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Domingo há final!

João Nuno · 3 min

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Este Domingo defrontam-se pela última vez esta época a equipa do Clube Carnaxide Cultura e Desporto (CCCD) e a equipa do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos (CRCQL).

O combate ao longo da época entre estas equipas tem sido de longe o mais espetacular de seguir, não só pelo nível das equipas (ambas lutam pelo acesso à final da CorfLiga) como pelo equilíbrio extremo nos jogos já efetuados.

Dos anteriores três jogos entre as equipas dois resultaram em empate (13-13 e 20-20 em Carnaxide) e apenas um numa vitória, mas apenas pela margem mínima (19-18 em Carcavelos).

Outro fator apelativo do confronto destas duas grandes instituições do Corfebol português é a diferença de estilo de jogo ofensivo e a forma de encarar o jogo.

A equipa da Quinta dos Lombos Fonte: Corfebol CRCQL Quinta dos Lombos
A equipa da Quinta dos Lombos
Fonte: Corfebol CRCQL Quinta dos Lombos

O CRCQL apresenta um Corfebol mais fluído e veloz, procurando situações de lançamento confortável e perto do cesto, dando prioridade a lançamentos com maior percentagem de concretização do que propriamente com a capacidade de dar continuidade ao jogo (Ressalto ofensivo). Para isso necessita de que os quatro jogadores em cada ataque sejam ofensivos e uma ameaça para a defesa, sendo normalmente a distribuição dos golos da equipa mais dividida por todos os jogadores.

O CCCD por seu lado apresenta um Corfebol mais seguro e clássico, privilegiando a continuidade do ataque, correndo menos riscos e organizando-se em função de explorar ao máximo as suas armas ofensivas mais fortes.

Conhecido pela agressividade coletiva que coloca em cada lance do jogo, o CCCD explora muito isso também na defesa, em que por vários momentos consegue dificultar em muito a vida aos adversários não só a nível individual mas também pelo coletivo, com uma defesa forte pela frente e muita pressão nos principais atacantes adversários.

Já o CRCQL consegue a espaços criar dificuldades nos adversários mas está muito dependente nas relações diretas dos seus jogadores com o oponente, sendo menos forte na defesa coletiva.

Também devido às caraterísticas de jogo das equipas o que se tem verificado é que o CCCD é uma equipa mais consistente e resiliente, ultrapassando os bons e maus momentos no jogo com relativa facilidade e confiança, contrastando com um CRCQL que consegue momentos ofensivos durante os jogos de absoluto domínio (igualando o melhor corfebol ofensivo do NCB) mas que também passa por períodos de más decisões e falta de eficácia, o que adicionado à falta de ressalto ofensivo provoca momentos onde parece que irá ser impossível marcar um ponto.

Outro detalhe importante, e que possivelmente pode desbloquear o jogo, é que teremos seguramente ótimos duelos individuais como Ricardo Wagenmaker vs Tiago Luz, João Campilho vs João Almeida ou Inês Biocas vs Tânia Alves (ambas em dúvida para o jogo).

Do lado do CRCQL é fundamental que Ricardo e João Almeida consigam limitar ao máximo a influência das ações dos seus adversários, pois muito do ataque do CCCD passa pelos desequilíbrios destes dois jogadores, ao passo que do lado do CCCD se passa exatamente o mesmo, com Tânia Alves a tentar limitar ao máximo as ações ofensivas da goleadora Inês Biocas, super-influente nos bons momentos do seu quadrado.

Em caso de vitória neste jogo o CCCD fica automaticamente apurado para a final; em caso de vitória o CRCQL fica a uma vitória do apuramento, tendo, sendo assim, uma final de seguida face ao Grupo Desportivo os Bons Dias, já eliminado esta quarta-feira desta luta (depreendendo que ambas as equipas sairão derrotadas nos confrontos com o Núcleo de Corfebol de Benfica, já apurado para a final).

Esta é, por isso, a final para acesso à final. Já este Domingo, pelas 21h, no Pavilhão dos Lombos, em Carcavelos.

João Nuno

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Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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