Publicidade

A lenda do Wade dos playoffs

António Pedro Dias · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Para muitos, a madrugada de segunda para terça-feira trouxe uma viagem no tempo patrocinada por Dwyane Wade. A prestação do número três de Miami em Philadelphia empatou a série entre as duas equipas, mas não foi apenas um acontecimento isolado. Wade ainda tem alguns truques na manga e este é exatamente o momento do ano que ele mais gosta de os usar. Repitam comigo: Dwyane Wade não está acabado.

Reza a história que em 2003, diretamente da Universidade de Marquette, chegou à NBA um jovem rápido e “bom de bola”. Escolhido a seguir àqueles que viriam a ser seus colegas de equipa (LeBron James e Chris Bosh), um Carmelo Anthony de rastas e um Darko Milicic que ainda ninguém percebeu o que aqui faz, pelos Miami Heat, o rapaz provou o que valia logo na sua temporada de rookie. Na primeira ronda, frente aos Hornets, Wade bateu a buzina e deu a vitória à sua equipa. Na sua estreia. Numa série que terminaria 4-3 para os Heat.

No seu terceiro ano, Wade ascendeu definitivamente ao Olimpo da NBA. Depois de marcar o cesto na vitória no jogo All-Star, o “Flash” haveria de chegar às finais da NBA com os seus Heat. Os Mavericks entraram com tudo, venceram os primeiros dois jogos em casa e colocaram a pressão na turma de Miami. Wade respondeu à chamada, marcou 42 pontos no jogo três, 36 no jogo quatro e 43 no jogo cinco, levando a série novamente para o Texas com os Heat na frente. No jogo seis, Wade voltou a fazer 36 pontos e os Heat levantaram pela primeira vez o troféu. Dwyane Wade rubricou uma das melhores performances de sempre das finais da NBA.

A 27 de fevereiro, Wade já tinha avisado os Sixers com um período final memorável
Fonte: Miami Heat

Depois disso, Wade viria a ganhar mais dois títulos com os Heat: em 2012 e em 2013. Em 2016, Pat Riley deu Wade como garantido, ofereceu menos do que o base/extremo pedia e este saiu para jogar em Chicago, a sua terra-natal. Um ano depois, surgiu Cleveland. Mas nunca Wade foi o mesmo que havia sido em Miami. E por isso, com todos os problemas colocados para trás das costas, os Heat garantiram o regresso do seu melhor jogador de sempre em fevereiro deste ano. Perto do fim do mês, Wade já fazia o que melhor sabia novamente e ia avisando os 76ers para o que haveria de acontecer. 27 pontos, 15 deles no quarto período e o cesto da vitória na visita dos Sixers a South Beach.

Na segunda-feira passada, mais um olhar sobre aquilo que é e sempre foi Dwyane Wade. Após uma tareia no jogo um, os Heat precisavam de algo novo. E esse “algo novo” foi o homem de 36 anos que tantas vezes salvou Miami no passado, provando que a classe é eterna. Frente ao jovem esquadrão dos Sixers, Wade veio do banco para contribuir com 28 pontos, acertando 11 dos seus 16 lançamentos e roubando a vantagem caseira aos 76ers. Erik Spoelstra e os colegas de Wade sabem que este não fará apenas jogos destes daqui para a frente, até porque a marcação deverá apertar agora. Mas o “Flash” que se tornou “Father Prime” ainda tem muito para dar a este jogo. Assim, repitam comigo: Dwyane Wade não está acabado.

Foto de Capa: NBA

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.