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Previsão dos prémios individuais da NBA: MVP #1

Diogo Silva · 4 min

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Com a longa paragem que a pandemia provocou no desporto mundial, os responsáveis da NBA repensaram na forma de atribuir os prémios individuais (que apenas são atribuídos no final da época)  e optaram por apenas avaliar a perfomance dos atletas até à data 11 de Março (data do cancelamento da liga).

Dito isto, tudo o que acontece na “bolha” em Orlando, não entra para as contas. Aliás, para auferir maior entusiasmo e mais um aliciamento para os adeptos, a liga norte americana anunciou que iria haver prémios específicos apenas para o momento do pós-suspensão (Damian Lillard acabaria por ser anunciado como MVP da “bolha”).

Ora, com o recomeço da competição, a NBA anunciou os nomeados aos respetivos prémios individuais: MVP, defensor do ano, jogador com maior evolução, rookie do ano, treinador do ano e o sexto homem do ano.

Neste artigo iremos avaliar as escolhas para o prémio de jogador mais valioso (MVP) e tentar determinar o vencedor justo para o respetivo prémio.

Foto de capa: NBA

MVP- Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks)

O troféu individual que todos os anos acarreta maior atenção é o de jogador mais valioso. Apesar de o vencedor deste ano parecer unânime entre todos os especialistas, a verdade é que a disputa foi muito interessante. Para além dos acostumados a estas nomeações (James Harden e LeBron James), tivemos ainda outras estrelas a entrarem neste debate de MVP. Entre os quais, Luka Doncic, sendo que o jovem esloveno atuou a um nível incrível a temporada toda e apenas no seu segundo ano de liga.

Mas retomando à questão central, os nomeados para este prémio foram então James Harden, LeBron James e Giannis Antetokounmpo. O grego entrava para esta época com o título de MVP da temporada transata e com o dever de defender a coroa, no entanto James Harden e LeBron James não pretendiam ficar atrás.

Harden foi, pelo 3º ano consecutivo, o melhor marcador da NBA.
Fonte: NBA

Com a permuta nos Rockets, que enviou Chris Paul para OKC e Russell Westbrook para o franchise de Houston, Harden beneficiou em certa parte do desacerto de Westbrook e falta de entrosamento inicial do base norte americano na equipa, realizando números utópicos, chegando a ter uma média de 38 pontos por partida até dezembro. Apesar disso, com o recuperar da boa forma, Westbrook equilibrou um pouco a balança ofensiva de Houston e Harden baixou naturalmente no volume de pontos que estava até então a realizar.

Ainda assim, Harden terminou com médias fantásticas de 34.4 pontos, 7.4 assistências e 6.4 ressaltos por jogo, sublinhando novamente este ano, que é um dos melhores jogadores a atuar na liga norte americana. O que irá provavelmente afastar Harden da corrida de MVP será o recorde da equipa (44-28), na medida em que se apresenta incomparável aos recordes de LeBron e Giannis.

A dupla AD-James patenteou ser uma das mais letais na liga.
Fonte: NBA

A primeira época de «King James» com os Lakers não foi de todo a desejada, ao passo que pela primeira vez na sua carreira, o astro norte americano não marcou presença nos playoffs. A direção e os responsáveis dos Los Angeles Lakers não ficaram apáticos com tal insucesso e rapidamente alteraram várias peças de modo a encaixar o All Star Anthony Davis na equipa. Tal aconteceu e a mudança foi abrupta.

A equipa de Los Angeles, atingiu o primeiro lugar na complicada conferência Oeste e LeBron James claramente destacou-se entre os demais. É certo que defensivamente, apesar dos bons números em roubos de bola e desarmes de lançamento, não se tem apresentando a um nível assertivo e consistente, demonstrando inclusive, várias vezes algum desleixamento.

Contudo, na vertente ofensiva, James apresentou-se transfigurado e um autêntico multifunções, contribuindo de forma decisiva no sucesso ofensivo da equipa. Funcionando como um base e principal transportador de bola da equipa, era James que tinha a liberdade na tomada de decisão e na criação de lançamentos para si e para os seus colegas.

O atleta de 35 anos, passado 17 épocas, liderou pela primeira vez a liga em assistências-dado este que ratifica bem a preponderância de LeBron na ofensiva dos Lakers. Para além disso, James obteve uma percentagem muito positiva em lançamentos de campo (49%) e assegurou uma média de 1.2 roubos de bola por partida. Dito isto, «king» James terminou a temporada regular com 25.7 pontos, 10.6 assistências e 7.9 ressaltos por jogo, assegurando que apesar da idade, o nível a que joga mantém-se elevadíssimo.

Por fim, Giannis Antetokounmpo. O atleta grego fez aquilo que poucos pensavam ser possível, conseguindo evoluir os seus números de uma época MVP para outra. Para além de coletivamente ser de longe o mais influente (em ambas as vertentes do jogo), Giannis liderou a equipa a um primeiro lugar na conferência Este e executou umas médias absurdas para o tempo de jogo que o mesmo arrecadou (30.9 minutos por partida). Além disso, o jogador de 25 anos destacou-se entre os demais nas estatísticas avançadas e lidera a liga em PER (Player Efficiency Rating) e BPM (Box Plus/Minus).

Aliás, ao nível do PER (estatística que demonstra a eficiência de um jogador), Antetokounmpo realizou a melhor época da história da liga (31.9), ultrapassando a lenda Wilt Chamberlain (31.82). São factos difíceis de suprimir, que não só reforçam o estatuto do grego enquanto craque na atual liga, como também de lenda. E sim, ele apenas tem 25 anos…

Giannis Antetokounmpo, por fim, não deixa grandes dúvidas da sua excelência e realizou uma época de uma consistência incrível, com médias de 29.6 pontos, 13.7 ressaltos, 5.8 assistências e ainda 1 desarme e 1 roubo de bola por partida.

Em suma, o «greek freek» dado à sua eficiência, consistência, estatísticas e influência no recorde de vitórias conseguido pelos Milwaukee Bucks (53-12), merece ser o MVP deste ano.

Diogo Silva

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