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De Zipaquirá para o topo do mundo, novamente. Egan Bernal consagrou-se como vencedor da 104.ª edição do Giro d´Italia no passado domingo e voltou a demonstrar o porquê de pertencer à elite dos voltistas do ciclismo atual.

Ofensivo, mas acima de tudo maduro e cirúrgico, uma autêntica dor de cabeça para aqueles que sonhavam com a vitória. O número um da Ineos Grenadiers arrumou com a concorrência (e com as dúvidas sobre a sua condição física devido ao problema nas costas) no miolo da corrida e exibiu uma estratégia conservadora, sempre suportada por uma equipa competente, à medida que o dia final, em Milão, se aproximava.

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Com 24 anos e duas grandes voltas na bagagem, até onde é que Bernal pode ir? A forma como se comportou ao longo destas três semanas evidenciam um corredor mais experiente, pleno em termos de capacidade física e, principalmente, inteligente na gestão de toda a prova, o que de certa forma potencia ainda mais as suas qualidades.

Um livro nunca se deve julgar pela capa e a lógica aplica-se neste caso, até porque não foi só um Giro Grenadier com tons colombianos e uma locomotiva italiana. Momentos tensos e emotivos foram uma constante, como o feito de Lorenzo Fortunato, a naturalidade com que Sagan se vestiu à “Ciclamino”, os “Tacos” que beneficiaram de uma corrida aberta para atingir o melhor momento da carreira e claro, a extensa polémica no seio da Deceuninck Quick-Step, com a gestão tática da equipa sobre um João Almeida – em grande forma – à mistura, nunca descurando o altíssimo nível apresentado pelo português, pelos portugueses, aliás – Nélson Oliveira e Rúben Guerreiro tiveram nota positiva -.

A bolha competitiva contemplou uma panóplia de premiados, de surpresas, de desilusões e de momentos marcantes. Vamos, por isso, conhecê-los!

Foto de Capa: INEOS Grenadiers

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