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5 transferências no Ciclismo que têm de acontecer

José Baptista · 3 min

Foto: José Baptista/Bola na Rede

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Por vezes no desporto, há combinações atleta-equipa tão perfeitas que é um desperdício que não sejam aproveitadas. Por isso, as cinco transferências que de seguida proponho, têm mesmo de acontecer, não por serem fáceis, mas porque colocando o ciclista ideal na equipa perfeita, o espetáculo – e, com isso, todos nós – ficaria muito a ganhar.

5.

Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Edvald Boasson Hagen para a Deceuninck – Quick Step – O versátil norueguês é tudo o que a Deceuninck representa, habituado a vencer várias vezes por ano, polivalente e habituado tanto a liderar como a servir de gregário. Contudo, na sua atual equipa é um caso aparte, sendo o único ciclista de rendimento positivo estável nos últimos anos, o que certamente ajudou a que nunca cumprisse boa parte da promessa que lhe era apontada quando despontou na HTC. Na Deceuninck, poderia esquecer todos os problemas do seu atual empregador e focar-se em vencer.

4.

Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Greg van Avermaet para a INEOS – Apesar do título olímpico e mais algumas importantes vitórias, o belga de 35 anos tem um palmarés muito inferior ao que a sua qualidade na estrada lhe poderia permitir e grande parte disso advém do facto de lhe faltar uma equipa melhor em seu redor nos grandes momentos. Já a INEOS, apesar de já ter feito vários investimentos nesse campo, continua a não conseguir alcançar a glória nos Monumentos do paralelo. Mas, com Avermaet, os britânicos passariam a ter um líder com provas dadas, enquanto o ciclista teria finalmente apoio à sua altura e que, para mais, tem uma tendência tática de controlo das provas favorável ao seu estilo de correr.

3.

Fonte: Le Tour de France

Tim Wellens para a Bahrain – McLaren – Wellens é um caso curioso e até é verdade que as coisas têm, no geral, corrido bem na Lotto-Soudal. No entanto, mesmo com bons resultados e vitórias, os anos passam e fica sempre a ideia de que Wellens ainda continua algo longe de atingir todas as potencialidades do seu talento. Por isso, apesar de ser público que o belga aprecia a atmosfera da sua atual equipa, é tempo de mudar para onde o possam ajudar a tornar-se numa das estrelas do ciclismo, como bem tem qualidade para. A Bahrain seria ideal, porque já provou que consegue desenvolver ciclistas (Dylan Teuns exemplifica extremamente bem a forma como podiam ajudar Wellens), tem um estilo tático atacante muito ao jeito de Wellens e está a criar uma forte unidade de clássicas na qual Wellens encaixaria na perfeição como claro líder.

2.

Fonte: Team Dimension Data

Louis Meintjes para a Sunweb – Em tempos considerado um dos mais promissores voltistas, o sul-africano tem estado afastado dos primeiros lugares e precisa de uma mudança de cenário que lhe permita revigorar a carreira. A Sunweb seria ideal para isto, já que tem um excelente historial de ajudar ciclistas a desenvolver ao máximo o seu potencial e a atual situação do departamento de prova por etapas implicaria que Meintjes não teria a pressão de apresentar resultados de imediato. Para a equipa, este também seria um ótimo negócio, uma vez que passaria a contar com um ciclista de qualidade comprovada nas montanhas a um preço bem abaixo daquele que poderia ser o seu rendimento no conjunto alemão.

1.

Fonte: Le Tour de France

Peter Sagan para a Deceuninck – Quick Step – Provavelmente, nunca vai acontecer, já que a Deceuninck não é das equipas com maior orçamento, mas se a Specialized (ou outro patrocinador) se chegar à frente para custear o salário do mais bem pago ciclista da atualidade, esta mudança seria perfeita. As saídas dos últimos anos têm deixado a equipa belga algo fragilizada nas clássicas do norte e, apesar de continuar a vencer em quantidade, o domínio não é o mesmo que já sentimos em momentos anteriores e Sagan seria a resposta para esse problema.

Do lado do eslovaco três vezes campeão do mundo, passaria a ter finalmente uma equipa capaz de o auxiliar durante toda a corrida nas clássicas e o potenciar para mais vitórias ao sprint. Adicionalmente, e acima de tudo, Sagan parece ter perdido na BORA uma parte da sua mentalidade vencedora e uma incursão pela equipa que mais vence no mundo, e cuja ambição não tem par, poderia trazer de volta o Sagan espetacular que desapareceu nas últimas épocas e, quem sabe, alcançar finalmente a vitória na Milano – Sanremo.

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

José Baptista

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