FC Porto 80-76 SL Benfica: Organização + Pedro Pinto

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A CRÓNICA: XEQUE-MATE DE PEDRO PINTO LEVA FC PORTO À FINAL DIANTE O SPORTING CP

À entrada para esta meia final, FC Porto e SL Benfica já tinham conhecimento do adversário que iriam encontrar na final. Era o Sporting CP, que assistia comodamente ao clássico que prometia uma luta equitativa até final. E assim foi.

O início da partida pintou-se de azul e branco, com o FC Porto a entrar autenticamente “a matar”, culminando num parcial inicial de 12-4. Apesar disso, o SL Benfica ainda conseguiu equilibrar as contas e o primeiro quarto terminou sem qualquer timeout e com o marcador bastante equilibrado (24-22). O ajuste no primeiro quarto deveu-se muito ao lançamento para jogo de Rafael Lisboa e Eric Coleman. Ambos permitiram aos encarnados encontrar estabilidade na execução de pontos e acarretar mais energia no processo defensivo.

A organização portista manteve-se no ataque e a estabilidade ofensiva benfiquista não se prorrogou. Dito isto, o segundo quarto manteve a toada do início do primeiro, não obstante Carlos Lisboa tenha manifestado maior insatisfação com o que acontecia dentro de campo. Lisboa pediu dois descontos de tempo, mas o FC Porto manteve-se por cima dos acontecimentos e alargou a vantagem para 7 pontos de vantagem no final do segundo quarto. Destaque evidente para a dupla de bases portista (Amarante e Tinsley), já que foram os dois a operar a equipa portista no processo ofensivo, juntando à sua capacidade de definição uma eficácia elevadíssima em lançamentos de campo (66% e 80% respetivamente, com 21 pontos no total). Do lado benfiquista, era Quincy Miller quem mais tentava dar a volta ao jogo, executando 8 pontos ao intervalo.

À saída dos balneários, a personalidade portista manteve-se, mas a eficácia não. Em adição, um SL Benfica mais altruísta e paciente na procura dos melhores executantes conseguiu, num espaço de 6 minutos, dar a volta à partida. O SL Benfica afastou-se do FC Porto com um parcial de 25-11, no final do terceiro quarto.

Apesar da remontada do SL Benfica, o base menos utilizado até então (Pedro Pinto), conseguiu, a par de Tinsley, recentrar o FC Porto na luta pelo jogo. Foram 10 pontos por intermédio de Pedro Pinto no período decisivo, fazendo o xeque-mate da partida e mostrando-se destemido quando mais importava. A contrastar a excelente atuação no último quarto, Bryce Alford não só não aguentou nenhum dos bases portistas no momento defensivo, como também teve uma execução paupérrima no momento de lançar ao cesto.

Tudo somado, o FC Porto vence à justa, mas com justiça, tendo prevalecido a organização portista e a definição de Pedro Pinto na vitória por 80-76, diante o SL Benfica.

A FIGURA

Pedro Pinto (FC Porto) – Apesar de desaparecido diante a maioria do encontro, foi quando “a mão mais treme” que o internacional português guiou o FC Porto à vitória diante o SL Benfica. Em apenas 17 minutos, Pinto executou 15 pontos, sofreu 8 (!) faltas e fez duas assistências. A par de Pinto, destaque ainda para os restantes bases azuis e brancos (Tinsley e Amarante), que também atuaram a um grande nível.

O FORA DE JOGO

Bryce Alford (SL Benfica) – Provavelmente um dos piores jogos da carreira para Alford. Apenas acertou 1 lançamento em 11 tentados (9% em lançamentos de campo) e cometeu, inúmeras vezes, erros básicos em termos do seu posicionamento defensivo, permitindo cestos fáceis aos adversários diretos. Um jogo para esquecer.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A «turma» de Moncho López alinhou com um 5 forte fisicamente e com a dupla de bases Francisco Amarante e Tinsley, funcionando o base português como o principal transportador da bola e principiador das jogadas ofensivas do FC Porto. Em jogo posicional ofensivo, o treinador espanhol explorou a amplitude física dos jogadores interiores e encontrou espaços a partir daí, permitindo espaço de ação para os melhores executantes exteriores. Moncho López trabalhou muitos lançamentos, essencialmente através de variações entre «handoffs» e bloqueios diretos, após um passe do base que se encontra no eixo central do campo. Defensivamente, o FC Porto organizou-se numa defesa individual cerrada e extremamente pressionante no portador da bola.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Francisco Amarante (7)

Bradley Tinsley (8)

Miguel Queiroz (6)

Larry Gordon (6)

Eric Anderson Jr (7)

 SUBS UTILIZADOS

Voytso (-)

Pedro Pinto (9)

Jalen Riley (5)

Tanner Mcgrew (6)

João Soares (7)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa comandada por Carlos Lisboa alinhou com um cinco inicial experiente e compacto, sendo Jackson o jogador mais jovem (24 anos) do 5 lançado pelo técnico português. Taticamente falando, a abordagem inicial não foi, com certeza, a desejada, sendo que o SL Benfica sentiu bastantes dificuldades em atingir o cesto, com excepção a movimentos individuais protagonizados pelas principais referências encarnadas. Com a entrada de Coleman, o SL Benfica explorou mais o jogo interior e conseguiu tirar vantagens a partir do pick and roll, alimentando a capacidade criativda de Demond Carter e Quincy Miller-Scott. Em organização defensiva, a equipa do SL Benfica fez uma defesa ao homem a meio campo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Quincy Miller-Scott (8)

João Gomes (5)

Bryce Alford (2)

Demond Carter (6)

Cameron Jackson (6)

SUBS UTILIZADOS 

Eric Coleman (6)

Fábio Lima (-)

Tomás Barroso (3)

Rafael Santos (7)

Arnette Hallman (-)

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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