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A poucos dias do draft da NBA, já todas as equipas têm as suas escolhas preparadas, esperando, claro, que alguém não escolha os jogadores que consideram ter o potencial mais elevado. Depois de termos apresentado, na semana passada, os últimos vinte lugares da primeira ronda, tentamos descobrir desta vez quem serão e onde irão jogar os dez principais jogadores deste draft de 2018. O talento é muito, falta saber onde calha…
10.

Philadelphia 76ers – Wendell Carter Jr., C (Duke): não sendo nenhum “monstro”, físico ou ao nível do talento, Carter é um dos jogadores mais certos do draft, com muito poucas fragilidades a apontar. O poste de Duke atuou todo o ano ao lado de Bagley, mas nem assim fugiu dos holofotes. Compensa a sua falta de altura na força e na envergadura, é muito bom ofensivamente perto do cesto, um ressaltador incrível e tem desenvolvido um tiro exterior. Os Sixers têm nos seus quadros um dos postes mais promissores da NBA em Joel Embiid, mas não há em Philadelphia uma alternativa que agrade suficientemente e que, em jogos em que seja necessária mais força interior, possa jogar ao lado do camaronês. Escolhendo Carter, os Sixers eliminavam essa preocupação para os próximos anos.
9.

New York Knicks – Miles Bridges, SF (Michigan State): foi durante grande parte da temporada a estrela maior dos Spartans, até toda a gente começar a dar conta das potencialidades de Jaren Jackson Jr. No entanto, isso diz mais do desenvolvimento de Jackson do que de algum tipo de queda no rendimento de Miles. O extremo tem alguns aspetos a melhorar para conseguir atingir o topo (o drible como maior preocupação), mas já é um marcador de pontos, com um físico e velocidade invejáveis que dará jeito a qualquer equipa. Neste caso, seria aos Knicks, que tirando Porzingis e Ntilikina, não têm grandes projetos de futuro e podiam muito bem elevar o seu nível com um extremo desta qualidade.
8.

Cleveland Cavaliers – Mikal Bridges, SF (Villanova): o grande acontecimento em Cleveland será, mais uma vez, a decisão de LeBron James. Mas enquanto isso não acontece, há uma importante escolha no draft a fazer. Devem os Cavs escolher alguém para jogar com LeBron ou para, quem sabe, se tornar a cara do franchise? No caso de Mikal Bridges, poderemos estar a olhar para o melhor dos dois mundos. Bridges é campeão nacional, tem crescido de ano para ano e tem ainda muito por onde evoluir. Com a defesa e tiro exterior como maiores armas, estaria pronto a jogar ao lado de LeBron. Caso LeBron saia, seria um projeto interessante para os Cavaliers, que poderiam ver até onde pode o seu jogo ofensivo realmente expandir. Neste momento, Mikal é um dos mais competentes jogadores do draft e será alguém com algo a acrescentar, qualquer que seja a equipa que acabe por escolhê-lo.
7.

Chicago Bulls – Michael Porter Jr., SF (Missouri): apontado durante bastante tempo como o melhor jogador desta classe, Porter acabou por cair nos rankings devido a uma lesão que o retirou da competição quase toda a época. Porém, caso o problema nas costas tenha desaparecido, Porter será, talvez, o roubo do draft. Isto porque dificilmente vai calhar nos cinco primeiros lugares, quando é um dos cinco melhores jogadores deste draft. O seu drible pode melhorar, o que o levaria para patamares tremendos, mas este marcador de pontos em catadupa é, já hoje, um jogador bastante completo. Em Chicago, daria mais uma excelente opção ofensiva a potenciar, ao lado de Markkanen e Lavine, três excelentes opções para um ressurgimento dos Bulls nos próximos.
6.

Orlando Magic – Trae Young, PG (Oklahoma): lembram-se quando Dwight Howard dominava a NBA perto do cesto? Foi na mesma altura e última vez que os Magic foram relevantes na liga. Desde então, um monte de disparates e, principalmente, uma incapacidade para escolher bem no draft ou desenvolver aqueles que souberam escolher por parte de uns Magic que continuam à deriva. Trae Young pode trazer nova vida a Orlando, numa posição claramente deficitária. O pequeno base exibiu flashes de Steph Curry na universidade, com a sua leitura de jogo e, principalmente, o seu lançamento “micro ondas”, que aquece com rapidez. Juntando-se a Aaron Gordon (caso este não saia) e Isaac como valores a desenvolver nas posições de extremo, Young pode ser a peça que falta para os Magic voltarem à relevância na NBA. Basta para tal acontecer que Trae confirme as expetativas que fizeram dele uma das grandes surpresas da temporada e um dos jogadores que mais subiu nas considerações dos scouts.
5.

