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Aquela que é uma das competições mais seguidas no mundo inteiro começou à cerca de seis semanas. E como tal, quero fazer aqui um briefing sobre a competição, analisando individualmente cada uma das equipas, referindo as principais revelações e desilusões e também as notícias que já marcaram os diversos franchises.
Fica aqui a breve análise vinda de alguém que começou a acompanhar activamente a NBA há pouco tempo.
Dallas Mavericks

Os Dallas Mavericks foram notícia na offseason pela aquisição daquele que é o maior prodígio do basquetebol europeu. Após trocarem a sua pick com os Atlanta Hawks, os Mavs asseguraram a contratação de Luka Doncic, que segundo muitos, só não foi a primeira escolha simplesmente, por ser europeu.
A contratação do miúdo de 19 anos revitalizou um franchise que procurava reencontrar-se após o título conquistado em 2011, fazendo jus ao lema de que a noite do draft é a noite em todos os sonhos se concretizam. Esperava-se que o maior candidato ao prémio de Rookie of the Year formasse dupla no backcourt com o também jovem Dennis Smith Jr, mas o treinador Rick Carslie tinha outros planos. Luka Doncic tem sido aposta na posição de power forward, onde os seus pontos fortes podem ser mais explorados, como por exemplo, a sua capacidade para a ler as situações de bloqueio direto. E a verdade é que Doncic tem-se saído muito bem nas suas novas funções, visto que tem uma média perto dos 20 pontos por jogo.
Para além de Luka Doncic e Dennis Smith Jr., Dallas ainda conta no seu 5 titular com os atiradores Harrison Barnes e Wesley Matthews, que tem estado a realizar a sua melhor temporada no conjunto do Texas. Para completar o cinco, há o reforço DeAndre Jordan, que é a principal referência defensiva da equipa, podendo ser candidato a Defensor do Ano. No banco, os jogadores mais relevantes são o porto-riquenho JJ Barea (jogador com maior média de assistências) e o shotting guard Dorian Finney-Smith. Já a principal cara do franchise Dirk Nowitzki, tem estado a recuperar de uma lesão no tornozelo, esperando-se que auando recuperar, também dê o seu contributo a partir do banco.
A mistura de juventude e experiência no “cinco base” da equipa mostra que os Mavs têm um pé no presente e o outro no futuro. As nove vitórias nos primeiros 18 jogos mostram que a equipa poderá ambicionar um dos últimos lugares de acesso ao play-off, mas a ausência deste também não será considerada de todo uma época decpcionante, ainda para mais na poderosa Conferência Oeste.
Denver Nuggets

Depois de na época passada terem sido afastados do play-off de forma dramática, tem sido uma das boas surpresas neste início de época. Com uma streak de 10 vitórias nos primeiros 11 jogos, o clube do Colorado mostrou que tem capacidade para chegar à postseason. O ponto alto da época foi para a vitória por 100-98 sobre os Golden State Warriors, vitória essa que seria segurada já ao cair do pano com um desarme de lançamento de Juan Hernangómez.
Nikola Jokic é um poste com um cérebro de base, Paul Millsap é a principal referência defensiva da equipa, Jamal Murray continua a subir degraus na sua evolução (fez 48 pontos contra os Boston Celtics) e Gary Harris vai-se afirmando como um dos melhores shotting guards da NBA. Will Barton lesionou-se após dois jogos com uma média de 16,5 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências. Durante a sua ausência, Juan Hernangómez e Torrey Craig têm alternado entre si na posição de small forward. Para além de um 5 inicial bastante sólido, o banco ainda possui um conjunto de opções muito válidas, tais como Trey Lyles, Monte Morris, Malik Beasley e Mason Plumlee.
Outro dos pontos de relevo da equipa orientada por Mike Malone tem sido a melhoria significativa do desempenho defensivo da equipa. Aquele que era visto como o ponto fraco da equipa, passou a ser uma das 10 melhores defesas da NBA, algo impensável no início da época.
Com um conjunto de jogadores bastante regular e estas melhorias na defesa, a equipa tem tudo para chegar ao play-off. Isto, sem esquecer que subir as montanhas do Colorado até ao Pepsi Center para defrontar esta equipa, será uma tarefa muito complicada para qualquer franchise.
Golden State Warriors

