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Portugal irá levar para Londres uma comitiva composta por 21 atletas, com expectativas diferentes, mas todos com a ambição de se superarem. Dos nomes mais conhecidos dos portugueses, podemos contar com a participação de Nelson Évora, Patricia Mamona, Tsanko Arnaudov, Sara Moreira ou Marta Pen.
Mas é de um dos nomes menos reconhecidos do público em geral que nos pode chegar a glória: Inês Henriques. A atleta que irá participar nos 50 km Marcha é a actual recordista mundial de uma distância que apenas foi reconhecida oficialmente pela IAAF este ano. Até à última hora pairou no ar a dúvida se pela primeira vez a Marcha de 50 KM iria ter atletas femininos nos Mundiais e foi apenas há uma semana (!) que tal foi confirmado. Apenas 6 atletas femininas confirmaram os mínimos e por isso as expectativas de que Inês Henrique possa trazer uma medalha são obviamente reais, apesar da atribuição das mesmas estar dependente de tempos de passagem.

Fonte: Inês Henriques
Quanto aos restantes atletas, a expectativa de bons resultados existe em Tsanko Arnaudov (12º mundial do ano), em Patrícia Mamona (7ª do ano) ou em Nelson Évora. No entanto, esperar medalhas de qualquer um dos atletas não parece ser realista. Para Arnaudov uma presença na final já seria um excelente resultado. Para Mamona e Évora as expectativas deverão ser semelhantes: ficar nos oito primeiros seriam bons resultados para ambos os atletas, até porque tanto no feminino, quanto no masculino, as medalhas de Ouro e Prata já parecem com dono prévio no Triplo Salto.
David Lima é outro nome a ter em conta nos 100 e nos 200 metros e procurará um lugar, pelo menos nas meias-finais, o que olhando para o seu máximo pessoal (atingido há duas semanas de 10.05) não é assim tão impossível de alcançar.
Por fim uma breve nota para o que sabemos que por aí vem. Sabemos que quando chegar a hora, toda a imprensa desportiva que nada liga ao Atletismo durante o ano irá exigir medalhas e apelidar de decepcionante a participação portuguesa nos Mundiais. A verdade é que olhando para os rankings mundiais, a única real esperança de medalha está em Inês Henrique e sabemos como a Marcha tem determinadas particularidades que a tornam bastante imprevisível. Percebemos que o público gostasse de mais. Todos nós gostaríamos. E certamente que os atletas e treinadores serão os primeiros a querer. Para isso há muito trabalho a fazer previamente e não em vésperas de competição. Mas isso é conversa para outra altura e para futuros artigos.

Fonte: FPA
Para já, apenas devemos pensar em apoiar os nossos atletas em Londres e desfrutar de um dos maiores espectáculos do mundo. Os melhores atletas portugueses da actualidade estão lá junto com os maiores do mundo e todos precisam do nosso apoio.
Os Mundiais de Londres decorrem de 4 a 13 de Agosto. Neste momento estão vendidos mais de 660.000 bilhetes nos que se esperam ser os Mundiais com maior afluência da história.
Foto de Capa: Federação Portuguesa de Atletismo











