Diamond League 2018: As previsões de Xangai

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Salto em Comprimento: A história e trajetória de Luvo Manyonga (RSA) merece todas as primeiras páginas de jornais e a sua recuperação foi coroada como uma sensacional temporada 2017, com Ouro mundial e vitória do Diamante nas finais da Diamond League. Este ano regressou a um elevadíssimo nível, com constantes saltos acima dos 8.30 e 8.40, mas viu-se surpreendido nos Mundiais Indoor de Birmingham quando um recorde pessoal em pista coberta de 8.44 não foi suficiente para levar o Ouro, sendo que este ficou com o jovem prodígio cubano, de 19 anos, Juan Miguel Echevarría (CUB) em 8.46! Echevarría ainda não saltou tanto ao ar livre, mas já saltou este ano 8.40 pelo que certamente está perto de ultrapassar a marca que fez Indoor. Os dois repetirão esse duelo de Birmingham, desta vez aqui em Xangai ao ar livre e as expectativas são enormes.

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Mais ainda porque, renascido das cinzas, depois de uma dececionante temporada 2017, o campeão olímpico Jeff Henderson (USA) já saltou nesta temporada 8.44, liderando para já o ranking mundial! Os três estarão por aqui e com a companhia de um australiano que brilhou na Gold Coast na Commonwealth, ao conquistar a Prata, num evento em que saltou duas vezes acima de 8.30. Ficou apenas atrás de Manyonga, tendo-lhe dado mais luta do que o esperado e Henry Frayne (AUS) tem agora um recorde de 8.34 para apresentar.

Salto Com Vara: O evento começou o ano num nível estratosférico ao ar livre e em pista coberta e parece que nos preparamos para um daqueles anos de enormes resultados, com muita competição nivelada por cima. Renaud Lavillenie (FRA) rima com Diamond League, tendo vencido este troféu, nada mais, nada menos do que 7 vezes! É o recordista mundial, num salto que até foi conseguido Indoor, e este ano começou a época numa forma impecável, tendo já saltado 5.95 metros outdoor e tendo conquistado, mais uma vez, o título mundial Indoor. Terá a companhia de Sam Kendricks (USA), o campeão mundial de Londres que fez uma praticamente perfeita temporada 2017, mas que tem enfrentado algumas dificuldades neste começo de 2018. Ainda assim, foi Prata nos Indoor de Birmingham. Nesses Indoor, quem foi Bronze, depois da Prata nos Outdoor em Londres, foi Piotr Lisek. O polaco vem aqui a Xangai tentar subir o nível, sendo que este ano o melhor que tem para apresentar ao ar livre é um salto de 5.60 metros, bem abaixo do que nos habituou. Porém em Pista Coberta, chegou a saltar 5.91 metros… Outros dois ex-campeões mundiais estarão por território chinês e parecem ambos ter retomado à forma de outrora. Shawn Barber (CAN), o campeão de Pequim, voltou a saltar acima dos 5.90 metros nesta temporada, ao fazer 5.92 em Austin (no mesmo dia, Lavillenie também saltou 5.92). Por outro lado, Raphael Holzdeppe, campeão em Moscovo, ainda não saltou ao ar livre, mas na temporada de pista coberta chegou a saltar 5.88 metros, provando que ainda tem o que é preciso.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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