Lyles não se cansa de recordes e Claye volta a voar

- Advertisement -

Decorreu neste sábado o meeting de Paris, o último meeting Diamond League antes das duas finais (Zurique e Bruxelas) que se disputam nas próximas duas semanas. O meeting serviu como última possibilidade de qualificação para muitos atletas, mas foram aqueles que já tinham presença garantida nas finais que brilharam, mostrando estar já numa grande forma a pouco mais de um mês do início dos Mundiais de Doha.

Noah Lyles é o novo rei da velocidade. Havia dúvidas?

Na velocidade, o grande destaque da noite tem que ir para Noah Lyles. O jovem norte-americano não se cansa de mostrar que está noutro patamar no que aos 200 metros diz respeito e parece muito difícil alguém conseguir intrometer-se no seu caminho para o Ouro dos Mundiais que se aproximam. Hoje correu em 19.65 segundos, batendo um recorde do meeting que pertencia desde 2013 a…Usain Bolt (19.73).

Não é só com a obtenção deste recorde que Lyles cruza o seu caminho com o do astro jamaicano. Aos 22 anos e um mês esta é a oitava vez que o norte-americano baixa dos 20 segundos, algo que Bolt apenas fez com 23 anos. Entre 2017, 2018 e 2019, Lyles tem apenas uma derrota nos 200 metros e parece mais do que pronto para o que aí vem.

No feminino, a jamaicana Elaine Thompson voltou a mostrar boa forma nos 100 metros, vencendo em 10.98 segundos. Outra jamaicana, Stephenie McPherson, saiu vencedora dos 400 metros em 51.11 segundos, batendo todas as melhores norte-americanas que estarão em Doha.

A líder mundial não desiludiu
Fonte: Meeting de Paris

Surpresas no meio-fundo

Na prova de 800 metros femininos, sete mulheres correram abaixo dos dois minutos, o que impressiona ainda mais se tivermos em conta que Ajee Wilson (a favorita para Doha) não estava presente, nem qualquer britânica (os Nacionais britânicos são neste fim de semana), a que acresce o facto de já não termos em prova as atletas com níveis elevados de testosterona. Venceu a norte-americana Hanna Green com um grande final, em 1:58.39s. No masculino, o contrário aconteceu com o vencedor. O canadiano Brandon McBride parecia que chegava em câmara lenta, mas isso não o impediu de fazer uma grande marca, ao terminar com 1:43.78s.

Já nos 1.500 metros, Jakob Ingebrigtsen não esteve, desta feita, à altura das expetativas e terminou atrás do seu irmão Filip, no 4º posto (3:31.33s). Jakob esteve mal taticamente, deixando-se enrolar nos perigos que só uma corrida de 1.500 metros apresenta e nunca conseguiu estar na frente. A vitória foi, mais uma vez, para Ronald Musagala, do Uganda, que igualou o seu recorde nacional, com 3:30.58s, com mais uma ponta final muito forte, naquilo que é já a sua imagem de marca.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Nicolás Otamendi não cumprimenta Rodri: «Passaram toda a semana a chorar»

Nicolás Otamendi recusou cumprimentar Rodri após o fim da partida. O ex-Benfica fez parte da polémica que se instalou logo após o apito final.

Nico Williams: «É incrível…estou a viver o melhor dia da minha vida»

Nico Williams já reagiu à vitória de Espanha sobre a Argentina que resultou na conquista do Mundial 2026 por parte dos espanhóis.

Inédito em Mundiais: Argentina com estatística negativa que fica para história

A Argentina não conseguiu efetuar nenhum remate nos 90 minutos regulamentares na final do Mundial 2026 frente à Espanha.

Intervalo durou…27 minutos: FIFA falhou o objetivo de 20 minutos com o ‘half-time show’

O intervalo da final do Mundial 2026 durou 27 minutos. A FIFA tinha estipulado inicialmente o objetivo de demorar apenas 20 minutos; no entanto, não foi cumprido.

PUB

Mais Artigos Populares

Donald Trump já entregou a taça do Mundial 2026 a Rodri Hernández e Espanha faz a festa

Donald Trump já entregou a taça do Mundial 2026 a Rodri Hernández, depois da vitória na final do Mundial 2026.

Mais um reforço a chegar ao dragão: Hwang In-beom também já está no Porto

Hwang In-beom já está em Portugal e prepara-se para assinar pelo FC Porto. O médio coreano vai custar 5 milhões aos cofres dos azuis e brancos.

Mundial 2026: Espanha arrasa nos prémios individuais

Espanha venceu o Mundial 2026 contra a Argentina e os seus jogadores venceram todos os prémios individuais da competição.