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Antevisão WEC: Testes e expectativas? Não, “sandbagging”

A primeira corrida da WEC será exatamente onde o prólogo foi realizado: Sebring. Os pilotos irão correr as 1000 milhas este fim de semana e começaram a testar as suas máquinas nos dias 12 e 13 de março. Mas, o que aprendemos com esses testes? É isso que vamos abordar neste artigo. Vamos falar por categorias para facilitar a compreensão de tempos e expectativas.

A “surpresa” (apesar de, mais uma vez, são testes) foi mesmo os LMP2 a liderarem a tabela de tempos por três treinos consecutivos. Sim, deveriam ser mais lentos que os LMDh, mas não o são, e por esse mesmo motivos, a ACO (Automobile Club de l’Ouest) decidiu que queria abrandar os carros da segunda classe em 2021 e para a frente. Mas nem assim, ficaram mais lentos. De notar que o primeiro dia de testes foi interrompido pela chuva.

CLASSES DA WORLD ENDURANCE CHAMPIONSHIP

LMDh – Apesar de estarem só três equipas nesta categoria (Apine, Glickenhaus e Toyota), totalizando quatro carros, foi a equipa francesa #36 (André Negrão, Nicolas Lapierre e Matthieu Vaxiviere) que se destacou por conseguir ficar por três vezes à frente dos restantes carros. Com os tempos a baixarem a cada treino, foi possível entender que, também, aqui, há muito sandbagging (um género de esconder jogo). Comparado ao tempo de pole de 2019, que foi a última corrida antes da COVID-19, estão 8s mais lentos. A Toyota, que é a atual campeã da WEC, não se interessou em fazer melhores tempos ou causar boa impressão, ficando somente uma vez no primeiro lugar, com o carro #7 (Mike Conway, Kamui Kobayashi e José Maria Lopes) e com um tempo nada interessante (1,51.2s comparado a 1,48). Foi, também da Toyota, o #8 (Sebastian Buemi, Brendon Hartley e Ryo Hirakawa) a conseguir mais voltas feitas nestes quatro dias de testes, com 218 voltas.

LMP2 – Com 15 equipas a prepararem-se para a 10ª temporada da WEC, o #41 da RealTeam By WRT, que conta com o anglo-luso Rui Andrade, Ferdinand Habsburg e Norman Nato, marcou dois dos quatro tempos mais rápidos na categoria. Já o #22 da United de Filipe Albuquerque, Philip Hanson e Will Owen, conseguiu o tempo mais rápido no último dia (1,48.439). A PREMA Orlen Team #9, conhecida equipa de F2/F3 e que apresenta as novas caras da academia Ferrari, estreia-se este ano na WEC com o #8 e pilotos como Robert Kubica, Louis Deletrás e Lorenzo Colombo, conseguiram ainda um melhor tempo no segundo treino. Quem também teve direito a um brilho foi a Richard Mille Racing Team #1 que tem, nada mais, nada menos que Sebastien Ogier, oito vezes campeão de WRC (World Rally Championship) que ainda conseguiu fazer o terceiro melhor tempo à geral.

GTE PRO – Entramos nos carros mais lentos do pelotão, começando com a categoria de Gran Turismo Pro. Tem cinco equipas a competir entre elas, mas foi a Porsche GT Team #92 (Michael Christensen e Kevin Estre) que liderou três das quatro de testes, com o seu companheiro #93 (Gianmaria Bruni e Richard Lietz) logo atrás nas duas primeiras. As AF Corse #51 (Alessandro Pier Guidi e James Calado) e #52 (Miguel Molina e Antonio Fuoco) não saíram dos últimos dois lugares e ainda foram quase dois segundos mais lentos que o esperado pelas Ferraris. No meio, ficou a Corvette Racing #64 (Tommy Milner e Nicholas Tandy), que ainda fez o melhor tempo na última sessão de testes.

GTE AM – Nos carros mais lentos da WEC, foi a Dempsey Proton Racing #77 com Sebastian Praiulx, Christian Ried, Harry Tincknell e Memo Gidley, que conseguiu dois dos quatro tempos mais rápidos dos testes. Mas até à terceira sessão, tivemos outras duas equipas a brilharem no primeiro lugar da categoria, sendo elas a Team Project 1 #46, com Matto Cairoli, Mikkel Pedersen e Nicolas Leutwiler e também a Iron Lynx #60, com os pilotos Claudio Schiavoni, Matteo Cressoni e Giancarlo Fisichella.

Testes serão sempre testes. Muitas vezes o jogo está a ser escondido e só daqui a uma semana teremos a verdadeira competição dos carros.

Mas o mais certo, e mais seguro, será dizer que a Toyota pode continuar a equipa vencedora, sempre com um olho na Alpine e na própria Glickenhaus, o que pode ser uma surpresa. Para os LMP2, espero ver os portugueses Albuquerque, da Costa (JOTA #38) e Andrade em posições de pódio como tem feito nos últimos anos e levarem o nome de Portugal mais longe.

Nos GTE PRO, acredito que a Porsche consiga ter uma boa prestação e espero que a Ferrari não esteja realmente com problemas nos seus AF Corse e que seja só mesmo jogo escondido. Para terminar, nos GTE AM, aguardamos para ver se a Ferrari vai ser melhor que a Porsche ou se será o contrário, como foi nos testes.

Foto de Capa: FIA WEC

Artigo redigido por Ana Catarina Ventura

Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

Esta é a Ana Catarina. Apaixonou-se pela Fórmula 1 com 14 anos e a partir desse momento, descobriu o mundo do desporto motorizado. Graças a isso, seguiu o caminho do jornalismo até se licenciar em Jornalismo e Comunicação, na capital do Alto Alentejo.

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