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Espanha 95-75 Argentina: defesa espanhola sobrepõe-se e garante segundo título mundial

António Pedro Dias · 3 min

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A Espanha é campeã do mundo de basquetebol. Os espanhóis derrotaram a Argentina na final disputada em Pequim e fecharam o torneio só com vitórias, juntando esta vitória à de 2006, mantendo-se invencíveis em finais de Campeonatos do Mundo da modalidade. Foi um domínio avassalador, do início ao fim, de uma seleção que prima pela facilidade com que controla cada partida, algo que ficou demonstrado novamente na final.

O primeiro período começou e terminou da mesma maneira: com a defesa espanhola a complicar a velocidade dos bases argentinos. A Espanha esteve quase sempre no controlo dos primeiros dez minutos, ditando o ritmo do jogo e conseguindo mais facilmente impor tanto o seu ataque como a sua pressão defensiva. Pelo meio houve ainda uma resposta argentina, proporcionada por um aumento da agressividade defensiva, o que trouxe contra-ataques do outro lado.

O segundo quarto do jogo continuou igual ao primeiro, com a Espanha a iniciar a todo o gás. A defesa espanhola voltou a criar problemas, principalmente a Luis Scola, que terminou a primeira-parte do jogo sem pontos. Depois, o maior número de opções de qualidade dos europeus ajudou ao aumento da vantagem e, por isso, a resposta dos argentinos foi rapidamente travada.

A Espanha chegou ao intervalo com uma vantagem de doze pontos, dominando em quase todas as vertentes do jogo e parecendo claramente no controlo da final. O esforço espanhol era coletivo e a vantagem devia-se a esse facto, porém, Rudy Fernandez, Ricky Rubio e Willy Hernangomez eram quem mais brilhava. Do lado argentino, Nicolas Laprovittola, Nicolas Brussino e Facundo Campazzo iam mantendo a sua equipa dentro do jogo, mas a Argentina precisava de mais do que apenas contra-ataques e pequenos parciais.

Rudy Fernandez, aqui a assistir Marc Gasol, foi a figura maior da primeira-parte de domínio espanhol
Fonte: FIBA

Na segunda-parte, a Espanha não só manteve o que já vinha fazendo como ainda conseguiu melhorar e colocou o jogo fora de alcance logo no terceiro período. A dupla Gasol-Rubio apareceu e logo o jogo acabou. Já não houve resposta argentina, a defesa dos espanhóis controlou sempre os melhores jogadores da seleção sul-americana e tudo estava resolvido quando ainda faltavam dez minutos para jogar.

O quarto período ainda trouxe uma Argentina à procura de um milagre, mas nunca a vitória da Espanha esteve em dúvida, com a vantagem a nunca descer dos doze pontos. No fim, a força da seleção espanhola simplesmente acabou com a energia dos argentinos e a diferença pontual reflete bem aquilo que se passou na partida.

Ricky Rubio, Sergio Llull e Marc Gasol acabaram por ser demasiado para a equipa argentina, com os dois bases em destaque na organização do ataque e Gasol, que garante títulos na NBA e Mundial na mesma época, a comandar uma defesa que não deu hipóteses. Na Argentina, Gabriel Deck, Laprovittola e Campazzo ainda tentaram, mas a seleção espanhola foi demasiado forte.

A FIGURA

Fonte: FIBA

Ricky Rubio – Dominou e controlou como quis a final, como só um base de elite consegue. Definiu os ritmos de jogo, assistiu os colegas e ainda acabou como melhor marcador da sua seleção, com 20 pontos marcados. Uma exibição tremenda de um jogador que esteve em bom plano durante todo o torneio.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FIBA

Luis Scola – Depois de um excelente torneio e tantos elogios, fica difícil perceber o jogo que Luis Scola fez hoje. A defesa espanhola e a idade desculpam muita coisa, mas oito pontos e apenas um em dez de lançamentos de campo é uma participação demasiado pobre na final para a estrela maior da equipa.

Foto de Capa: FIBA

artigo revisto por: Ana Ferreira

António Pedro Dias

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