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Como em todos os anos, o Critérium du Dauphiné, o Tour de Suisse e a Route du Sud antecedem o grande Tour de France e aquilo que poderemos vir a ter dos maiores favoritos à vitória final. Este ano não foi exceção e se Froome e Quintana demonstraram a sua superioridade nas duas provas francesas, já Miguel López (que irá estar na Vuelta, em princípio), jovem de 22 anos da Astana, surpreendeu nomes como Izaguirre, Barguil, Van Garderen ou Rui Costa, e conquistou a Volta à Suíça.

Começando pelo Dauphiné, tivemos de início um Alberto Contador mais forte, vencendo o prólogo com mais 6 segundos do que Richie Porte e 13 segundos do que Chris Froome. O espanhol parecia estar bastante forte e a tarefa para Froome não seria nada fácil. A etapa seguinte trouxe uma vitória aguerrida da parte de Bouhanni, mostrando-se pronto para lutar com a concorrência que irá enfrentar no Tour – mais forte da que esteve nesta prova, claramente.

Nas etapas seguintes, tivemos duas excelentes vitórias, mas ambas um pouco inesperadas. Herrada não deu hipótese a outros trepadores e Aru, depois de perdido algum tempo, soube aproveitar uma oportunidade soberana para conseguir vencer uma etapa e tirar uma vitória que parecia “segura” para Kristoff. A etapa 4 terminou igualmente ao sprint e teve a vitória, desta vez, de Boasson Hagen, à frente do “jovem confirmação” (a “sensação” já passou, temos mesmo um corredor espetacular para ficar para os próximos largos anos) Julian Alaphilippe e de Nacer Bouhanni, que por pouco não conseguiu ter a sua segunda vitória.

Antes de chegarmos a uma das etapas mais importantes, é de destacar os segundos que Froome foi recuperando por estar realmente atento a pequenos cortes e aproveitar o posicionamento menos bom de Contador. Qualquer segundo é pode ser decisivo e Froome viveu com esse “lema” à risca nesta prova. Já na Volta à França do ano passado, o britânico aproveitou esses cortes de tempo para conseguir uma boa vantagem que lhe veio a ser extremamente útil para vencer o próprio Tour.

Alaphilippe foi um dos destaques da prova e o vencedor da camisola da juventude Fonte: Getty Images
Alaphilippe foi um dos destaques da prova e o vencedor da camisola da juventude
Fonte: Getty Images
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Chegamos, então, às três etapas mais exigentes deste Dauphiné. Na primeira delas, Chris Froome levou a melhor sobre o seu ex-companheiro de equipa Richie Porte (ciclista, agora, da BMC) e demonstrou a toda a concorrência que estava mesmo ali para voltar a vencer a prova por uma histórica terceira vez (chegando ao recorde de vitórias, empatado com outros ciclistas). Em terceiro lugar, na etapa, ficou o também jovem Adam Yates, que promete lutar pela camisola da juventude no Tour deste ano e dar espetáculo nas montanhas.

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