Publicidade

E vão cinco para Ogier

Rodrigo Fernandes · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesE vão cinco, cinco títulos mundiais para Sebastien Ogier. O francês mostrou que é o piloto mais eficaz do campeonato, ao longo da temporada, mas também que sabe fazer escolhas. De recordar que Ogier, antes de escolher o Fiesta WRC, testou, também, o Toyota Yaris WRC. Um título mais do que justo, de quem foi o mais regular ao longo de toda a temporada.

Em janeiro, no artigo de antevisão, escrevi que Ogier ia ser campeão, mas também que Juho Hanninen ia ser o melhor homem da Toyota, e foi o pior.

A vitória de Ogier quebrou várias marcas da M-Sport/Ford. No artigo supracitado escrevi isto:

Devolver a glória à Ford e à M-Sport pode não ser fácil: a última vitória num rali foi em 2012, quando Latvala foi o melhor no Rali da Grã-Bretanha, o último título de pilotos foi em 1981, por Ary Vatanen – como equipa de fábrica -, e os títulos de construtores de 2006 e 2007, com o Focus WRC, já como M-Sport.

Logo no primeiro rali quebrou esta marca de 2012, vencendo o Rali de Monte Carlo; este fim de semana, no País de Gales, quebrou a marca de 1981, ao ser campeão do mundo, e o título de construtores também foi conquistado, com a ajuda de Ott Tanak, que, neste momento, é segundo no campeonato.

Evans dominou em Gales Fonte: WRC
Evans dominou em Gales
Fonte: WRC

Mas voltemos ao País de Gales: Elfyn Evans venceu com autoridade a sua prova caseira do WRC, a sua primeira vitória na categoria e uma vitória mais que justa do piloto da Dmack, e que faz com que o Ford Fiesta fosse o único carro no qual os três pilotos oficiais venceram pelo menos um rali esta temporada, uma amostra da qualidade do Fiesta.

A completar o pódio ficou Thierry Neuville e Ogier. O piloto belga não começou bem o rali, mas, durante os últimos dois dias, foi o melhor ‘que não Evans’, merecendo o segundo posto, depois de uma boa luta com Ogier, que estava mais preocupado em garantir o título já este fim de semana do que em vencer o rali. O piloto belga está a lutar pelo segundo lugar com Tanak, estando a apenas um ponto do estoniano, quando falta apenas o Rali da Austrália para terminar mais uma temporada.

Andreas Mikkelsen está a confirmar que foi uma boa contratação por parte da Hyundai e foi o segundo melhor homem da marca sul-coreana, num rali em que estiveram quatro i20 WRC. Hayden Paddon terminou em oitavo e Dani Sordo, que terminou a temporada em Gales, foi décimo.

Jari Matti-Latvala terminou em quinto, numa boa luta com o piloto norueguês da Hyundai, em que Tanak também chegou a estar envolvido, enquanto Esapekka Lappi terminou em nono e Juho Hanninen desistiu, no que deverá ter sido o último rali pela Toyota, que, recorde-se, já contratou Ott Tanak.

Na Citroen, Kris Meeke terminou em sétimo, Craig Breen em 15º e Khalid Al-Qassimi foi 22º, em mais um rali muito difícil para os C3 WRC.

O piloto finlandês despediu-se do WRC este ano Fonte: Wales Rally
O piloto finlandês despediu-se do WRC este ano
Fonte: Wales Rally

Com quase tudo resolvido no WRC, fica a faltar saber quem será segundo e terceiro na classificação final. Já se pode começar a pensar em 2018 e aproveito para reforçar a mensagem que deixei em janeiro – no caso, pedia o título, agora peço que Ogier continue na M-Sport; posso não gostar do francês, não gosto de quem ganha sempre, mas gosto da M-Sport, de Malcolm Wilson e de tudo o que já deu aos ralis, pelo que gostava que não se mudasse para a Citroen, e seria importante que a Ford passasse a ajudar ainda mais a M-Sport.

Mas vamos ao fecho da temporada, entre 17 e 19 de novembro. A Austrália será o palco do fim da temporada e aposto que Paddon finalmente vai dar um ar da sua graça, acredito que vai lutar pelo pódio, sendo a minha aposta para o terceiro lugar. Na vitória aponto Ott Tanak, enquanto para o segundo lugar aposto no campeão do mundo de 2017.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Rodrigo Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.