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Tour de France 2018: Os 8 que ficaram de fora

José Baptista · 3 min

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Muitos ciclistas ficam de fora do Tour de France por opção das suas equipas. No entanto, alguns não conseguem chegar à Grande Boucle porque as suas equipas não têm lugar na competição. Já que a organização francesa oferece wildcards a apenas quatro das muitas equipas Pro Continentais existentes, fomos fazer uma equipa de luxo para o Tour de France com ciclistas das equipas que ficaram de fora da seleção.

1.

Fonte: Vital Concept CC

Bryan Coquard – Era visto como a grande promessa francesa para os sprints, mas tarda em se afirmar, em grande parte pelas equipas por onde passou. Na Direct Energie não tinha o apoio que precisava e teve problemas com a direção da equipa. Agora, a Vital Concept fica de fora dos convites para o Tour. Num bom dia, pode ombrear com qualquer sprinter, pelo que é uma pena falhar o Tour.

2.

Fonte: Grand Prix Cerami

Wout van Aert – O campeão mundial de ciclocrosse dedicou-se seriamente à estrada e com imenso sucesso. Excelente no paralelo, capaz nas subidas curtas, combativo e com uma boa ponta final, van Aert seria uma delícia de se ver nas etapas ao estilo de clássicas da primeira semana deste Tour.

3.

Fonte: Nippo-Vini Fantini

Marco Canola – Muito há a dizer sobre este italiano que se tem vindo a destacar no circuito continental. Não é um sprinter, mas tem uma excelente ponta de velocidade. Não é um trepador, mas sabe subir. Ou seja, é um homem ideal para aquelas etapas acidentadas e rompe-pernas e, se estivesse presente, seria certamente uma das figuras da primeira semana do Tour.

4.

Fonte: CCC Team

Jan Tratnik – Apontado desde jovem como um grande talento, o esloveno tardou em afirmar-se no cenário internacional, desperdiçando até uma passagem pela toda-poderosa Quick-Step. Passou, então, por equipas Continentais até ingressar na CCC em 2017. Este ano, explodiu e impôs-se como o melhor contrarrelogista do pelotão continental e um homem a ter em conta nas provas acidentadas. 

5.

Fonte: Androni – Sidermec

Ivan Sosa – Depois de ver Egan Bernal rumar à Sky, Gianni Savio foi à Colômbia buscar outro prodígio trepador para a Androni. E Ivan Sosa, de apenas 20 anos, tem-se mostrado à altura com exibições excelentes nas montanhas em corridas como a Colonbia Oro y Paz, o Tour of the Alps ou a Adriatica Ionica Race, que acabou de vencer.

6.

Fonte: La Vuelta

Stefan Denifl – O trepador austríaco venceu ainda na época transata uma espetacular etapa da Vuelta a España, mas este ano a sua equipa não estará em nenhuma Grande Volta e sentir-se-á a sua falta. Mais que as suas conhecidas qualidades como escalador e a sua combatividade, o que mais impressiona neste atleta é a sua capacidade para escolher o dia certo para atacar e gerir o esforço de maneira a levar a sua avante.

7.

Fonte: Rally Cycling

Evan Huffman – É um daqueles ciclistas que faz falta em qualquer prova, tal é a sua combatividade e a forma como não só se lança em fugas como consegue muitas vezes fazê-las resultar. Depois de um começo no profissionalismo sem grande êxito na Astana, encontrou o seu rumo na Rally Cycling e é já uma figura incontornável no ciclismo norte-americano.

8.

Fonte: CCC Team

Amaro Antunes – Num Tour sem participação nacional (a primeira vez desde 2008), Amaro Antunes poderia muito bem ocupar essa posição. Depois de uma época de explosão na W52/FC Porto, rumou aos polacos da CCC e está a afirmar-se como um dos líderes da equipa. Um dos valores emergentes do ciclismo na montanha, seria interessante vê-lo no maior palco de todos.

Foto de Capa: Vital Concept CC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

José Baptista

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