As 5 contratações mais sonantes do mercado | Ciclismo

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Chris Froome (Israel Start-Up Nation) – A confirmação relativamente ao corte de relações profissionais de Chris Froome com a Ineos Grenadiers chegou com a assinatura de Dave Brailsford. O carismático diretor da equipa britânica indicou a intenção em não avançar para a renovação de contrato de Froomey, algo que já vinha a ser solenemente projetado pela comunicação social. A primeira grande bomba do mercado de transferências do ciclismo rebentava a julho de 2020, sendo de conhecimento público que o namoro entre Froome e a Israel Start-Up Nation estaria também perto de ser oficializado.

É intratável não relacionar a decisão tomada pela formação de Terras de Sua Majestade com a sucessiva incapacidade demonstrada pelo ciclista veterano em voltar a demonstrar-se ao nível que lhe é, ou era, reconhecido. Uma queda, sim, um momento de azar, num treino de reconhecimento no Critérium du Dauphiné de 2019, precipitou tudo. Obviamente, um momento de tal maneira marcante, que envolveu uma recuperação lenta e estragos profundos a nível psicológico, hipotecou de forma drástica o desempenho do inglês entre a elite ciclística.

Agora, com 35 anos, é irrealista não olhar para o auge do atleta nascido no Quénia como algo que faz parte do passado. Uma das principais perguntas para este 2021 recai exatamente naquilo que Froome vai ser capaz de exibir ao serviço da sua nova equipa. O objetivo? Esse passa por voltar aos grandes palcos, voltar a ser o ciclista mais temível, voltar, sobretudo, a aparecer em grande plano no Tour de France. Contudo, será sempre uma incógnita prever qual o seu papel no meio de tanta juventude ameaçadora e de ciclistas no auge das suas capacidades.

Em termos internos, há que destacar a contratação de bons valores, num esforço para elevar o estatuto da turma israelita por parte dos seus patrocinadores, com um investimento, diga-se, assinalável. Independentemente das armas que Froome terá a seu lado, e ignorando a lógica especulação sobre a sua condição física, é obrigatório referir que o inglês, apesar dos reforços – como Michael Woods ou Alessandro De Marchi – e de elementos importantes de trabalho na sua equipa, não vai ter o privilégio de estar rodeado pelo o plantel mais dominador do pelotão, como outrora esteve.

A concorrência feroz, que o obrigará a lidar com um largo leque de candidatos, teoricamente, com mais condições para se sagrarem vencedores do Tour e das demais competições propensas a voltistas, é também outro fator estranho a Froome, sobretudo devido à imagem manifestamente superior que sempre apresentou e que é agora irrepetível. O veterano parte então como um outsider, algo que pode dar-lhe alguma margem de manobra, contudo, não se recomenda a banalização nem o descuido sobre a ameaça que o inglês (ainda) representa. Resta-nos, em suma, esperar para ver como tudo se vai desenrolar.

Ricardo Rebelo
Ricardo Rebelohttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo é licenciado em Comunicação Social. Natural de Amarante, percorreu praticamente todos os pelados do distrito do Porto enquanto futebolista de formação, mas o sonho de seguir esse caminho deu lugar ao objetivo de se tornar jornalista. Encara a escrita e o desporto como dois dos maiores prazeres da vida, sendo um adepto incondicional de ciclismo desde 2011.

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