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Kalisto, Lince Dorado e Gran Metalik derrotaram TJP, Drew Gulak e Jack Gallagher

Fonte: WWE
O primeiro combate do Kickoff começou ao mesmo tempo que a plateia se começava a compor. Recheado de momentos atléticos e dinâmicos, começou um pouco lento, mas depressa foi aumentando de intensidade. A equipa face levou a melhor, com um Salida del Sol de Kalisto em TJP. Combate mediano entre os seis, contou com todos os ingredientes que nos habituaram no 205 Live, numa altura em que a marca roxa se prepara para receber um novo general manager. Este foi, assim, um bom teste para perceberemos quem surge melhor posicionado nesta altura.
Miguel Santos
The Revival (Scott Dawson e Dash Wilder) derrotaram Luke Gallows e Karl Anderson

Fonte: WWE
Gallows e Anderson iniciaram o combate a dominar, à medida que o Wells Fargo Center se ia compondo com a quantidade enorme de fãs, ansiosos pelo Royal Rumble. Os minutos que se seguiram foram mais centrados na técnica, com a equipa heel a trabalhar na perna de Karl Anderson, que acabou por fazer a diferença na decisão final.
Quanto tudo dava a entender que Gallows e Anderson tinham o combate controlado, os Revival usaram a sua vasta experiência enquanto equipa e aproveitaram a lesão de Anderson, para causar estragos e garantir a vitória. Bom combate, tenho a certeza de que veremos mais entre as duas equipas no futuro.
Miguel Santos
Bobby Roode derrotou Mojo Rawley pelo título dos Estados Unidos

Fonte: WWE
Num universo enorme de nomes disponíveis para lutar pelo título dos Estados Unidos, foi Mojo Rawley que respondeu ao desafio de Roode. Os fãs presentes no Wells Fargo Arena não ficaram nada satisfeitos com a escolha e ficou claro que Mojo não é apreciado pelo Universo WWE.
Assistiu-se a um combate curto e com poucos motivos de interesse, visto que era óbvio que o “Glorious” iria manter-se como campeão. Após um Glorious DDT ligeiramente estranho, Roode conseguiu derrotar Rawley e continua a sua caminhada com o título azul e vermelho.
João Filipe Coelho
AJ Styles derrotou Kevin Owens & Sami Zayn pelo título da WWE

Fonte: WWE
Zayn e Owens mostraram o porquê de serem dois dos wrestlers mais odiados pelo Universo WWE (num bom sentido, claro). No início do combate, os dois novos amigos fizeram tag após tag, de forma a frustar o atual campeão da WWE. Como seria de esperar, Styles foi dominado no início do combate, tentando combater a desvantagem no ringue. Após Owens ter mostrado alguns sinais de sofrimento causados pelo Crab Crusher de AJ, Zayn assumiu as despesas do combate.
No final do combate, assistiu-se a um momento controverso, no qual Zayn e Owens tentaram fazer o tag, algo que o árbitro da partida assim não entendeu. O campeão, após este momento, conseguiu fazer o pin em Owens, revertendo o Pop-Up Powerbomb.
Bom combate, dentro daquilo que se esperava, com o “Phenomenal One” a sair vencedor. Decisão mais do que correta, devido àquilo que aconteceu um pouco depois no PPV.
João Filipe Coelho
The Usos derrotaram Chad Gable e Shelton Benjamin pelos títulos de Tag-Team do SmackDown Live

Fonte: WWE
Na minha opinião, este foi o combate menos positivo da noite. Esperava-se muito mais destas duas duplas, que têm todo o potencial para fazer melhor do que aquilo que mostraram na noite passada.
Ao contrário do que seria expetável, este combate ficou decidido logo após o segundo fall, algo nada habitual neste tipo de combates. Com um duplo Superkick dos irmãos nativos da Samoa, Chad Gable sofreu o primeiro pin. Chad e Shelton conseguiram ganhar alguma motivação e estavam prontos para empatar o combate. Jey surpreendeu Benjamin e garantiu a vitória no combate. Tal como referi, o Universo WWE, certamente, esperava mais deste combate.
João Filipe Coelho
Nakamura vence Royal Rumble masculino

Fonte: WWE
Para abrir as hostes de mais um Royal Rumble, Rusev, o mais adorado da noite, e Finn Balor iniciaram o combate com um sólido confronto. Após algumas entradas, Elias teve o seu momento musical, fazendo fruto da destruição causada por Corbin, que tinha sido eliminado por Balor momentos antes. Após um período mais calmo, com Slater a tentar entrar em cena durante vários minutos, Zayn roubou o típico lugar número 10 a Tye Dillinger, aumentando a frustração dos fãs presentes no Wells Fargo Arena na dupla Sami/Kevin.
Pelo meio, com Nakamura e Rollins já no ringue, houve tempo para mais um momento de inspiração de Kofi Kingston que, com a ajuda de Woods e panquecas (sim, leu bem) conseguiu salvar-se de uma eliminação e, de seguida, eliminou Mahal. Também assistimos a uma união interessante entre “Woken” Matt Hardy e Wyatt, que eliminaram Rusev para a frustração do Universo WWE. Até ao final, ainda houve tempo para os regressos inesperados do Hurricane e Rey Mysterio, assim como a entrada pouco esperada de Ziggler no número 30. O especialista do 619 fez parte de um dos momentos da noite, juntando-se a Orton e Cena num épico frente-a-frente com Nakamura, Balor e Reigns, naquele que foi uma espécie de passagem de testemunho da velha para a nova geração da WWE.
Após momentos muito interessantes de wrestling, o “Big Dog” e o “King Strong Style” foram os últimos resistentes, após eliminarem Cena e o “iron man” Balor. Para o delírio dos fãs, Nakamura venceu a edição de 2018 do Royal Rumble, naquele que foi um dos melhores combates dos últimos anos. Apesar de alguns pequenos pormenores que poderiam ser alterados (entrada de Ziggler no número 30, poucas entradas nostálgicas e algumas entradas desnecessárias), este foi um combate excelente. As entradas de membros do plantel do NXT, como Andrade Cien Almas e Adam Cole, deram um toque especial ao combate, assim como a decisão de colocar Nakamura no main-event da Wrestlemania.
João Filipe Coelho
Cesaro e Sheamus derrotaram Jason Jordan e Seth Rollins © (WWE Raw Tag Team Championship)