O que posso dizer da época dos actuais bi-campeões da NBA? Bem, tudo estava a correr dentro da normalidade com 10 vitórias nos primeiros 11 jogos e com a derrota em Denver a mostrar ser apenas um mero percalço.
O principal destaque ia para o facto de Stephen Curry e Klay Thompson já terem superado os 50 pontos num jogo, com o segundo a bater o record de lançamentos triplos convertidos num jogo: 14 lançamentos de três pontos no jogo contra os Chicago Bulls. O reforço Jonas Jerebko mostrava-se como bom elemento vindo do banco, tendo inclusive sido decisivo na vitória contra a sua antiga equipa em Utah.
A coisa começou a dar para o torto na derrota no reduto dos Milaukee Bucks, num jogo onde Stephen Curry se lesionou. Dois jogos depois no reduto dos LA Clippers, a equipa voltaria a sucumbir no prolongamento, mas o jogo destacou-se pela discussão acesa entre Kevin Durant e Draymond Green que fez correr muita tinta na imprensa. Actualmente, sem Curry e Green devido a lesão, a equipa atravessou a pior série dos últimos cinco anos, com quatro derrotas consecutivas.
Há quem diga que isto pode ser o pronúncio do fim de uma dinastia, mas também há quem diga que não passa de uma fase passageira que irá terminar quando os lesionados recuperarem. Resta-nos esperar para ver…
Houston Rockets

Os Houston Rockets tem sido das equipas mais faladas neste início de época, e não tem sido pelos melhores motivos. Mas para ser justo, posso dizer que a época do conjunto do Texas até ao momento se divide em duas fases.
A primeira fase foi aquela em que os todos os receios que os adeptos ganharam na offseason se confirmaram. Primeiro, a defesa, que já era o ponto fraco da equipa, ficou ainda mais frágil após as saídas de Luc Mbah a Moute e de Trevor Ariza. Segundo, com excepção de James Ennis III, os reforços contratados não encaixam no modelo de jogo de Mike D’Antoni. Terceiro, o reforço mais sonante do franchise, Carmelo Anthony, voltou a não aceitar o seu papel de “actor secundário” depois de já ter passado pelo mesmo problema em Oklahoma.
Um início de temporada com cinco derrotas nos primeiros seis jogos e sucessivos maus desempenhos defensivos fez com que Jeff Bzdelik regressasse da reforma para ser o coordenador defensivo da equipa. As coisas melhoraram ligeiramente, mas a persistência dos maus resultados e os desempenhos aquém de Carmel Anthony levaram o front office a discutir o futuro com o dez vezes all-star, cuja sentença levou a que Melo ficasse afastado da equipa, não jogando mais pelos Rockets até ser encontrada uma solução para o seu futuro.
Resolvidos estes problemas, as coisas assentaram na quadra, com a equipa de Mike D’Antoni a conseguir uma sequência de cinco vitórias consecutivas. Os protagonistas, são os suspeitos do costume. James Harden tem melhorado o seu desempenho defensivo, sendo neste momento um dos jogadores da NBA com maior média de roubos de bola. Já o poste Clint Capela tem coleccionado vários duplos-duplos, mostrando ser o underdog daquela equipa.
Só o futuro dirá se esta equipa é realmente capaz de destronar os Golden State Warriors e atingir o topo na Conferência Oeste, mas o seu registo actual de nove vitórias e nove derrotas não é o mais convincente.
Los Angeles Clippers

