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Antevisão GP Rússia: Os recordes de Schumi cada vez mais perto…

Luís Manuel Barros · 5 min

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A ANTEVISÃO: SOCHI É TERRA DE MERCEDES

Estamos no fim-de-semana do Grande Prémio da Rússia, na pista de Sochi que traz aos fãs uma sensação de desprezo ou apenas indiferença. Não é o circuito mais entusiasmante, e tem sido, nas últimas seis temporadas, uma fortaleza da Mercedes. Este ano, esse caminho não parece mudar, com Lewis Hamilton (Mercedes) a garantir a sua 96.ª pole position da carreira, sendo que se encontra cada vez mais próximo do recorde de 91 vitórias de Michael Schumacher, que pode ser igualado já amanhã. O britânico passou quase todas as sessões atrás do colega de equipa Valtteri Bottas, mas, na hora da verdade, foram mais de seis décimos de diferença entre os dois pilotos. Hamilton ainda apanhou um susto, após o aparatoso acidente de Sebastian Vettel (Ferrari), que trouxe a bandeira vermelha, com o piloto da Mercedes a conseguir realizar a sua volta na Q2 a apenas um segundo do final da sessão.

Bottas ficou atrás do britânico, mas não foi a habitual dobradinha alemã. Desta vez, vemos Max Verstappen (Red Bull) «ensanduichado» entre os dois, o que poderá criar alguma intriga na corrida de um quilómetro da linha da meta à primeira curva. O piloto da Red Bull nunca esteve muito próximo durante os treinos, sendo que este aparentava ser mais um fim-de-semana difícil para a equipa austríaca. Porém, na qualificação, o “Leão Holandês” conseguiu tirar tudo do carro para começar lado a lado com Hamilton. Do outro lado da garagem, Alexander Albon volta a deixar muito a desejar, após o pódio em Mugello. Desta feita, fica a perto de 1,2 segundos do colega de equipa, começando na 10.ª posição. Os problemas de qualificação de Albon continuam sem resposta.

Os “Pantera Cor-de-Rosa” da Racing Point mostraram um bom ritmo durante os treinos, em particular Sergio Perez, que, na qualificação, apesar de não ter as novas evoluções que Lance Stroll recebeu, conseguiu uma fantástica quarta posição, que acabou por surpreender quem esperava ver por aí um carro amarelo. Já Stroll teve problemas mecânicos mesmo antes do recomeço da sessão após a bandeira vermelha no Q2, e acabou por ter de desistir, começando em 13.º.

O carro amarelo que mencionei anteriormente foi o Renault de Daniel Ricciardo, que, a certo ponto, aparentava estar preparado para subir um dos degraus do pódio. Durante os treinos, Ricciardo e Esteban Ocon mostraram sempre um excelente ritmo, e, até à última volta da qualificação, pareceram sempre os “melhores dos outros”. Contudo, Ricciardo irá começar a corrida em quinto e Ocon em sétimo.

Para os outros motores Renault em competição, ou seja, McLaren, vimos mais uma sessão dentro do expectável perante o que demonstraram nos treinos. É um carro competitivo, que, mantendo as posições na primeira volta, tem tendência a tornar-se muito rápido no final da corrida, quando há menos combustível. Carlos Sainz continua a recuperação do início do ano mais tímido: começará em sexto, com Lando Norris em oitavo.

Os Alpha Tauri voltam a ser o “próximo carro”, com Pierre Gasly mais uma vez a colocar-se no top 10, em nono, bem distante do colega de equipa Daniil Kvyat, que, a jogar em casa, não foi além de 12.º. A Scuderia Ferrari continua a campanha sofrível que marca este ano, desta vez com os dois carros fora do top 10. Uma desilusão, tendo em conta que nos treinos mostraram ritmo para chegar à Q3. Sebastian Vettel, como já foi referido bateu muito forte à saída da curva quatro, começando em 15.º, e Charles Leclerc, apesar de conseguir mais uma volta, não vai além de 11.º.

Das peças finais do puzzle que é a grelha de partida, apenas George Russell (Williams) conseguiu chegar à Q2, com os suspeitos do costume da Haas, Alfa Romeo e o outro carro da Williams a preencher o final da grelha.

Sochi não tem por hábito dar corridas interessantes aos fãs de Fórmula 1, e, na análise de ritmo de corrida, os Mercedes estão, mais uma vez, muito acima de qualquer outro pretendente. Dito isto, os primeiros 20 segundos da corrida geralmente são essenciais, com a gigantesca reta até à primeira curva, e onde já vimos que ter pole position pode até ser prejudicial. De relembrar que no ano passado, Sebastian Vettel passa de terceiro para primeiro nessa mesma reta, e liderou grande parte da corrida até o motor Ferrari morrer. Este domingo, não veremos isso com carros vermelhos, por razões óbvias, mas pode significar uma oportunidade de ouro para Sergio Perez ou Valtteri Bottas aproveitarem o vácuo criado pelos dois homens da frente. Max Verstappen também começa na frente, e pode levar a uma batalha interessante com Lewis Hamilton.

Se tal não acontecer, e Lewis Hamilton voltar a passear para a vitória, serão 91 vitórias na carreira e mais um recorde de Michael Schumacher derrubado. Eu não me importo com isso – algum dia teria de acontecer-, mas espero que não seja tão fácil assim.

Foto de Capa: Mercedes AMG-F1

EQUIPA A TER EM CONTA

Fonte: Renault F1 Team

Renault F1 Team – A equipa francesa, que para o ano será Alpine F1, mostrou um excelente ritmo nos treinos, e mesmo na qualificação. A tal corrida para a primeira curva pode resultar em algumas posições ganhas, e toda a gente sabe o quão bom Ricciardo é a gerir pneus e ler uma corrida. Se os Mclaren não tiverem uma palavra a dizer, espero uma melhor performance na corrida do que na qualificação por parte da Renault.

PILOTO QUE PODERÁ SURPREENDER

Fonte: Red Bull Racing

Max Verstappen (Red Bull Racing) – Neste momento, se há um piloto ao nível de Lewis Hamilton, esse é Max Verstappen. A máquina não tem acompanhado a ambição do homem, mas um bom arranque e liderança na primeira volta podem trocar as contas à Mercedes e deixar a equipa alemã aos papéis em termos estratégicos. De relembrar que a Netflix está com a Mercedes este fim-de-semana para gravar o “Drive to Survive”, e todos nós nos lembramos do que aconteceu da última vez que assim foi…

Artigo revisto

Luís Manuel Barros

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