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O início do calendário ciclístico nacional está aí à porta e são muitos os ciclistas que têm algo a provar nesta nova temporada. Em seguida, falamos-lhe de cinco que estão entre aqueles que vai querer manter debaixo de olho nos próximos meses.
5.

Tiago Machado – Depois de um conturbado e pouco sucedido regresso a Portugal pelo Sporting CP/Tavira, o famalicense ruma este ano à Efapel, onde terá um papel diferente a desempenhar. Em vez de ser o líder absoluto da equipa, passará a ser um dos homens de trabalho de Joni Brandão. Com a sua enorme experiência e inegável qualidade, Machado pode ser um dos fatores a fazer a diferença para que Joni finalmente destrone o Porto na Grandíssima.
Mas, também a título puramente individual, esta poderá ser uma boa mudança. Sem a responsabilidade de liderar na Volta, Tiago Machado pode aproveitar as suas bem conhecidas capacidades na média montanha para lutar pelo triunfo em várias provas de um dia ao longo da temporada.
4.

Pedro Miguel Lopes – Um excelente ano de estreia entre os Elites em 2018 não foi seguido do mesmo sucesso no ano passado. Ainda assim, o jovem da UD Oliveirense continua a ser um dos mais promissores jovens ciclistas portugueses e terá este ano nova oportunidade de se mostrar. Aos 20 anos, esta é a altura certa para se superar, já que uma temporada de excelência pode ser a diferença entre ser um craque nacional ou ganhar um bilhete de viagem para uma experiência no estrangeiro.
3.

Emanuel Duarte – 2019 foi um ano soberbo para o jovem trepador. Uma incrível vitória na Juventude da Volta a Portugal, seguida por um autoritário domínio da Volta a Portugal do Futuro, colocou Emanuel Duarte na boca de todos os adeptos de ciclismo nacionais. Agora, o algarvio terá de enfrentar novos desafios com a pressão acrescida de ser visto como o nome maior da LA e como um potencial vencedor da Volta em anos vindouros. Se for capaz de replicar a fórmula encontrada no ano transato para brilhar nos momentos certos, será certamente um dos nomes fortes da época e confirmará o grande potencial que lhe é atribuído.
2.

Rafael Reis – A carreira do contrarrelogista tem sido feita de altos e baixos e esta passagem para o Feirense pode ser vista de ambos os prismas. É difícil ignorar que sai da mais bem sucedida equipa portuguesa da última década para um conjunto bem mais modesto, mas, pela primeira vez, terá a oportunidade de ser um líder assumido. Na W52 já vimos detalhes interessantes, mas raras foram as vezes em que não teve de se sacrificar para outros, talvez agora, com uma equipa à sua volta, possa assumir-se como um dos nomes grandes do calendário nacional.
1.

Amaro Antunes – De regresso a Portugal depois de uma decepcionante passagem pelo World Tour, este é um reforço de luxo para a W52/FC Porto, que contrata um dos melhores trepadores portugueses da atualidade. Se Amaro reencontrar a forma da sua última passagem por Portugal poderá muito bem somar várias vitórias ao longo do ano, ajudar a sua equipa a manter a hegemonia no pelotão nacional e até, talvez, voltar a voar para terras distantes e para escalões mais elevados.
Foto de Capa: Volta a Portugal/Podi1
Artigo revisto por Diogo Teixeira