Em pouco mais de um ano, os Clippers perderam o seu Big3 composto por Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan. Mesmo assim, com as lesões e as saídas importantes, o treinador Doc Rivers (que até ao último Verão era também o General Manager da franquia) tem conseguido manter a equipa competitiva. Com 13 vitórias em 19 jogos (inclusive vitórias contra os Rockets, Bucks e Warriors), os Clippers afirmam-se como um dos candidatos a surpreender nesta época.
Avery Bradley e Patrick Beverley formam um dos melhores backcourts defensivos da NBA. Na sombra, estão o rookie Shai Gilgeous-Alexander (10ª pick) e o Sixth Man of The Year da época passada Lou Williams. A dupla no frontcourt composta por Danilo Gallinari e Tobias Harris garante 35 a 40 pontos por jogo, contribuindo em grande parte para o facto dos Clippers terem um dos 10 melhores ataques da NBA. Já na posição de center, Marcin Gortat, Montrezl Harrel e Boban Marjanovic dividem os minutos entre si.
O trabalho de Doc Rivers a reconstruir a equipa é notável. Resta é saber se a Clippers Curse não voltará a ditar as suas leis e as lesões voltam a assombrar o plantel e a custar uma ida ao play-off.
Los Angeles Lakers

Previa-se que o espectáculo estava de volta aos 16 vezes campeões da NBA. A contratação de LeBron James fez reacender a luz dourada que se foi apagando após a retirada de Kobe Bryant. Fora o melhor jogador do mundo, o franchise já possui um conjunto de jogadores interessante. De um lado, a experiência de Rajon Rondo, Lance Stephenson, Michael Beasley e JaVale McGee; do outro, a juventude de Lonzo Ball, Kyle Kuzma, Brandon Ingram e Josh Hart.
Apesar de tudo, o início de temporada dos Lakers foi inconstante. Seis derrotas nos primeiros dez jogos levaram a imprensa a colocar o nome do treinador Luke Walton debaixo de fogo. Essa situação levou o General Manager Magic Johnson a intervir a público, declarando que Luke Wlaton não a ser despedido e que ambos se tinham reunido apenas para discutir pontos que a equipa necessitava de corrigir.
Pouco depois seria anunciada a contratação de Tyson Chandler. O jogador que tinha sido dispensado dos Phoenix Suns tornou-se mais uma opção para a posição de center, que era uma das lacunas da equipa. Após a sua chegada, os Lakers conseguiram uma streak de 9-2.
Como seria de esperar, LeBron James é dono e senhor da equipa, liderando em pontos, assistências, ressaltos e roubos de bola. Os jovens continuam a crescer, Rajon Rondo traz inteligência e criatividade ao backcourt, JaVale McGee tem dado um contributo importante na defesa interior, apesar da sua disponibilidade física só lhe permitir manter um nível elevado durante 20 a 25 minutos de jogo.
Apesar de tudo, anda há lacunas por colmatar nesta equipa. Estão entre as 10 piores defesas da NBA e a falta de um atirador de referência também se tem feito sentir. Apesar de ainda poder haver mudanças até à Trade Deadline, a equipa dos Lakers é candidata ao play-off, mas o mais esperado é que nove anos depois, King James volte a não marcar presença na final da NBA.
Memphis Grizzles

Depois de uma época marcada pela lesão grave de Mike Conley e pelo desentendimento de Marc Gasol com o então treinador Dave Fizdale, que acabaria por fazer com que o actual técnico dos Knicks fosse sucedido pelo adjunto JB Bickerstaff; o conjunto do Tennessee tem sido uma das maiores surpresas deste início da época. Os Grizzles possuem a melhor defesa da NBA e com apenas sete derrotas nos primeiros 19 jogos, assumem uma candidatura ao play-off.
Para além das duas principais caras do franchise, o grande destaque da equipa tem sido o rookie Jaren Jackson Jr (4ª pick), que se tem afirmado como uma das referência defensivas da equipa, bem como o reforço Kyle Anderson. Os reforços Garret Temple e Shelvin Mack têm mostrado boas percentagens de lançamento.
Os Memphis Grizzles são daquelas equipas que passam despercebidas e talvez por isso, pouco se fale do facto de estarem nos lugares cimeiros da Conferência mais competitiva, sendo das equipas que mais tem crescido em relação à época passada. Mas uma coisa é certa: o “Grit-and-Grind” está de volta! E se a surpresa se mantiver, talvez esteja em JB Bickerstaff um candidato a Treinador do Ano.
Minnesota Timberolves

