wrestling internacional.

Afonso Viana Santos, Diogo Vieira e Filipe Torres

Redação BnR

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