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A competição contará, no sector feminino , com Portugal, que na época passada surpreendeu tudo e todos, em Matosinhos, ao conseguir o 2 lugar no Campeonato da Europa de Sub 16, dando-lhe o direito de pertencer ao grupo das 16 melhores equipas mundiais da categoria. Esta será a primeira vez que uma seleção portuguesa, contabilizando todos os escalões, marca presença numa fase final de um campeonato do mundo.

Fonte: FIBA
Os Estados Unidos são os crónicos vencedores da prova que teve o seu início em 2010 (joga-se de dois em dois anos ). Com 3 medalhas de ouro e um saldo de 23 jogos sem perder, contam este ano com uma equipa em que apenas duas atletas têm experiência internacional: Aquira DeCosta (St. Mary’s H.S./Stockton, Calif.) e Sedona Prince (Liberty Hill H.S./Liberty Hill, Texas). São naturalmente candidatos a ganhar em Saragoça.
O apuramento das 16 seleções foi garantido, na época passada, no escalão de Sub 16, nas Competições continentais da FIBA: cinco lugares para a Europa, quatro para as Américas, três para a a Ásia, duas para África e uma para a Oceania.
O sorteio não foi muito favorável a Portugal: ficámos no grupo D e vamos ter de defrontar o Brasil (uma das seleções mais fortes da prova que em 2015 derrotou os Estados Unidos no escalão de Sub 16); a equipa da casa a Espanha, sempre candidata a uma medalha (Portugal ganhou-lhes em Matosinhos) e o Mali, teoricamente a mais acessível (mas que derrotou a Itália no mundial anterior).
Nos oitavos de final, as equipas do Grupo D vão cruzar-se com as do Grupo C (Estados Unidos, Itália, República Checa e Coreia) por ordem inversa à da classificação.
As atletas convocados para a importante competição já estão escolhidas: Ana Jesus (GDESSA), Ana Ramos (CD Póvoa), Beatriz Jordão (CRCQ Lombos), Catarina Lopes (SC Coimbrões), Cláudia Viana (CRCQ Lombos), Constança Gonçalves (Sport Algés e Dafundo), Eliana Cabral (GDESSA), Luana Serranho (GDESSA), Mariana Silva (CD Torres Novas), Maryam Chermiti (União Sportiva), Susana Carvalheira (SC Braga) e Tess Santos (SL Benfica).
Equipa preparada
A seleção nacional tem estado concentrada faz já algum tempo. Tem treinado muito e já esteve presente num torneio em Itália, averbando derrotas nas partidas realizadas com a Espanha e com a Itália. Isolados no canto da Europa temos falta de competição internacional, o que nos limita grandemente as aspirações .
Não faz pois muito sentido, mesmo sabendo que vivemos num tempo em que o dinheiro não abunda e que não se conseguiu garantir o jogo com a Nigéria, andar a jogar com equipas seniores boas ou más . Provavelmente poderíamos ter menos dias de treino mas mais jogos competitivos com seleções que vão participar no mundial para colocar em prática tudo aquilo que tem sido treinado de forma a detectarmos a tempo as carências e virtudes e testar o modelo de jogo para clarificar o papel das jogadoras.

Fonte: FPB
É sabido que a participação num evento como o Mundial exige um planeamento adequado, condições de excelência e tranquilidade para se exigir o retorno nos resultados. A nossa seleção vale pelo colectivo e pela atitude determinada do treinador Agostinho Pinto.
Com limitações grandes no jogo interior e com Beatriz Jordão ainda condicionada fisicamente só mesmo com a aplicação total será possível sobreviver na “guerra” das tabelas. O recurso às defesas pressionantes e ás zonas podem ajudar a resolver este problema a exemplo do que se passou no Europeu.
Do mesmo modo a base Ana Ramos (MVP em Matosinhos) vai ter uma tarefa complicada e vai ter de jogar muitos minutos já que jovem Mariana Garrido, que merecia estar presente pelo que joga e pela dedicação à modalidade, não poderá participar no Mundial porque partiu um pé.
Mesmo limitados nas rotações a nossa equipa tem objectivos: “O nosso grande objetivo passa por vencer um jogo, já que não há um grande conhecimento sobre as outras equipas. O segundo objetivo é irmos o mais longe possível na competição, sendo que tudo poderá acontecer” afirmou o treinador.
O Mundial como motivação
A participação neste Mundial tem de ir um pouco mais além que o lema de Pierre Coubertin: “ O mais importante não é vencer, mas participar!”
O exemplo negativo do não aproveitamento da brilhante campanha no Europeu Masculino de 2007 (9º classificado) faz temer que a história se repita .
Ao contrário do sector masculino (em queda livre depois de 2007), os femininos conseguem graças ao trabalho de todos resultados de relevo nos escalões de formação aproveitar este Mundial como um factor de motivação extra é tarefa decisiva.

Fonte: FPB
O trabalho em desenvolvimento com as Seleções de Sub 15 (levou tempo , mas mais vale tarde que nunca…) é positivo e dá algumas esperanças. Perto estará também o dia em que os Sub 13 serão motivo de atenção e para isso nada melhor que começar por reformular o Torneio de seleções (Paços de Ferreira).
Com o futebol a apostar forte no feminino, é tempo do basquetebol acordar para a vida, aproveitando este evento para mobilizar as jovens com mais capacidades, sob pena de ficarmos com as sobras…
Foto de capa: Arquivo
Artigo revisto por Bárbara Mota












