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Portugal terminou no 10.º lugar (tinha sido 6.º campeonato em 2015) após derrota na última jornada com a Holanda, por 66-61. O objectivo mínimo foi cumprido, ficamos na Divisão A, contudo este Europeu sabe a pouco, pois face ao potencial da equipa e ao empenho do treinador, Eugénio Rodrigues, não ficam dúvidas que podíamos ser capazes de chegar mais longe.
O papel dos treinadores

Foto: FPB
No sector feminino o papel dos treinadores tem sido determinante na evolução da modalidade. Formam um grupo coeso e voltaram a estar em força no banco das Sub 20 onde tivemos seis treinadores e ex-treinadores , o que é inédito mas facilita em muito a tarefa de quem orienta .
Portugal contou com jogadoras muito experientes ,a maioria começou a competição internacional em 2011/12 , com particular destaque para a poste Maria Kusturkova que já vai no terceiro Campeonato de Sub 20 .
Pena que não se tenha conseguido no tempo certo contar também com a atleta Jovan Nogic (fez médias neste Europeu 12, 4 pontos com 37% nos triplos ) que fez toda a sua formação na ABL (Sport Lisboa e Benfica ) mas que optou pela Servia .
A nota final é positiva, se levarmos em consideração o passado da modalidade. Uma competição desta envergadura obriga a jogar sempre no limite e sem grandes oscilações. O potencial desta geração faz pensar contudo que podemos ainda fazer mais , para isso nada melhor que definir desde o primeiro dia objectivos mais ambiciosos e pensar que também podemos fazer historia.
A estatística final da competição mostra que a Espanha foi a selecção mais eficaz ,e por isso ganhou. Já Portugal tem indicadores muito positivos (3º lugar na eficiência) mas não conseguiu melhor que o 10º lugar. Por outro lado o facto de termos ganho à Espanha na jornada inaugural (única derrota na prova) reforça o anteriormente escrito relativamente à ambição .
Na actualidade somos 12º na Europa das jovens e 23º a nível Mundial, o que é meritório. O sonho tem de continuar: é possível fazer sempre melhor e não podemos voltar a pensar modesto com a tal história da “manutenção” .
A maioria das jogadoras volta a ter idade para um novo Europeu no próximo ano , onde só podemos mesmo ser candidatos a um lugar de destaque …
Em oposição com os escalões de formação, Portugal, não consta na lista FIBA Europa para as Seniores (22 países classificados). Mesmo com o condicionalismo da coincidência entre as provas do calendário Universitário Norte Americano e as da FIBA é tempo de apresentar resultados nas mais velhas…

Até porque como diz e bem a base Catarina Bernardeco : “Se conseguimos de forma continua estar entre as selecções de elite no basquetebol jovem , um dia poderemos também fazer o mesmo nas Seniores . Só temos de continuar a trabalhar com intensidade“.
O modelo jogo apresentado
Gestão equilibrada das jogadoras , com cinco atletas a jogarem mais de vinte minutos de média, e outras tantas a suplantarem os dez minutos. Carolina Bernardeco foi a mais utilizada contabilizando no total 193 minutos.
Equilíbrio nas acções ofensivas com preponderância na utilização final do “Pick and rol”, com boas leituras e uma preocupação evidente de utilizar o jogo interior , o que aumentou claramente o numero de soluções e permitiu muitas finalizações sem grande oposição ou ainda para atrair as ajudas. Preocupação dominante foi jogar na transição ofensiva. Com bases que soltam a bola e jogam de cabeça levantada a tarefa dos “trailers” fica facilitada e muitos pontos fáceis foram assim obtidos. No entanto nem sempre foi uma arma segura pois a equipa falhou várias situações em vantagens numéricas.
Tacticamente a equipa não teve grandes problemas no atacar ás várias defesas apresentadas. Mesmo com algumas coreografias curiosas seleccionou muitas vezes bem os lançamentos , contudo nem sempre foi constante e eficaz nos lançamentos de campo ( 33% nos Triplos e 43% nos Duplos ). Razoáveis nos lances livres ( 65%) , assim como na media de pontos marcados (66). Defensivamente a equipa foi agressiva e defendeu muitas vezes em todo o campo , com o recurso frequente à Zona Press 2.2.1. para recuperar na maioria das vezes à zona em meio campo (2.1.2.) . Faltou apenas alguma consistência e paciência para manter os equilíbrios defensivos durante os 24 seg.

Fonte: FPB
Carolina Gonçalves em destaque
Importante no rendimento da equipa nacional foi o contributo das atletas que actuam nos Estados Unidos : Carolina Bernardeco (Old Dominion ), Simone Costa (Independence College ), Chelsea Guimarães (Georgia Tech ) e Maria Kostourkova (Washington State ). Fisicamente estão mais fortes e com maior confiança nas suas capacidades . O futuro da modalidade passa, naturalmente, muito pela sua evolução futura.

Fonte: FIBA
Contudo a atleta da Quinta dos Lombos Carolina Gonçalves mostrou que em Portugal também é possível evoluir, desde que se jogue e treine a um nível intenso . Foi claramente a nossa jogadora mais regular e por isso não surpreende ter sido a 13ª jogadora mais eficaz da prova .

Fonte: FIBA
A italiana Cecilia Zandalasani com um jogo final de sonho foi consagrada MVP e em teve em Laura Quevedo (Espanha), Julie Allemand (Bélgica) , Aleksandra Crvendakic(Sérvia) e Raisa Musina (Rússia) como companha no cinco ideal.
Classificação Final :
1.º – Espanha
2.º – Itália
3.º – Rússia
4.º – Sérvia
5.º – Bélgica
6.º – França
7.º – Letónia
8.º – Polónia
9.º – Holanda
10.º – PORTUGAL
11.º – Bósnia e Herzegovina
12.º – Suécia
13.º – Turquia
14.º – Grécia
15.º – Eslováquia
16.º – Alemanha
Foto de capa: FIBA