Dallas Mavericks – Mohamed Bamba, C (Texas): numa altura em que se aproxima o fim da carreira de um dos mais revolucionários “big men” da NBA, é altura de chegar outro. Em Dallas, começa a dizer-se adeus a Dirk Nowitzki, mas este pode ser o draft do “olá” a Mo Bamba. Bamba é um poste diferente de todos os outros. A sua altura e, principalmente, envergadura são de fora deste mundo, oferecendo assim uma grande proteção do cesto. A isso juntamos um tiro exterior que vem crescendo e que coloca Bamba na categoria dos “unicórnios” que chegam à NBA. Para já, Bamba é apenas um projeto de jogador. Mas que projeto…
4.

Memphis Grizzlies – Jaren Jackson Jr., PF (Michigan State): foi notória, em Memphis, a ausência de Zach Randolph, um dos ícones dos Grizzlies neste século. A posição avançada num draft cheio de jogadores altos permite uma nova era na posição “4” e é isso mesmo que os Grizzlies vão procurar. Jaren Jackson não é uma grande presença interior, mas é exatamente o tipo de “stretch 4” que qualquer equipa quer ter hoje em dia na NBA. Alguém capaz de defender qualquer jogador e com tiro exterior. Jackson, um dos mais novos no draft, cumpre esses requisitos e ainda acrescenta o facto de ter um potencial, para já, sem aparente limite. Há muito por onde gostar no jogo de Jackson e haverá, certamente, muito espaço ainda para melhorar e surpreender quem não o conhece.
3.

Atlanta Hawks – Luka Doncic, PG (Real Madrid, Espanha): eu sou #TeamDoncic e assumo-o sem grande problema. Ao que parece, os Suns e os Kings não são e, por isso, os Hawks vão ter a oportunidade de fazer a melhor escolha deste draft. Doncic dominou o basquetebol europeu (tanto no clube como na seleção) com os seus dotes de playmaker. Doncic sabe jogar, sabe quando passar, penetrar ou atirar. É um jogador bastante físico, com excelentes (e raras) medidas para um base que peca apenas na velocidade e agilidade frente a bases realmente supersónicos. O esloveno Luka tem (quase) tudo o que se pode pedir a um base em 2018 e ainda tem tanto por onde melhorar, o que me faz crer que vai ser o melhor jogador desta classe. Daqui a uns anos podem vir buscar esta frase…
2.

Sacramento Kings – Marvin Bagley III, C (Duke): os Kings parecem querer apostar em Fox, Hield e Bogdanovic e daí deixarem passar Doncic para escolherem um poste. É já um bocado cliché dizer-se que este não é o típico “big men”, mas eu tenho de o dizer: Marvin Bagley III não é o típico “big men”. Há qualquer coisa de diferente em Bagley. Todo um jogo avançado perto do cesto, com tiro exterior. Tudo aquilo que queremos que o nosso center faça no ataque… mas no corpo de um 4, que pode na mesma ser o corpo de um 5. Bagley é toda uma confusão que tanto pode resultar numa estrela como num jogador mediano. Falta melhorar o aspeto defensivo, mas ofensivamente, Bagley tem tudo para ser uma força na liga.
1.

Phoenix Suns – Deandre Ayton, C (Arizona): não é surpresa para ninguém, mas para efeitos de suspense, com a escolha número um, os Phoenix Suns escolhem… Deandre Ayton! Uma força da natureza com um jogo requintado no ataque (perto e longe do cesto) e uma capacidade ressaltadora monstruosa, Ayton assume-se como o homem ideal para os Suns colocarem ao lado de Devin Booker de modo a trazer os Suns de volta à ribalta. Há algumas preocupações com a defesa de Ayton, principalmente no que concerne às trocas defensivas. Porém, tudo o resto aponta para um monstro que vai durar uns belos aninhos ao mais alto nível na NBA.
Foto de Capa:Sacramento Kings













