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Últimos rumores sobre Kyrie Irving, possíveis trocas e a “free agency”

Diogo Valente Vieira · 7 min

Foto: NBA

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Com as finais e o Draft da NBA de 2022 agora no espelho retrovisor, caminhamos a todo vapor em direção à “free agency” e à tão aguardada época de trocas. A “free agency” começa a 30 de junho, período no qual todas as equipas terão a possibilidade de executar negociações entre si.

Espera-se, consequentemente, que haja um ritmo alucinante de trocas a serem concretizadas nas próximas semanas, com alguns jogadores notáveis ​​​​já apontados a possíveis novos destinos. Aliás, a própria conclusão do Draft ajudou a pintar uma imagem melhor de como a movimentação das estrelas da Liga Norte-Americana de Basquetebol se irá desenrolar.

Os Detroit Pistons sacrificaram uma escolha de primeira ronda no Draft de 2025 para adquirir Jalen Duren. Já os Washington Wizards optaram por manter a 10ª escolha em vez de trocá-la por ativos mais experientes. Por sua vez, a decisão dos New York Knicks em trocar a única escolha da primeira ronda que possuíam foi talvez a maior surpresa da noite, cujos efeitos serão certamente transferidos para a próxima fase da «offseason» da NBA.

Com base no que aconteceu durante o Draft, o leitor não deverá ficar surpreendido se as seguintes previsões se tornarem realidade.

Foto de Capa: NBA

A DUPLA DE SONHO QUE PODE CATAPULTAR OS HAWKS AO SUCESSO

Os Atlanta Hawks vão ser uma das equipas mais ativas nesta «offseason», uma vez que todo o plantel em torno de Trae Young encontra-se instável e abaixo das expectativas. Após chegar às finais da Conferência Este em 2021, os Hawks desceram drasticamente de rendimento na última temporada regular e foram facilmente eliminados pelos Miami Heat na primeira ronda dos play-offs.

Deste modo, o conjunto orientado por Nate McMillan estará à procura de um nome de peso para complementar a sua jovem estrela. Um potencial alvo para Atlanta? Dejounte Murray, base dos San Antonio Spurs que se tornou All-Star pela primeira vez na temporada passada.

De acordo com Jake Fischer, jornalista do Bleacher Report, as discussões mais significativas de San Antonio sobre Murray parecem ocorrer com os Atlanta Hawks, num negócio que enviaria John Collins para aos Spurs. Fischer acrescenta que os Hawks, entre outros objetivos da «offseason», têm explorado várias opções para adicionar um driblador dinâmico e especialista defensivo ao lado de Trae Young no cinco inicial.

Para que haja um acordo entre as duas partes, seria também necessário necessário três escolhas de primeira ronda para San Antonio libertar o craque de 25 anos. Murray vem de um ano excepcional em San Antonio, onde asseguroou a sua primeira aparição no jogo dos All-Star e esteve perto de registar médias de triplo-duplo ao longo da temporada: 21.1 pontos, 8.3 ressaltos e 9.2 assistências por jogo.

Contudo, existe, entre os executivos da NBA, a ideia de que San Antonio ainda está aberto a uma reconstrução prolongada, e a extensão de contrato inevitavelmente cara de Murray aproxima-se rapidamente. O seu atual contrato de quatro anos e 64 milhões de dólares deve expirar em 2024, e espera-se que Murray receba um salário máximo condicente com a sua produção atual e progressão de habilidades.

Se os Hawks desejam um defensor talentoso e distribuidor de jogo para aliviar o fardo de Trae Young, Murray obrigatoriamente tem que estar no topo da lista. Atlanta foi a 26º classifcada no ranking defensivo da última temporada, uma lacuna que seria colmatada com a chegada de um jogador conhecido pelo seu porte físico impressionante para um base (1,93m de altura e uma envergadura de braços de 2.0828m).

Ainda assim, os responsáveis máximos pela equipa de Atlanta têm que se apressar, pois existem outras equipas interessadas em adquirir um base titular, nomeadamente, os New York Knicks. Caso os Hawks tenham a pretensão de encontrar uma alternativa mais viável em termos salariais, D’Angelo Russell é a opção mais indicada, tendo em que os Minnesota Timberwolves estão ativamente à procura de colocação para o base de 26 anos.

DE OLHOS POSTOS EM AYTON E BRIDGES

Talvez a consequência mais significativa da troca de Jerami Grant para Portland é a súbita flexibilidade financeira da qual os Detroit Pistons podem usufruir. Como tal, a equipa de Cade Cunningham e companhia tem sido constantemente associdada como um destino favorável para jogadores como Deandre Ayton, Mitchell Robinson, Miles Bridges, Jalen Brunson e Collin Sexton na «free agency».

