Mundiais de Atletismo – Guia para Doha 2019 #2: Aqueles que ambicionam o topo do Mundo

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20 KM MARCHA

As chinesas levam todas as suas armas para o Qatar e isso inclui a campeã olímpica e recordista mundial Liu Hong (CHI), e a campeã mundial Yang Jiayu (CHI). Ainda assim, terão que suar, e muito, para chegar ao Ouro, pois estará presente Glenda Morejón (ECU), que surpreendentemente já bateu todas este ano na Corunha, com uma marca (1:25:29) que é a melhor alguma vez feita por uma atleta júnior. Erica de Sena (BRA), Kumiko Okada (JPN), Antonella Palmisano (ITA) e Maria Perez (ESP) são outros nomes com ambições de medalha.

50 KM MARCHA

Inês Henriques (POR) é a campeã em título e apesar de chegar com a quinta melhor marca este ano entre as presentes, é uma forte candidata a tudo em Doha. Sabendo do seu espírito de sacrifício e da sua experiência, as condições da capital do Qatar não deverão assustar a atleta portuguesa.

Li Maocuo (CHI) é a mais rápida este ano entre as inscritas, tendo já corrido em 4:03:51 e a prova de Alytus deu-nos grandes e surpreendentes marcas para europeias, incluindo os 4:04:50 de Eleonora Giorgi (ITA) e os 4:05:46 de Júlia Takács (ESP), mas os tempos não terão qualquer importância nesta madrugada. Liang Rui (CHI), a ex-recordista mundial, pode ser um dos grandes nomes a ter em conta de que poucos estão a falar (ainda não tem uma grande marca este ano), numa prova que será de uma exigência ainda mais brutal do que o normal.

4×100 METROS

A Alemanha tem a marca líder do ano com excelentes 41.67 e tem tido várias oportunidades de mostrar o seu valor ao mais alto nível, parecendo ter todos os automatismos no ponto. Numa equipa liderada por Tatjana Pinto e Gina Luckenkemper, até poderemos ficar surpreendidos se não saírem com uma medalha, mas a verdade é que a concorrência é de peso.

A maior parece vir da Jamaica, com nomes como Elaine Thompson e Shelly-Ann Fraser-Pryce (as duas líderes mundiais dos 100), onde ainda se pode juntar Briana Williams, caso seja dada luz verde à sua participação nos Mundiais. No entanto, as jamaicanas (e principalmente Thompson) têm mostrado muitas dificuldades nas transições e na optimização dos seus recursos.

Problemas nas passagens de testemunho também têm sido crónicos nos EUA, apesar de em Londres terem recuperado este título. Não é em termos individuais o melhor que já vimos dos EUA, mas num dia bom podem surpreender e até levar a vitória. Como outras fortes possibilidades de medalha temos a China, a Holanda e, principalmente, a Grã-Bretanha, encabeçadas por Dina Asher-Smith e Asha Philip.

4×400 METROS 

Os EUA têm aqui todo o favoritismo, com um misto de velocidade e experiência, que dificilmente será destronado. Poderemos até assistir na final a mais um Ouro para a atleta mais medalha da história dos Mundiais, uma vez que Allyson Felix virá “dar uma perninha” nas estafetas. Mas existe grande qualidade entre as norte-americanas inscritas. A Jamaica pode ter algo a dizer, com uma equipa que certamente incluirá Shericka Jackson e Stephenie Ann McPherson e muita atenção a uma Polónia, que dominou por completo nos Europeus do ano passado e nos Mundiais de Estafeta deste ano. O Canadá e a Grã-Bretanha são outras nações que ameaçarão os lugares do pódio.

4×400 METROS MISTOS

É um novo evento em Campeonatos Mundiais e, à partida, isso irá favorecer a nação que tem uma pool maior de atletas de elite, ou seja, os EUA. É muito difícil prever este evento por ser algo novo, numa altura estranha do calendário e não sabemos se será algo a que os atletas/nações darão prioridade. Ainda assim, Polónia, Grã-Bretanha, Canadá e Bahrain parecem ter potencial para sair de Doha com uma medalha extra.

Pedro Pires
Pedro Pireshttp://www.bolanarede.pt
O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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