O que é que os Minnesota Timberwolves e os Washington Wizards têm em comum? Ambas as equipas ficaram em oitavo lugar na Fase Regular das respectivas conferências, firam eliminados na primeira ronda do play-off e possuem um plantel tão rico em talento como em personalidades fortes.
A offseason ficou marcada pelo pedido de troca da principal cara do franchise, Jimmy Butler, sendo que este iria pairar por todo o balneário até a situação se resolver. A sua relação de amor-ódio com os jovens Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns também causava impacto no balneário.
Após um início de campeonato com quatro vitórias e quatro derrotas, uma streak de cinco derrotas consecutivas fez suar os alarmes, até que se deu o principal negócio da época, que levou o contrariado Jimmy Butler para Philadelphia, em troca com Dario Saric, Robert Covington e Jerryd Bayless. Depois deste negócio, os Wolves reencontraram o rumo e conseguiram uma sequência de 5-2, recolocando-se na luta pelo play-off.
Com a saída de Butler, que apesar de estar contrariado, continuava a ser a principal figura da equipa, principalmente na defesa; espera-se que a equipa seja liderada na quadra por Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns, juntamente com o renascido Derrick Rose. O extremo canadiano continua a garantir 15 a 20 pontos por jogo, sendo uma das principais referências ofensivas da equipa. KAT tem média de duplo-duplo e é visto como um dos postes mais dominantes da NBA no curto/médio prazo. Já o MVP da NBA mais jovem de sempre parece ter-se livrado dos fantasmas do passado, tendo conseguido relançar a carreira, com principal destaque para os seus 50 pontos (máximo de carreira) contra os Utah Jazz, sendo um candidato a Sixth Man of the Year. O concorrente de Derrick Rose na posição de point guard, Jeff Teague, tem-se destacado como playmaker, sendo o jogador com maior média de assistências e o rookie Josh Okogie (20ª pick) também tem tido uma estreia positiva na NBA.
A principal dúvida que muitos querem ver tirada, é ver como o treinador Tom Thidobeau irá gerir o plantel ao longo da época, visto que este é conhecido por rodar pouco o plantel e submeter o cinco inicial a uma grande sobrecarga.
New Orleans Pelicans

Depois de na última temporada terem atingido o Top 4 da Conferência, espera-se que esta seja a época de afirmação dos Pelicans. No entanto, o início de época bastante irregular que têm tido afasta-os desse objectivo. Depois de abrirem com quatro vitórias, seguiram-se seis derrotas consecutivas que fazem da inconsistência uma das características da equipa da “Big Easy”.
Uma das figuras da época tem sido o base Jrue Holiday. Para além de estar no auge da carreira, tem-se afirmado como o playmaker da equipa após a saída de Rajon Rondo, tendo já feito 7 duplos-duplos. E’Twaun Moore tem feito a melhor época da sua carreira. Elfrid Payton fez um início de época de bom nível até se lesionar, conseguindo um triplo-duplo no jogo inaugural contra os Houston Rockets.
O hispano-montenegrino Nikola Mirotic e o candidato a MVP Anthony Davis formam uma das duplas interiores mais dominantes da NBA. No entanto, também por aqui que passa um dos problemas da equipa, problema esse que reside na principal e praticamente a única referência da equipa vinda do banco: Julius Randle. A entrada de Julius Randle na quadra, faz com que Anthony Davis seja relegado para a posição de power forward, onde fica mais limitado e com menos espaço de acção. É na posição de center com dois extremos a esticar o jogo que AD23 consegue ser mais dominante.
Os Pelicans possuem um dos melhores ataques e uma das piores defesas da NBA. Como tal, é difícil dizer onde é que esta equipa poderá chegar. São candidatos ao play-off e a qualidade está lá, mas as lesões, a pouca profundidade do plantel, e as restrições do modelo de jogo podem ser um sério obstáculo.
Oklahoma City Thunders

