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O Money in the Bank poderá ser recordado como um evento que, mais uma vez, não resultou num bom uso das respectivas malas. Uma já foi usada e a outra não augura nada de bom…
Ainda assim foi evento que, apesar de ter alguns pontos baixos, também nos ofereceu bons combates e criou momentos fantásticos.
Vejamos então, em maior detalhe, o Money in the Bank 2019.
Nota do evento: 6/10
Ms. Bailey in the Bank
O evento começou da (suposta) melhor maneira, com um dos combates Money in the Bank, neste caso o feminino. Antes do mesmo começar, era claro que Bailey, para além de ser a favorita do público, era também a favorita a conquistar a mala.
O combate começou com o caos habitual, sendo Nikki Cross quem soube tirar o melhor partido da situação. Naomi teve oportunidade de demonstrar a sua agilidade e castigou quatro adversárias de uma só vez.
Dana Brooke teve a primeira oportunidade de vencer o combate, mas em vez de retirar a mala ficou pendurada nela. De seguida, um escadote serviu para quatro lutadoras subirem-no, mas Natalya foi a mais inteligente e atirou-as para fora do ringue. Quando parecia que a vitória estava ao seu alcance, Ember Moon surgiu a voar de um escadote e aplicou o Eclipse.
No final do combate, Sony Deville ajudara Mandy Rose a subir ao escadote e quase lhe entregou a vitória de mão beijada. No entanto Bailey estragou-lhes os planos, empurrou-as do topo do escadote, e retirou a mala Money in the Bank.
O combate foi curto, mas mesmo assim teve um ritmo lento, longe do início que a WWE pretendia para o evento.
Nota do combate: 6/10
Rey Mysterio vence o U.S. Championship de forma controversa
Seguiu-se um rematch da Wrestlemania e tal como nesse evento, Samoa Joe começou melhor, ao atacar as pernas de Mysterio com vários pontapés. Este ainda conseguiu contra-atacar com um senton que, aparentemente, partiu o nariz de Joe.
Mas o combate terminou de forma abrupta e inesperada: Mysterio aplicou um small-package, e apesar de Joe ter claramente levantado o ombro, o árbitro contou até três. Um final controverso e desnecessário, uma vez que os lutadores nem tiveram tempo de realizar um bom combate.
O combate valeu a pena para que Mysterio conquistasse o único título que lhe faltava vencer na WWE, mas acabou por desapontar.
Nota do combate: 2/10
Shane McMahon escapa das mãos de The Miz
Este era o combate mais pessoal da noite, e o que tinha uma maior soryline, que começara no início do ano. Por isso, as expectativas não eram baixas.
Shane McMahon começou o combate ao tentar a sair da jaula, mas cada tentativa foi frustrada devido a The Miz. Este apenas queria castigar o “Best in the World” (ênfase nas aspas).
Fê-lo ao aplicar os it-kicks, mas não demorou muito até Shane começar a dominar o combate. Este arriscou o Coast-2-Coast, mas Miz reverteu-o para o Figure-Four. Enquanto tentava fugir pela porta da cela, Shane conseguiu ir buscar uma cadeira, mas foi o seu adversário quem soube usá-la melhor.
Após vários ataques às costas de McMahon, Miz aplicou o Skull Crushing Finale na cadeira. No entanto, e apesar de ser um combate sem desqualificações, Shane escapou do pin ao colocar um pé na corda, lançando o descontentamento do público e de Michael Cole.
De seguida, Miz fez com que Shane caísse do topo da jaula e depois aplicou um frog-splash, mas continuou sem vencer o combate.
Shane voltou a subir, seguido por Miz, mas desta vez levou a melhor e conseguiu escapar pelo meio dos dedos do A-Lister, vencendo o combate assim que chegou ao chão.
Não foi um mau combate, mas foi prejudicado pela decisão questionável de deixar Shane escapar de um pin ao colocar o pé na corda.
Nota do combate: 6,5/10
Nesta altura, o evento desesperava por um combate rápido e que animasse o público.
Tony Nese mantém-se campeão
Confesso que fiquei surpreendido por ver não ver um combate pelo Cruiserweight Championship no Pre-Show. E Tony Nese e Ariya Daivari souberam aproveitar a oportunidade.
Curiosamente, este combate também teve um início lento. Para além de alguma agilidade por parte de Tony, não aconteceu nada de especial.
O campeão demonstrou o que vale ao aplicar várias manobras aéreas, e fazendo-o forma elegante. Ao vê-lo neste combate, penso que só lhe falta ganhar mais carisma e será um lutador com enorme potencial, uma vez que dentro do ringue já é bastante completo.
O combate aumentou de ritmo durante o seu decorrer; Tony aplicou um cork-screw plancha, seguido do 450-splash, mas Daivari conseguiu manter-se em combate.
Este esteve muito perto de vencer o título, ao conectar um superkick, seguido de um frog–splah e um lariot, mas não foi suficiente para derrotar Nese.
