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Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.
Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.
Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.
Depois da ilha da Madeira, navegamos até aos Açores para levar até si o guia do SC Lusitânia. Siga connosco!
Foto de capa: FPB
SC LUSITÂNIA
Classificação final época 2020-2021: 6º lugar
Treinador: Nuno Barroso
O SC Lusitânia foi, a par do Imortal, a equipa sensação da LPB. A forma como valorizou jogadores – veja-se o caso de Temidayo Yussuf – e como deu respostas aos obstáculos colocados no caminho, fez da equipa dos Açores uma das melhores a jogar em Portugal.
Este ano, a dar continuidade ao trabalho de Nuno Barroso, o SC Lusitânia procura repetir os triunfos do ano transato e, se possível, chegar um pouco mais longe nos playoffs. Ainda assim, de salientar que a tarefa complicou-se.
O plantel desta temporada apresenta-se algo desfigurado e com pouca profundidade, sendo que a perda de vários jogadores, tais como Sérgio Silva, Keven Gomes, e do restante grupo de estrangeiros, significa uma reestruturação praticamente de raíz.
Como tal, o SC Lusitânia apresenta-se como uma equipa que ainda não dá segurança para afirmar que fará igual (ou melhor) que no ano passado, apesar da pré-época ter oferecido traços de muita competência.
A equipa surpresa no Liga Placard de Basquetebol até agora é a Lusitânia. A equipa açoreana está 4-1 e no 4º lugar.
Uma das surpresas é o base Sérgio Silva de 24 anos. É neste momento o 2º jogador com mais assistências na Liga e tem apontado 12 ppg (4º melhor português). pic.twitter.com/jKSrDeW8vO
— Oito (@camisola8) November 13, 2020
Competência, mas também experiência. Duas palavras que rimam, mas que também traduzem um pouco da matriz procurada por Nuno Barroso, isto é, jogadores que sejam competentes na função que desempenham, mas que, simultaneamente tenham já muitos anos de basquetebol.
O jogador mais jovem da equipa é Devon Goodman com 24 anos de idade. A média de idades do plantel açorianos é de 28.
PRINCIPAIS CONTRATAÇÕES
Sai Sérgio Silva e Montwell Goodwin (ambos para equipas da concorrência) e entram Francisco Amiel, Jacob Gibson e Goodman. Um trio de bases bastante interessante.
𝐀 𝐜𝐡𝐚𝐦𝐩 𝐨𝐧𝐜𝐞 𝐚𝐠𝐚𝐢𝐧 🏆
Congratulations to Francisco Amiel ‘19 on winning a national championship in his second season with @Sporting_CP!#GoGate pic.twitter.com/ZvOwgkz9BC
— Colgate Men’s Basketball (@ColgateMBB) June 9, 2021
Amiel, à procura da época de afirmação, chega para assumir as rédeas do ataque açoriano, não obstante Goodman – jogador de cariz semelhante -, caso ambos não ‘casem’ dentro de campo, seja uma boa dor de cabeça para Nuno Barroso.
Não incluo Gibson na concorrência pela posição 1, uma vez que o base apresenta características distintas e será um jogador para funcionar essencialmente offball, ou seja, mais à procura do espaço e dos seus lançamentos, ainda que tenha boa capacidade no capítulo da criação de jogo com bola. Podemos até dizer que Gibson terá um papel semelhante ao de Max Landís no FC Porto.
Ao nível da posição 5, a equipa do SC Lusitânia segurou a contratação de Julien Ducree – poste de 2.06 metros, muito móbil e capaz fisicamente – e Alexander Thompson – mais versátil e capaz do ponto de vista do lançamento. Dois jogadores que, resultado da escassez de extremos e de jogadores fortes em zonas interiores, terão muito tempo de jogo.
A ESTRELA
Jacob Gibson, 27 anos. Chega aos Açores com indicativos positivos, principalmente no que à capacidade de tiro diz respeito. É capaz de atirar de qualquer zona do terreno, mas na linha dos três pontos fará bastante dano ao longo da época.
É também um jogador que costuma obrigar a uma marcação cerrada, que irá permitir mais espaço de ação a outros jogadores tais como Amiel ou Goodman por exemplo.












