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Portugal perdeu no derradeiro encontro com a Suécia (48-52 ), ficou no 12º lugar e conseguiu assim a manutenção na Divisão (Grupo A). No ano anterior tínhamos sido 10º.
Ao longo do campeonato Portugal foi sempre competitivo. Em sete jogos ganhou três, dois deles contra a Bósnia e Lituânia que desceram de divisão e ainda teve direito a dois prolongamentos (Letónia e Bósnia).
No ataque, mesmo não lançando bem (35% lançamentos campo), Portugal perdeu poucas bolas (12,7 por jogo, o melhor registo da prova) e foi sempre competitivo.

fotos FIBA
Com Kosturkova, Chelsea e Jordão ausentes as dificuldades na luta dos ressaltos, pese a aplicação de Isabel Costa (6,7 (ressaltos média total), foram visíveis. Não se estranha pois que tenhamos sido a equipa que menos ressaltos conquistou na prova (média 35).
Na defesa, fomos quase sempre aplicados e organizados, recorrendo frequentemente a defesa à zona e às pressões em campo inteiro, o que já é marca nas equipas femininas.
A selecção nacional fez, como era espectável, uma rotação curta, recorrendo a apenas 7/8 jogadoras. Sinal de alguma fragilidade e que teve naturalmente reflexos na condição física e na quebra registada nos encontros finais. A intensidade é grande nestas competições o que pede um banco mais participativo.
Destaque para Carolina Gonçalves
A poste espanhola, Maria Araújo foi a MVP da prova. Marcou em média 13.6 pontos e conquistou 7.9 ressaltos por jogo.
No cinco “All Star “ ficaram ainda a sua companheira Maria Conde, Elizaveta Shabanova (Rússia), Agnes Studer (Hungria) e Annamaria Prezelj (Eslovénia).

Nas portuguesas, o destaque vai para Carolina Gonçalves. Empenhada na defesa (foi a atleta que mais bolas roubou, três por jogo) e eficiente no ataque (a segunda melhor marcadora da prova, com uma média de 20 pontos por jogo), no ranking final foi 20ª. Com o que já joga, justifica claramente um lugar na selecção sénior que brevemente entra em competição.
As bases estiveram bem, distribuindo bem a bola: Carolina Bernardeco com 3,9 assistências por jogo e Ana Rodrigues com 3,8 assistências.
O papel do treinador
Bem esteve o treinador nacional Eugénio Rodrigues. Cedo entendeu o que tinha a fazer para concretizar um objectivo bem definido: permanecer no Grupo A.
Sem as jogadoras interiores Maria Kosturkova, Chelsea Guimarães ( problemas com os estudos nos Estados Unidos!!!) e Beatriz Jordão (a recuperar de lesão), a que se podem ainda juntar a base Ana Ramos e Tess Santos (também lesionadas), o mais fácil seria mesmo entrar na lamúria das ausências e entrar numa de Pierre Coubertain…

São conhecidas as opções dos treinadores : uns defendem demasiados objectivos, outros optam por objectivos irrealistas e, finalmente, alguns ficam contentes por participarem. Ao definir claramente a permanência e trabalhar com o que tinha, o treinador deu mostras de competência e teve sucesso.
Ao contrário do sector Masculino, que não tem qualquer cotação no Ranking FIBA, o sector Feminino ainda está em posição significativa: segundo os dados de 2016 nos escalões jovens somos nono na Europa e 19º a nível mundial. Contudo, o facto de, nos escalões Sub-18 e Sub-16, estarmos no Grupo B, se não acelerarmos o trabalho e a captação, faz temer que, depois desta geração brilhante, regressemos ao passado.
Uma palavra final para a organização

Mais uma vez estivemos bem. Comparativamente como que se vê na maioria dos campeonatos FIBA para jovens selecções, somos, claramente, mais organizados e ainda temos a vantagem de receber bem quem nos visita. Daí não estranhar que o organismo máximo da modalidade continue a apostar em Portugal e que no próximo ano Matosinhos seja sede de mais uma competição de Basquetebol.
Foto de Capa: FIBA
Artigo revisto por: Beatriz Silva