Depois de terem desiludido na última temporada, a offseason dos Thunders ficou marcada por aquele que ficou apelidado de “Milagre de Presti”. O General Manager Sam Presti conseguiu convencer Paul George a permanecer no plantel quando este era dado como certo nos LA Lakers e ainda conseguiu despachar o contrariado Carmelo Anthony, livrando-se do seu contrato chorudo.
Não podendo contar com Russel Westbrook nos primeiros jogos da época devido a lesão, os Thunders tiveram um arranque na NBA péssimo, ao perderem os primeiros quatro jogos. Com o Sr Triplo-duplo já recuperado (e a lesionar-se mais tarde), a equipa de Billy Donovan reencontrou-se no campeonato, ao vencer 12 dos 15 jogos seguintes, com destaque para a vitória sobre os Golden State Warriors, num jogo que ficou marcado pelo primeiro triplo-duplo da época de Westbrook e pela lesão do rookie Hamidou Diallo (45ª pick).
Numa época em que ainda não puderam contar com Andre Robertson devido a lesão, na ausência de Russel Westbrook tem sido o alemão Dennis Schroder a assumir o seu lugar, com a equipa a ter um registo de 5-3 na ausência. Paul George e Steven Adams continuam a ser bastante influentes. Jerami Grant assumiu a vaga deixada por Carmelo Anthony no 5 titular e tem crescido a olhos vistos. Nerlens Noel tem mostrado utilidade a partir do banco, sendo o jogador da equipa com maior média de desarmes de lançamento.
Com os últimos resultados, os Thunders têm mostrado que querem e têm capacidade para fazer mais e melhor do que na época passada. Como tal, tudo o que não seja no mínimo, uma presença no Top 4 da Conferência, será uma má temporada para eles.
Phoenix Suns

Phoenix foi notícia na offseason pela aquisição na 1ª pick no draft de DeAndre Ayton e pela contratação de Igor Kokoskov para assumir o comando técnico da equipa, tornando-se assim no primeiro treinador europeu a ser treinador principal numa equipa da NBA.
A forma como o front office se mexeu mostrava claramente esta época seria para dar continuidade ao processo de reconstrução, sendo que os jovens contratados iriam ter tempo e espaço para errar e aprender. O desenvolvimento dos atletas mais jovens será o principal critério de avaliação de Igor Kokoskov nesta temporada.
Com um plantel que mistura juventude com experiência, as quatro vitórias até ao momento espelham os objectivos da equipa, que tem sido liderada na quadra por Devin Booker, TJ Warren e DeAndre Ayton. Entre as vitórias, o principal destaque vai para a vitória recente sobre os Milwaukee Bucks, conseguida já ao cair do pano com um lançamento de Jamal Crawford.
O play-off continua a ser uma meta distante para o conjunto do Arizona, mas certamente que a equipa tem capacidade para fazer melhor do que na época anterior, possuindo quatro vitórias até ao momento.
Portland Trail Blazers

Os Portland Trail Blazers têm uma imagem a limpar depois de na época passada terem brilhado na Fase Regular e posteriormente, terem levado uma tareia dos Pelicans na primeira ronda do play-off.
A offseason não trouxe mexidas relevantes que pudessem acrescentar algo de novo a uma equipa que nesta época continua a depender muito da produtividade ofensiva do backcourt composto por CJ McCollum e Damian Lillard, e do poder no jogo interior do bósnio Jusuf Nurkic.
A equipa orientada por Terry Stotts rapidamente se colocou nos lugares cimeiros da Conferência, graças à sua grande produtividade ofensiva. No entanto, a equipa tem mostrado um grande desequilíbrio, como mostra o facto de estarem entre os 10 melhores ataques e as 10 piores defesas da NBA.
O conjunto de Oregon tem todas as condições para marcar presença na postseason pela sétima temporada consecutiva. Mas a julgar pela constituição do plantel, dificilmente conseguirão fazer melhor do que aquilo que têm feito.
Sacramento Kings

