Cricket Fever: Mumbai Indians

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Nesta série da Netflix podemos acompanhar a época de 2018 dos Mumbai Indians, uma das mais importantes equipas de Cricket do Mundo e na altura (e, curiosamente, ao dia de hoje também) a campeã em título da Indian Premier League, conhecendo por dentro o funcionamento da organização.

Em grande destaque surgem também alguns elementos da família proprietária da equipa, os Ambani, cujo patriarca Mukesh está entre os 25 mais ricos do Mundo, segundo a Forbes, e no qual o filho assume agora maior preponderância na gestão do clube, procurando afirmar a sua capacidade de levar a equipa em diante.

No geral, trata-se de uma série que entretém e com vários momentos em que, através das emoções demonstradas pelos jogadores e de ficarmos a conhecer as suas histórias de vida, nos permite colocar-nos no seu lugar e ficar a compreender melhor estes atletas, que, apesar de pouco conhecidos no nosso país, são das personalidades mais famosas do segundo país mais populoso do mundo, a Índia.

Porém, um pequeno reparo é que a forma como são escolhidos os highlights de cada jogo disputado pelos Indians – praticamente só uma coleção de sixes e de wickets – acaba por não fazer justiça ao que se passou nos mesmos.

No primeiro episódio, desiludiu-me um pouco que praticamente não se falasse de Rohit Sharma, capitão dos Mumbai Indians e uma das grandes estrelas do Cricket, mas isso é corrigido nos episódios subsequentes, em que temos a oportunidade de conhecer um pouco melhor Sharma e de ver como o mesmo lida com uma temporada que não lhe correu de feição, quer a nível coletivo quer individual.

De mencionar também que fica patente algum amadorismo dos Mumbai Indians. É verdade que as equipas têm um calendário muito apertado e pouco trabalho de fundo pode ser desenvolvido. Contudo, mesmo na gestão do dia-a-dia, parece tudo continuar muito old school, não sendo aproveitadas as maravilhas da tecnologia para melhorar tanto o desempenho dos próprios atletas, como o estudo dos adversários. Para uma equipa com tão alto orçamento e investimento, é caricato que assim seja, e uma análise ao modo de funcionamento de equipas de NBA ou NFL seria um bom exercício para a gestão dos Mumbai Indians encontrar detalhes que permitiriam ajudar a equipa a crescer.

Por último, da parte da Fisioterapia transparece uma ideia de que o que importa é colocar os jogadores prontos para o jogo o mais depressa possível, o que acaba por ser um pouco incompatível com uma aplicação moral da medicina desportiva, pensando sempre no bem estar do atleta a longo prazo.

Foto de Capa: Mumbai Indians

Artigo revisto por Joana Mendes

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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