O campeão confirmou a vitória após conectar um running–knee no canto, deixando o adversário a dormir.
Gostei muito deste combate, e acabou por dar algum fôlego a um evento que começava a perdê-lo. Espero que voltemos a ver os Cruiserweights lutarem no main–show dos eventos, porque eles merecem.
Nota do combate: 7,5/10
Becky Lynch derrotou Lacey Evans
Este combate foi a primeira vez para muitos fãs assistirem a Lacey Evans em acção, e logo contra a principal estrela feminina da WWE.
Becky Lynch começou melhor ao surpreender Evans desde o inicío. Aplicou vários drop–kicks que fizeram com que a candidata repensasse a sua estratégia.
Evans ganhou alguma vantagem quando se focou no braço de Becky, atacando-o de forma criativa e eficaz. No entanto, “The Man” não demorou muito tempo até voltar a controlar o combate.
Lynch voltou a aumentar o ritmo e aplicou uma série de clotheslines e pontapés, terminando a sequência como beck–plex.
No entanto, Evans quase surpreendeu a campeã com um roll–up, mas esta reverteu-o para o Disarmer e venceu o combate por submissão.
Ao longo do combate, Evans cometeu alguns erros, mas acabou por deixar uma boa impressão. Com a ajuda de Becky Lynch, as duas tiveram um combate entretido e competitivo.
Nota do combate: 7/10
Charlotte Flair é SmackDown Women’s Champion … mas não por muito tempo
Imediatamente após a sua vitória sobre Lacey Evans, Becky Lynch foi surpreendida por Charlotte Flair, que a desafiou defender o SmackDown Women’s Championship naquele momento. E Becky, para provar que é “The Man”, aceitou.
Charlotte, obviamente, começou melhor, ao tirar partido de uma Lynch cansada e desagasta, devido ao combate que acabara de ter. Este foi também o primeiro combate da noite com um início rápido.
Flair ia desgastando Lynch com um boston crab, e após muito tempo na submissão, a campeã conseguiu quebrá-la ao chegar às cordas.
Após uma troca de fore–arms, Flair acabou por ir para fora do ringue. E enquanto o árbitro estava focado em Charlotte, Lacey Evans atacou Bekcy Lynch, dando oportunidade à “Queen” de aplicar um Big Boot e conquistar o seu nono título feminino.
Nota do combate: 6,5/10
No entanto, a celebração não durou muito tempo.
Bailey é a nova SmackDown Women’s Champion
Enquanto Evans e Charlotte atacavam Becky Lynch, Bailey apareceu para salvar a sua amiga. Enquanto o fazia, atirou Charlotte contra o canto, colocando-a a dormir. Isto deu-lhe a oportunidade de usar a sua mala Money in the Bank, que acabara de conquistar, e vencer o SmackDown Women’s Championship.
Confesso que não gostei deste momento. A ideia de alguém fazer o cash-in da sua mala na mesma noite que a conquistou é boa, mas deixa de o ser se ocorrer vezes sem conta, o que é o caso. E isto já acontecera no ano passado (além de outras duas vezes).
Parece que a WWE já não sabe o que fazer com o Money in the Bank, então usa a forma mais fácil de se livrar da mala o mais rapidamente possível.
O único ponto positivo desta situação foi Bailey ter conquistado o título, uma vez que ela o merece.
Após uma performance “elétrica” de Elias, Roman Reigns vence-o facilmente
Mais um momento desapontante da noite.
Creio que Elias é um dos lutadores com maior potencial da WWE, se bem que esse potencial começa a desgastar-se. O problema é que, todas as noites, ele faz a mesma coisa: tocar guitarra e insultar a cidade local.
Raramente o vemos combater, o que é pena porque ele já provou saber fazê-lo. E esta noite, em vez de ter um combate competitivo e interessante com Roman Reigns, perdeu em menos de cinco segundos.
Só espero que, no futuro, Elias não seja outro lutador a pedir para sair da WWE.
Nota do combate: 1/10
Seth Rollins e AJ Styles protagonizam grande combate
A esperança de voltar a ver bom wrestling nesta noite renasceu quando Seth Rollins e AJ Styles entraram em ringue.
Styles começou melhor, demonstrando a sua agilidade e surpreendendo o campeão. Foi necessário AJ vir para fora do ringue para que Rollins conectasse dois suicide–dives.
Rollins começava a ganhar ritmo, mas quando arriscou o Revolution Knee, Styles bloqueou-o e castigou severamente a nuca do adversário.
Seguiu-se uma grande troca de manobras: Rollins com o Buckle-Bomb e o frog–splash, e Styles aplicou o torture–rack e a back–bomb. AJ acabou por levar a melhor nesta sequência ao aplicar o Calf-Crusher.
Após sair da submissão, Rollins arriscou o Stomp, mas AJ apanhou-o no ar e aplicou o Styles Clash, ficando a menos de um segundo de vencer o Universal Championship.