Embora os Pistons não possam adquirir todos estes jogadores mencionados, Detroit agora deve ter mais de 50 milhões de dólares disponíveis, isto já com a expectativa de que os Pistons acionem as cláusulas estabelecidas  nos contratos de  Hamidou Diallo e Luka Garza.

Detroit sempre pareceu ser a maior ameaça para oferecer a Ayton o salário máximo que o jogador e os seus representantes tão claramente cobiçam. Agora, os Pistons poderão gastar mais de 30 milhões dólares para garantir os serviços de Ayton e ainda perseguir outros ativos que possam reforçar uma equipa já blindada com a presença de Jaden Ivey e Jalun Duren, serm esquecer o contributo regular de Saddiq Bey.

No entanto, o Draft de 2022 pode ter alterado os planos de Detroit a longo prazo. Os Pistons escolherem Jalen Duren na 13ª posição da primeira ronda, o primeiro «poste» (pivot) tradicional que havia à disposição. Dado que a equipa ainda tem Isaiah Stewart, a 16ª escolha geral em 2020, para a mesma posição , será que os Pistons necessitam desesperadamente de dar o contrato máximo a Ayton?

Talvez o dinheiro possa ser melhor gasto num ativo com outras caraterísticas e que preencha uma posição fragilizada do plantel. Embora Ayton seja uma estrela em ascensão e provavelmente um futuro All-Star, Miles Bridges, que representou a faculdade de Michigan State, poderia ser um alvo surpresa.

Com a saída de Grant, Bridges iria assumir o lugar de ala-pivot titular da equipa, isto após registar uma média de 20.2 pontos, 7.0 ressaltos e 3.8 assistências, com uma eficácia de 49,1%,  ao serviço dos Charlotte Hornets no ano passado. E, à semelhança da situação de Ayton com os Suns, existe hesitação por parte dos Hornets em oferecer a folha salarial máxima a Bridges, o que pode facilitar o negócio.

BRUNSON A CAMINHO DO MSG?

A inevitável guerra por Jalen Brunson entre os Dallas Mavericks e o New York Knicks será uma das histórias mais fascinantes da «free agency».

De um lado, temos os Mavs, que podem oferecer a Brunson um quinto ano de contrato e mais dinheiro no geral. Do outro, os Knicks, que podem convencer Brunson ao torná-lo na referência da equipa, sem esquecer o incentivo de jogar às ordens do seu pai, Rick, treinador-adjunto em Nova Iorque.

Tendo em conta os seus objetivos, os Knicks saíram do draft da NBA de 2022 na condição de profetas ou o fracasso foi tal que poderá haver outra revolução completa no seio da organização. A «free agency» deste ano ajudará a decidir qual destes irá tornar-se realidade.

Apesar de ter a possibilidade de selecionar um novato com potencial na 11ª posição, New York optou por uma alternativa arrojada. A recompensa dos Knicks foram três escolhas de primeira ronda em 2023, provenientes dos Oklahoma City Thunder, embora os Knicks tenham desistido de uma para se libertarem do de Kemba Walker, ao mesmo tempo que arrecadaram uma escolha de Draft em 2025 através do Milwaukee Bucks.

Quando a poeira finalmente assentou, os Knicks pouparam 9,2 milhões de dólares do seu teto salarial e agora terão entre 16 milhões e 18 milhões para gastar na ”free agency”. Sem nenhum base titular no plantel, os Knicks vão apostar tudo por Brunson, mesmo que isso signifique oferecer salário adicional.

Embora seja verdade que o jogador de 25 anos poderia ganhar mais dinheiro se assinasse pelos Dallas Mavericks, Brunson nunca seria a principal referência da equipa de bola com Luka Doncic por perto. Ainda que RJ Barrett e Julius Randle façam a sua parte na criação de jogadas, Brunson terá total liberdade para organizar à sua imagem o ataque dos Knicks e tornar-se uma das estrelas do plantel.

Os Knicks poderão precisar de abrir mão de mais um contrato (Nerlens Noel ou Alec Burks seriam os mais fáceis), mas Brunson eventualmente irá assinar um contrato de quatro anos e 100 milhões de dólares com os New York Knicks, com grandes possibilidades de  desempenhar o papel que nunca teria em Dallas. Tom Thibodeau garante o seu base ideal, ao mesmo tempo que a organização junta futura escolhas de Draft para renovar progressivamente o plantel.

No fundo, um retorno positivo que justifica o pequeno sacrifício realizado.

Diogo Valente Vieira

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