Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

1000 vitórias, um feito (quase) inalcançável

Mário Silva · 4 min

1000 vitórias, um feito (quase) inalcançável

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

basket cabeçalho

O mítico pavilhão do Madison Square Garden foi palco de mais um feito do coach Krzyzewski( Duke) . Com o triunfo frente a St. John’s (77-68 ) passa a ser o primeiro treinador da NCAA a atingir a marca das 1000 vitórias. Nas fileiras de Duke alinha o potencial número 1 do próximo DRAFT , o poste Jahlil Okafor. Tinha muitas opções, mas acabou por decidir por Duke por causa do treinador: “Ele é o treinador mais premiado de todos os tempos . Eu adoraria ajudá-lo a obter a sua vitória número 1000″. E ajudou mesmo ao marcar 17 pontos e a conquistar 10 ressaltos.

Com 40 anos de carreira( Indiana, Army e Duke ) Krzyzewski, mais conhecido por coach “K“, é filho de pais polacos. Jogou em West Point a base, era um bom defensor e também tomava boas decisões no ataque, sem ser um grande marcador de pontos. Iniciou aí, aos 28 anos, a carreira de “Head Coach “( vitória sobre Leight por 56-29). Os seus mentores foram Bob Knight (foi seu jogador em West Point e posteriormente seu adjunto em Indiana), Pete Newell e Henry Iba. “Aprendi muito com eles, mas não adianta copiar ninguém. Se temos algo para dizer à equipa usamos a nossa personalidade e os nossos valores. Digo sempre aos jovens treinadores que trabalham comigo : não tentem ser como eu. Aprendam com as minhas experiências , usem algumas das lições e incorporem-nas nas vossas ideias”. Krzyzewski, entrou na universidade de DUKE em 1980 e não tem vontade de sair, pese o facto de todos os anos ser convidado para treinar na NBA.

coach k1

O obrigado de Jordan

A sua carreira internacional no basquetebol da FIBA é impressionante. Krzyzewski é também treinador das Seleções dos Estados Unidos. Conquistou 2 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos (2008 e 2012 ) e foi campeão do Mundo em 2010 e em 2014. Em 1992 foi treinador adjunto com o “Dream Team “ e teve oportunidade de conviver com Michael Jordan que um dia lhe disse: “Coach, pode-me ajudar a treinar os fundamentos durante meia hora ? Por favor trabalhe comigo “. “ K” aceitou com gosto e no final Jordan disse-lhe apenas: “Obrigado”. Jordan podia ter sido uma “prima dona”, mas foi correto para “K”. O que o marcou mais é que o grande jogador lhe disse inicialmente “coach”, depois “por favor” e, no final, “obrigado”.

“ Coach K” também diz palavrões

Krzyzewski é um modelo de boa educação nas conferências de imprensa , mas ninguém imagina a linguagem que utiliza quando os microfones estão longe . “Nos jogos confronta e desafia todos. Talvez a melhor palavra para o descrever seja mesmo DESAFIADOR. O uso de palavrões é impressionante. são como uma arma que arremessa contra os árbitros , para repreender os seus jogadores e até para si mesmo”, refere Ed Hardin, um jornalista que o segue desde 1984.

coach k2

Capacidade para mudar

Algumas equipas vencem porque recrutam os melhores jogadores para um sistema específico. Pelo contrário, Krzyzewski sempre venceu ajustando o sistema para os jogadores do plantel. “Ele não joga da mesma maneira que jogava há 10 anos, ou 20 anos atrás”, disse Jay Bilas , ex- Duke e agora famoso comentador ESPN . “O modelo de jogo tem a ver com os jogadores. Ele recebe os melhores jogadores e depois escolhe o estilo de jogo que melhor se adapte a eles, maximizando todas as oportunidades para ganhar.” Krzyzewski já não é novo (67 anos) , mas mantém a capacidade de aprender e de se adaptar às novas realidades , o que lhe permite mudar, no dia -a-dia e de jogo para jogo, e continuar ganhar tantas vezes .“Eu acho que um de seus traços mais valiosos tem sido a sua capacidade de adaptação”, afirmou John Roth, um analista de rádio em Duke. Os treinadores mais atentos sabem que mudou o modelo de jogo como, por exemplo, o contra-ataque e a forma de defender os bloqueios directos. Isto aconteceu depois de trabalhar com alguns treinadores da NBA que fazem parte do seu seu “ staff “ nas Selecções dos Estados Unidos. Com a entrada de novas escolas, a competição na ACC (Atlantic Coast Conference ) está também a mudar. Isto significa que Duke e o seu treinador , face a novos conceitos e estilos de jogo, também terão de ajustar, mais uma vez, o modelo de jogo. Sendo mais específico, os Blue Devils vão ter de passar a defender à zona. Não sendo totalmente estranha, raramente a usaram no passado, mas hoje faz parte integrante da sua forma de jogar. Adicionar a zona ao seu repertório não é algo que possa ter sido feito no meio da temporada . Para defender tão bem como têm feito no últimos jogos, certamente treinaram muitas horas. Acredito contudo que a defesa agressiva de “homem -a- homem”,marca da escola, será sempre a defesa preferida do treinador de Duke. Com uma mentalidade aberta e disposto a continuar a aprender, “K” explicou porque ajusta : “Na competição defronto sempre os melhores treinadores , o que me obriga a pensar e a ser diferente”.

Vai continuar a ganhar

Odiar Duke é fácil e entende-se : eles são muito bons. Só sabem ganhar. Recebem muita atenção. Recrutam grandes jogadores. Mas pode alguém realmente não gostar de Mike Krzyzewski? Isso é possível ? Claro que não. Acabado o último jogo com mais uma vitória, o mais provável é que, seguindo o exemplo de Alex Ferguson ou Mourinho, também ele se tenha sentado a descansar e a beber um bom vinho . Não perdeu certamente muito tempo com este jogo. Só o viu mais uma vez , como faz sempre e, em seguida, passou logo para o próximo. Krzyzewski , não vive do passado. O mais importante é mesmo o presente.

Foto: West Point – The U.S. Military Academy (Flickr)

Mário Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.