Estando Styles sem saber o que fazer, Rollins aproveitou essa indecisão e aplicou a sua sequência final, terminado com o Stomp e o combate.
Foi um combate fantástico, de longe o melhor da noite, e um que vale a pena rever.
Nota do combate: 9/10
Kofi Kingston mantém-se campeão da WWE
Cedo se percebeu que este combate se resumiria a um confronto de estilos: a agilidade de Kofi Kingston contra a agressividade de Kevin Owens.
Foi o campeão que começou melhor, fazendo uso de pontapés e de vários voos. Owens teve de recuperar para começar a montar alguma ofensiva.
Fê-lo ao levar Kingston contra o poste, e depois aplicando um frog-splash fora do ringue. Já dentro do mesmo, aplicou um boston crab que castigou as costas do campeão.
Ao chegar às cordas, quebrando a submissão, Kofi aplicou o double-stomp na berma do ringue. Mas ao tenar voar, Owens apanhou-o com um superkick.
KO tentou acabar de vez com o combate e decidiu arriscar o Pop-Up Powerbomb. Mas cometeu um erro e permitiu que Kofi conectasse o SOS, que não foi suficiente para terminar com o combate.
Após outro boston crab, Owens conseguiu aplicar um sit–up powerbomb, mas Kingston continuava a resistir. De seguida, o campeão conseguiu conectar o Trouble in Paradise, mas Owens foi, inteligentemente, para fora do ringue.
Ao escolher não vencer o combate por count–out, Kofi acabou por sofrer um Stunner que quase lhe retirou o título. Valeu a sua presença de ringue ao colocar a mão nas cordas, quebrando o pin.
Estando Owens frustrado, decidiu arriscar tudo com um swanton bomb. Mas ao cometer um erro, permitiu que Kofi aplicasse o Trouble in Paradise e se mantivesse WWE Champion.
O que mais gostei de ver neste combate foi a atitude de Kofi. Assim que a campainha tocou, não teve tempo para brincadeiras, lutando e agindo com um WWE Champion devia. Espero que o seu reinado dure por muitos e bons meses.
Nota do combate: 7,5/10
Brock Lesnar vence o combate Money in the Bank
Antes deste combate, Sami Zayn fora violentamente atacado nos bastidores. Apesar de Triple H ter suspeitado de Braun Strowman, no final ficou claro quem fora o autor do ataque.
Deste modo, o combate começou com sete lutadores e com Randy Orton a aplicar três suplexes de seguida na mesa de comentadores. De resto, todos os lutadores se atacavam mutuamente, e quase sempre perto da mala.
Em ringue, Ali e Ricochet tiveram uma boa troca de manobras, mas a aliança entre Baron Corbin e Drew McIntyre começou a fazer-se sentir, castigando qualquer que os desafiasse.
Após saírem de ringue, Andrade montou um escadote entre as cordas e outro escadote e, juntamente com Bálor, subiu ao topo do mesmo. Aí, o lutador mexicano surpreendeu tudo e todos ao aplicar um sunset–flip do cimo de um escadote para cima de outro.
Com o irlandês fora de acção, foi Ali quem brilhou momentaneamente, ao conectar um tornado ddt e um frankensteiner. Ao subir um escadote, a sua vitória foi impedida por Andrade. Então, do topo dum escadote, aplicou um incrível spanish–fly que deslumbrou o público.
Neste momento, foi a vez de Baron Corbin brilhar. Após aplicar um chokeslam em Ali através da mesa de comentadores, traiu McIntyre. De seguida foi surpreendido por Ricochet mas recuperou ao conectar o Deep Six, sofrendo imediatamente a seguir um Claymore do seu ex-aliado.
Entrando no ringue, o “Scottish Psycopath” aplicou um suplex em Bálor eo Alabama Slam em Andrade. Depois agarrou em Ricochet e atirou-o para fora ringue, levando o “One and Only a aterrar e a quebrar outro escadote.
De seguida, Corbin voltou a entrar em ringue e esteve muito perto de vencer o combate. No entanto, Ali levou-o para fora do ringue com recurso ao huricarana, ficando completamente sozinho em ringue.
Mas quando a sua vitória parecia certa, ouviu-se a música de Brock Lesnar. A Besta veio a correr para o ringue, não perdeu tempo a retirar Ali do ringue, e subiu o escadote para se tornar Mr. Money in the Bank.
Este foi um combate caótico e muito bom. Teve momentos inacreditáveis e permitiu que todos os envolvidos brilhassem. O regresso de Brock Lesnar, apesar de chocante, acabou por desiludir. Veremos se será tão assíduo como Mr. Money in the Bank como foi como Universal Champion.
Ainda assim, foi um grande combate e uma óptima maneira de terminar a noite.
Nota do combate : 8/10
Foto de Capa: WWE












