Última horaReal Madrid exige demissão de Javier Tebas: «Comparação à propaganda nazi é intolerável e de uma gravidade extraordinária»
Publicidade

Antevisão GP Azerbaijão: Hamilton com unhas para os muros de Baku

Duarte Machado · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

Uma situação nunca antes vista, é desta forma que se pode caracterizar os treinos livres e a qualificação. O circuito citadino de Baku é uma espécie de Mónaco, onde os muros se encontram bastante próximos dos monolugares, as rectas são longas e as curvas são apertadas, o que requer um bom kit de unhas e perícia na condução.

As três sessões de treinos livres, como já fora proferido, ficaram marcadas pelas inúmeras saídas de pista e acidentes. As escapatórias nunca tiveram tantas visitas e os muros de Baku também. Na famosa curva do castelo tanto Sérgio Pérez da Force India como Jolyon Palmer da Renault bateram, a Ferrari desde início que teve problemas no aquecimento ideal dos pneus, mas a verdade é que as escapatórias e os muros tiveram presenças de todos os pilotos.

Nas duas primeiras sessões de treinos Verstappen ligou o alarme nas boxes da Ferrari e da Mercedes, ao vencer de forma categórica e esperava-se uma qualificação bastante renhida e interessante. Já este sábado, Bottas venceu a derradeira sessão de treinos, onde se confirmava de facto que a Ferrari estava a ter muitas dificuldades em relação aos pneus e à sua temperatura ideal.

Neste festival de aventuras e despiques em Baku onde até houve bandeiras vermelhas nos treinos e na qualificação, Hamilton acabou por levar a melhor e conquistar a sua 66ª Pole da carreira, numa volta canhão. Rapidamente se percebeu que a luta pela 3ª posição da grelha serua entre a Ferrari e a Red Bull, pois a Mercedes estava aparentemente imparável e aproveitava o facto de a Ferrari estar com problemas, Vettel nos pneus e no motor e Raikkonen nos pneus, que só atingiam o pico de rendimento à quinta volta!

Vettel, o homem de quem muito se espera na corrida de amanha Fonte: Scuderia Ferrari
Vettel, o homem de quem muito se espera na corrida de amanha
Fonte: Scuderia Ferrari

A pouco de mais três minutos do fim da qualificação Ricciardo teve um acidente e as bandeiras vermelhas foram agitadas. Até então era Bottas o líder e Hamilton o segundo, enquanto Verstappen era terceiro. Os Ferrari teimavam em conseguir alcançar os lugares da frente e o desespero era evidente na box transalpina. O tempo restante só permitia uma volta cronometrada, Hamilton fez uma volta irrepreensível e conquistou a pole, Bottas alcançou pela primeira vez a sua posição na grelha, Raikkonen foi terceiro e Vettel quarto, minimizando as “perdas” para a Ferrari.

Nota mais para o canadiano Stroll da Williams que apesar de não só ter conseguido passar à última  fase da qualificação, como vai partir à frente de Massa, neste que é o ano de Rookie.

Nota menos para a Mclaren, voltou a ter problemas com os monolugares e vão partir das últimas posições da grelha.

Espera-se uma corrida bastante emocionante e com vários pontos de interesse e despique, certamente que o safety-car não ficará na box a descansar, num circuito onde a Ferrari tem até ao momento apresentado muitas dificuldades e quererá dar a volta por cima e acabar em grande, a Mercedes irá aproveitar o facto de partir à frente com os seus dois monolugares e onde a Red Bull mostrar-se-á competitiva de forma a incomodar e a intrometer-se na luta entre a Ferrari e Mercedes.

Foto de Capa: Mercedes AMG

artigo revisto por: Ana  Ferreira

Duarte Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lisboa já não é terra de leões escoceses | Benfica 4-1 Celtic

O Celtic regressou à cidade onde se fez gigante e encontrou um Benfica que mudou o lado por onde faz mal. Análise ao 4-1 na Luz, com o corredor direito à cabeça. Há 59 anos, o Celtic veio a Lisboa e saiu daqui com uma Taça dos Campeões Europeus e uma alcunha para a eternidade. Os Lisbon Lions, os Leões de Lisboa, o primeiro clube britânico a ganhar a prova, com uma equipa inteira nascida a trinta quilómetros de Glasgow. Foi no Jamor, num campo que já não recebe finais, e é dos episódios mais bonitos da história do futebol europeu. Quinta-feira à noite, os herdeiros dessa camisola voltaram à cidade. A memória durou cinco minutos.

Manuel Nascimento · 6 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.