Última horaChampions League: Manchester United humilhado em Como e Galatasaray derrota Lille em festa de golos
Publicidade

História feita: Portugal campeão europeu de Sub-20

Rodrigo Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Portugal foi campeão europeu de Futebol com Cristiano Ronaldo a sair lesionado na final. Foi campeão europeu de Futsal com Ricardinho a sair lesionado da final. Agora, chegou a vez da seleção sub20 masculina de Basquetebol ser campeã europeia – da Divisão B – com Neemias ‘Queta’ Barbosa a nem jogar devido a lesão.

Numa final contra a República Checa, a seleção portuguesa escreveu talvez a página mais brilhante da modalidade em Portugal ao bater os checos por 73-57. História que já tinha sido escrita no dia anterior ao bater a Rússia por 76-69. O europeu de 2020 será a primeira vez que uma seleção masculina de formação portuguesa vai estar na Divisão A.

Antes do torneio começar, apontava a Rússia como a grande favorita à vitória da competição, mas acreditava que Portugal pudesse estar nos três primeiros, não só pelo fator casa, mas pelo desenvolvimento que estes jogadores têm tido, principalmente na última temporada. A verdade é que a seleção correspondeu em pleno e mostrou que tem qualidade para estar um nível acima do que jogou este ano.

São três nomes principais, se me permitem, e nove que complementam muito bem este trio. Neemias ‘Queta’, Vladyslav Voytso e Rafael Lisboa são as grandes figuras desta geração, mas que tem em Jorge Embaló um ‘monstro’ defensivo, em Francisco Amarante um excelente elemento coletivo e que Rui Palhares mostrou nesta final que Portugal não vive apenas de Queta na posição de Poste.

Uma lesão no joelho afastou Neemias ‘Queta’ da final
Fonte: FPB
Quanto ao jogo da final, existe uma regra não escrita na modalidade que hoje se cumpriu na integra. É o terceiro quarto o mais importante do jogo, porque o intervalo adormece o ritmo e entrar de forma forte é decisivo, até porque depois restam 10 minutos para corrigir o resultado. É claro que todas as equipas sabem isso, mas conseguir ser mais forte é algo diferente e Portugal conseguiu, ao vencer este quarto por 27-11. Este foi o grande destaque do jogo e foi onde a nossa seleção garantiu este título. O espírito coletivo foi determinante, principalmente quando faltava o elemento com mais nome desta seleção.

Este foi um Europeu perfeito em vários níveis, como as excelentes casas que o Pavilhão de Matosinhos teve, pelo jogo praticado pela nossa seleção, mas mais importante, por mostrar que em Portugal também se pode praticar Basquetebol de alto nível. Recordar que Portugal venceu todos os jogos que fez nesta competição, num total de sete jogos e onde a vitória mais apertada foi mesmo a com a Rússia no jogo das meias finais, ao vencermos por sete pontos.

O Basquetebol em Portugal estava morto há uns 6/7 anos. Lentamente, mas com passos firmes, tem crescido. Ainda falta alguma visão para que a modalidade se assuma definitivamente por cá. Este resultado pode ser muito importante para que se dê o passo em frente que falta para tornar a modalidade mais atrativa para todos no nosso país. Eu, como amante da modalidade, espero mesmo que sim.

Foto de Capa: FPB

Rodrigo Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Fabiano Freitas | Um velho conhecido das águias

Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.  Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero. 

Jorge Afonso · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.