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Basquetebol: Cook(ing) mais um título?

Rodrigo Fernandes · 3 min

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– Ouh, já sabes que o vencedor dos triplos no All Star da NBA de 2009 vem jogar para o Benfica?
– Poh, já não bebes é mais nada hoje que isto já te está a fazer mal.

Este diálogo não aconteceu comigo, mas pode bem ter acontecido com alguém que tenha estado num dos muitos festivais de verão que o nosso país tem por estes dias. Afinal não estamos habituados a ter jogadores deste calibre entre nós.

Mas para os mais distraídos, é verdade, o Benfica anunciou na sexta feira a entrada de Daequan Cook para o seu plantel. Trata-se de um jogador que, além de ter vencido o concurso de triplos já citado antes, conta ainda com um vice campeonato da NBA em 2011 e pode dizer que já foi colega de equipa de Wade, Durant, Rose ou Harden, por exemplo.

Apesar de nunca ter sido um jogador de topo na NBA e de não apresentar grandes números, não deixa de ser estranho ver este jogador vir parar a Portugal, mas a verdade é que cá está e pode ser o motivo para um renascimento do basquetebol masculino português, que mais morto do que atualmente só se não existisse. Isto faz com que, apesar de não ter grandes números, em Portugal terá capacidade de ser “o pai de todos”, como já li por aí.

Cook com o troféu de vencedor dos triplos em 2009 Fonte: serbenfiquista
Cook com o troféu de vencedor dos triplos em 2009
Fonte: serbenfiquista

A atenção mediática que pode vir com a chegada do jogador – assim como o regresso do Porto à Liga – é muito importante para o desenvolvimento do nosso basket, que nos últimos anos se viu ultrapassado a nível de popularidade pela grande maioria das modalidades de pavilhão.

Mas voltemos ao tema principal deste artigo, a chegada de Daequan Cook ao Benfica e ao basket português. Neste momento vai com 28 anos e vem de França, onde vem do Rouen Basket, uma das equipas mais fracas da primeira divisão francesa, mas de onde saiu como terceiro melhor marcador com uma média de 15,9 pontos/jogo. Para os menos habituados a estas andanças estes números até parecem bons e, de facto, são, mas para um jogador com este currículo e que foi escolhido em 21.º no Draf da NBA (2007) espera-se sempre mais além, que seja realmente o motor da equipa.

Cook vem com a tarefa de substituir Jobey Thomas, o anterior “pai de todos” do Benfica, e deve conseguir cumprir esta tarefa, já que qualidade não lhe falta. Mas vamos ao passado na NBA da nova estrela do campeonato português. Como já está em cima, foi escolhido no Draft de 2007 pelos Philadelphia 76ers em 21.º. Apesar disso, nunca jogou pelos 76ers e rumou aos Miami Heat, na altura uma equipa sem grande rumo na ressaca do título de 2006 e na antecâmara dos Big Three (Wade, James e Bosh) de 2010.

Na Florida, durante os três anos em que esteve – saiu precisamente quando chegaram os Big Three – participou em 179 jogos na fase regular e em sete nos Playoff em 2009, em que conseguiu 5.3 pontos/jogo. Foi em Miami que teve os seus melhores anos na competição, com destaque para o seu ano de Rookie, em que conseguiu 8.8 pontos, três ressaltos e 1.3 assistências por jogo, apesar de no seu segundo ano (08-09) ter conseguido chegar aos 9.1 pontos.

O vermelho e branco já faz parte dos equipamentos à muito Fonte: si.com
O vermelho e branco já faz parte dos equipamentos há muito
Fonte: si.com

Foi também em 2009 que atingiu o seu ponto alto a nível individual, ao vencer o concurso de triplos com 19 marcados em 30. De Miami foi para Oklahoma, onde viveu os seus melhores anos a nível coletivo. Nos Thunder atingiu a final da NBA em 2012, que a sua equipa viria a perder para a sua antiga equipa.

Na temporada seguinte mudou-se para Housten mas ficou pouco tempo nos Rockets, tendo-se mudado em janeiro para os Chicago Bulls, onde terminou a época e a sua passagem pela NBA. Em 2013 mudou-se para a Europa e foi para a Ucrânia, seguindo para a Alemanha em 2014, e a temporada passada esteve então em França.

Esta temporada, que no basket ainda não começou, o Benfica parte novamente como favorito. Mas se andar a brincar como o ano passado pode ser que seja surpreendido por um Porto que também está a reforçar-se muito bem. Relembro que os dois vão participar na nova competição europeia, a FIBA Europe Cup. Esta competição quer ser a “Liga Europa” do basket, mas para os principais clubes europeus é mais vista como a terceira competição europeia.

Imagem de capa: ESPN

Rodrigo Fernandes

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