A franquia que está há mais tempo sem ir ao playoff tem dado continuidade ao seu projecto de rebuild, sendo que este ano apresenta um dos conjuntos de jovens mais interessante da NBA.
O shotting guard das Bahamas Buddy Hield afirmou-se no 5 titular da equipa e tem rubricado grandes exibições, bem como o poste Willie Cauley-Stein, que fez duplo-duplo em sete jogos. A quinta pick do draft de 2017 De’Aaron Fox também tem crescido de forma notável, tendo feito um triplo-duplo contra os Atlanta Hawks. Poderão estar aqui três candidatos ao prémio de Most Improved Player.
O rookie Marvin Bagley III (2ª pick) tem dado o seu contributo a partir do banco de suplentes, bem como Bogdan Bogdanovic, que falhou os primeiros jogos da temporada devido a lesão. Outros jovens como Harry Giles e Frank Mason III também têm sido opção a partir do banco.
O treinador David Joerger tem conseguido construir uma equipa competitiva com um dos plantéis com menor média de idades da NBA. Na mais competitiva Conferência Oeste, a presença no play-off ainda não é um objectivo, mas este conjunto de jovens irreverentes pode muto bem causar uma surpresa.
San Antonio Spurs

O Verão dos Spurs ficou marcado por 4 acontecimentos. Primeiro, pelo negócio com os Toronto Raptors que trouxe DeMar DeRozan e Jakob Poeltl para San Antonio; segundo, pela retirada de Manu Ginobili; terceiro, pela saída de Tony Parker para os Hornets após quase 20 anos ao serviço dos Spurs; e por último, pela grave lesão de Dejounte Murray, que o deverá deixar a época inteira no estaleiro.
Com isto, a “Velha Raposa” Gregg Popovich teve de reconstruir a equipa, à imagem do que tem feito nos últimos anos. DeMar DeRozan e LaMarcus Aldridge têm sido as principais figuras da equipa, mas a principal revelação tem sido o atirador Bryn Forbes, que tem melhorado significativamente os seus números. Patty Mills e Marco Belinelli, os únicos sobreviventes da equipa campeã em 2014, têm sido as principais apostas vindas do banco.
A campanha inconstante que têm tido até ao momento levanta alguma apreensão nos adeptos texanos e as lesões podem ser um rude golpe na equipa e no objectivo de chegar ao play-off pela 23.ª época consecutiva. Mas Gregg Popovich já mostrou que para ele não há impossíveis.
Utah Jazz

Depois de terem sido uma das surpresas da última época, os Jazz têm sido uma das desilusões deste início de temporada. As 11 derrotas nos primeiros 20 jogos mostram que a equipa de Quinn Snyder está longe do objectivo das 50 vitórias na Fase Regular que o franchise delineou. O principal destaque pela negativa vai para a derrota por 118-68 em Dallas.
Donovan Mitchell continua a exibir-se a um grande nível e Rudy Gobert continua a ter uma média de duplo-duplo. Jae Crowder tem sido aposta regular e tem rubricado boas exibições a partir do banco, para fora ele, os restantes jogadores têm acrescentado pouco à equipa.
Um dos motivos para este mau arranque dos Jazz, tem sido a quebra significativa no desempenho defensivo da equipa. Depois de na época passada mostraram bastante equilíbrio entre os dois lados do campo, nesta temporada não têm mostrado a mesma consistência, estando entre as equipas com pior defesa na Conferência Este.
Compete ao grupo de trabalho analisar o que está a correr mal dentro da quadra. A qualidade está lá, mas apostas na continuidade enquanto os seus adversários directos se reforçam bem, não me parece ser um bom pronúncio. Como tal, é possível que voltem a marcar presença no play-off, mas dificilmente repetirão a campanha da última temporada.
Foto de Capa: Los Angeles Lakers












