Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

A vez das flechas

André Eusébio · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

De acordo com o nosso exercício mental de percorrer as posições dos atletas em campo, só nos faltava uma colocação: o ala. Rápidos como setas disparadas por arcos, estes são – regra geral – os jogadores mais céleres na quadra.

Voluntariosos e altruístas, os extremos (outro nome possível para a posição) jogam mais nas pontas. Podem ajudar o base noutro tipo de tarefas, quer defensivas quer ofensivas, mas também podem ter um papel mais proativo no ataque, desempenhando a vez de marcadores de cestos importantes: duplos e triplos. Autênticos ratinhos atómicos, pede-se sabedoria na hora da decisão e a não precipitação em lances de velocidade corrida, pois o espaço é pequeno e ao mínimo erro a bola pode passar para mãos alheias, sempre indesejáveis na procura da vitória.

Ala, um velocípede desportos.colorir.com
Ala, um velocípede
desportos.colorir.com

Como num concurso de tiro com arco na Idade Medieval; os alas são assim mesmo. Com uma velocidade Furiosa (onde é que já ouvi este nome antes?), são lestos na direção dos pontos. Também tal e qual como na Idade Média, a que muitos historiadores insistem em chamar Idade das Trevas, são guerreiros incansáveis, de armadura, escudo e sica.

Dizem que o período compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente, no século V, e o início da Idade Moderna (século XV) foi uma noite de dez séculos. Não creio. Aliás, nem partilho da ideia. Se houve a (dura) Inquisição, os três males – “da fome, da peste e da guerra, Livrai-nos, Senhor!” – e tantas outras coisas, também houve uma luz nesta noite escura. Inspirou Tolkien com a sua Terra Média. Havia as Romarias e Confrarias, Cantigas de Amigo e Trovadores, mas… muito mais importante foi a musa para este artigo que tive o prazer de escrever para vós. Vivam os alas!

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.