A lenda do Wade dos playoffs

- Advertisement -

Para muitos, a madrugada de segunda para terça-feira trouxe uma viagem no tempo patrocinada por Dwyane Wade. A prestação do número três de Miami em Philadelphia empatou a série entre as duas equipas, mas não foi apenas um acontecimento isolado. Wade ainda tem alguns truques na manga e este é exatamente o momento do ano que ele mais gosta de os usar. Repitam comigo: Dwyane Wade não está acabado.

Reza a história que em 2003, diretamente da Universidade de Marquette, chegou à NBA um jovem rápido e “bom de bola”. Escolhido a seguir àqueles que viriam a ser seus colegas de equipa (LeBron James e Chris Bosh), um Carmelo Anthony de rastas e um Darko Milicic que ainda ninguém percebeu o que aqui faz, pelos Miami Heat, o rapaz provou o que valia logo na sua temporada de rookie. Na primeira ronda, frente aos Hornets, Wade bateu a buzina e deu a vitória à sua equipa. Na sua estreia. Numa série que terminaria 4-3 para os Heat.

No seu terceiro ano, Wade ascendeu definitivamente ao Olimpo da NBA. Depois de marcar o cesto na vitória no jogo All-Star, o “Flash” haveria de chegar às finais da NBA com os seus Heat. Os Mavericks entraram com tudo, venceram os primeiros dois jogos em casa e colocaram a pressão na turma de Miami. Wade respondeu à chamada, marcou 42 pontos no jogo três, 36 no jogo quatro e 43 no jogo cinco, levando a série novamente para o Texas com os Heat na frente. No jogo seis, Wade voltou a fazer 36 pontos e os Heat levantaram pela primeira vez o troféu. Dwyane Wade rubricou uma das melhores performances de sempre das finais da NBA.

A 27 de fevereiro, Wade já tinha avisado os Sixers com um período final memorável
Fonte: Miami Heat

Depois disso, Wade viria a ganhar mais dois títulos com os Heat: em 2012 e em 2013. Em 2016, Pat Riley deu Wade como garantido, ofereceu menos do que o base/extremo pedia e este saiu para jogar em Chicago, a sua terra-natal. Um ano depois, surgiu Cleveland. Mas nunca Wade foi o mesmo que havia sido em Miami. E por isso, com todos os problemas colocados para trás das costas, os Heat garantiram o regresso do seu melhor jogador de sempre em fevereiro deste ano. Perto do fim do mês, Wade já fazia o que melhor sabia novamente e ia avisando os 76ers para o que haveria de acontecer. 27 pontos, 15 deles no quarto período e o cesto da vitória na visita dos Sixers a South Beach.

Na segunda-feira passada, mais um olhar sobre aquilo que é e sempre foi Dwyane Wade. Após uma tareia no jogo um, os Heat precisavam de algo novo. E esse “algo novo” foi o homem de 36 anos que tantas vezes salvou Miami no passado, provando que a classe é eterna. Frente ao jovem esquadrão dos Sixers, Wade veio do banco para contribuir com 28 pontos, acertando 11 dos seus 16 lançamentos e roubando a vantagem caseira aos 76ers. Erik Spoelstra e os colegas de Wade sabem que este não fará apenas jogos destes daqui para a frente, até porque a marcação deverá apertar agora. Mas o “Flash” que se tornou “Father Prime” ainda tem muito para dar a este jogo. Assim, repitam comigo: Dwyane Wade não está acabado.

Foto de Capa: NBA

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Carlos Carvalhal lamenta erros repetidos e revela: «Na realidade, não contava com Ibrahima Ba nem Gustavo Sá»

Carlos Carvalhal analisou os empates a zero frente ao Crystal Palace e Lens no Torneio de Como e refletiu sobre as mudanças no plantel.

Negócio fechado: PSG vende outro ponta de lança e mudança ultrapassa os 45 milhões de euros

Randal Kolo Muani vai abandonar os quadros do PSG. O ponta de lança prepara-se para regressar à Juventus, onde já esteve cedido.

AS Roma entra na corrida por defesa que já foi apontado ao Benfica

A AS Roma entrou na corrida por Konstantinos Koulierakis, defesa central que foi associado recentemente ao Benfica.

Nacho Fernández recorda experiências com José Mourinho e Cristiano Ronaldo: «Conhecendo-o como o conhecemos…»

Em entrevista ao jornal As, Nacho Fernández abordou o regresso de Jose Mourinho ao Real Madrid e a meta dos 1000 golos de Cristiano Ronaldo.

PUB

Mais Artigos Populares

Ricardo Horta e o interesse da Arábia Saudita: «Gosto de desafios e acho que estar no Braga dá-me esse desafio»

Ricardo Horta fez a antevisão ao segundo embate entre Braga e Pancevo Zeleznicar para a 2.ª pré-eliminatória da Conference League.

Impasse por Andreas Schjelderup: Benfica tenta renovar mas não descarta venda

Andreas Schjelderup rejeitou a proposta de renovação do Benfica. O extremo português tem contrato com o clube até 2028.

Carlos Vicens em antevisão ao Braga x Zeleznicar Pancevo: «Procurar a vitória do primeiro ao último minuto»

Carlos Vicens realiza a antevisão do Braga x Zeleznicar Pancevo, da segunda mão da 2.ª pré-eliminatória da Conference League.