Fonte: WWE
Depois do Royal Rumble masculino, foi a vez dos títulos de equipas do Raw estarem em jogo! Seth Rollins e Cesaro, que também participaram na Rumble, foram os representantes de cada equipa que iniciaram o combate.
Os primeiros minutos foram visivelmente dominados por Sheamus e Cesaro, que tentaram de tudo para impedir que Rollins fizesse o tag em Jason Jordan, lesionado e a receber assistência fora do ringue. A maior parte do combate foi um Handicap 2 contra 1, que Rollins conseguiu controlar, apesar de Sheamus e Cesaro serem, aparentemente, mais fortes.
Quando, finalmente, entrou no combate, Jordan sentiu os efeitos da lesão sofrida e responsabilizou Rollins pela sequência restante. Rollins tentou responder como podia, mas os candidatos foram mais fortes e conquistaram pela quarta vez o Raw Tag Team Championship. O fim foi confuso, mas confesso que o desenrolar da exibição deu logo a entender que Sheamus e Cesaro voltassem a ganhar os títulos. Porém, o destaque acabou por estar em Jason Jordan, não só por nunca chegar a lutar, mas pela atitude que teve, causando ao “Architect” a hipótese de reter os títulos. A história entre Jordan e Rollins vai continuar, e estou muito curioso pelo seu desenvolvimento.
Miguel Santos
Brock Lesnar © derrotou Braun Strowman e Kane (Triple Threat Match pelo WWE Universal Championship)

Fonte: WWE
Antes do main event, teve lugar uma autêntica batalha de titãs, com três dos maiores monstros da WWE a medirem forças pelo título principal do Raw. Desde o início, o público esteve sempre por detrás de Strowman, que procurava métodos extremos para aniquilar os adversários. Uma vez que uma Ameaça Tripla permite a utilização de objetos, era esperado que os três utilizassem todos os recursos necessários para causar destruição. Assim foi e o público em Filadélfia foi levado à loucura com a utilização de mesas, cadeiras e escadas.
Apesar da imensa popularidade, Strowman também sofreu à conta dos seus adversários, mas não se deixou abater quando Lesnar pensava o contrário. A sequência final foi o caos autêntico e, como se esperava, Lesnar reteve o título, após derrotar Kane diretamente, de modo a proteger Strowman, que acredito que voltará a ter mais uma oportunidade. Foi exatamente aquilo que esperava, com toda a destruição e impacto necessários.
Miguel Santos
Asuka vence o Royal Rumble Feminino

Fonte: WWE
É difícil, para mim, expressar o quão orgulhoso estou do que acabou de acontecer neste evento. Não só porque foi o primeiro Royal Rumble feminino da história, como foi o combate principal de todo o show. É impressionante o esforço e dedicação que todas as lutadoras fizeram para chegarmos a esta altura e podermos ter uma divisão igual à dos homens e com os mesmos direitos.
O combate em si foi histórico! Contou com as presenças especiais de grandes nomes e autênticas lendas femininas: Lita, Torrie Wilson, Molly Holly, Michelle McCool, Vickie Guerrero, Kelly Kelly, Jacqueline, Beth Phoenix, The Bella Twins e Trish Stratus; e ainda promissoras lutadoras do NXT: Kairi Sane e atual campeã feminina Ember Moon. Todas estas foram recebidas com uma ovação enorme, equiparada ao sentimento existente na arena e por todos nós, e tiveram boas prestações, com eliminações escaldantes e surpreendentes.
À medida que cada lutadora entrava, a ansiedade ia aumentando! Quem iria ganhar o primeiro Royal Rumble feminino e garantir uma oportunidade por um título feminino à sua escolha? As apostas foram várias, mas apenas uma terminou a noite com a mão erguida bem alto: a “Empress of Tomorrow” Asuka, que permanece invicta, com uma oportunidade de ouro no horizonte.
Assim que o combate terminou, as campeãs Alexa Bliss e Charlotte Flair não tardaram em congratular a vencedora, na tentativa de saber quem iria desafiar no maior evento de todos. Até que foi interrompida por Ronda Rousey, para delírio dos fãs. A experiente atleta dirigiu-se ao ringue e apontou por duas vezes para o sinal da Wrestlemania presente no Wells Fargo Center, indicando que também vai estar presente. O Royal Rumble 2018 terminou com o anúncio de que Rousey assinou um contrato a tempo inteiro com a WWE e, para ser sincero, mal posso esperar por ver o que vai fazer.
Quanto ao combate em si, não dá para explicar! Teve todos os ingredientes necessários e um main event digno de uma Royal Rumble. Agora é tempo de olhar para o futuro e continuar a plantar as sementes de uma revolução que já está mais do que estabelecida aos olhos da WWE e de todo o mundo!
Miguel Santos
Foto de Capa: WWE
Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão










